College Boy

3 Capítulo 02


Notas iniciais
Primeiramente, desculpem-me pela demora.
Obrigada pelos reviews do capítulo anterior, todos foram maravilhosos ♥
Obrigada também a quem veio comentar sobre CB no Twitter (:
Betado pela Reet (não é novidade, ok). Obrigada Reet ♥
Boa leitura!

Francamente, não sei o que é pior: descobrir que seu colega de quarto é dono de um par de braços cheios de músculos – os quais, apesar de chamarem sua atenção, não deverão ser notados para o bem de sua sanidade mental – ou ter que obrigar seu estômago a se acostumar com a comida da cantina logo no seu primeiro dia de faculdade.

Não que a comida desta cantina em especial não seja comestível. Muito pelo contrário, ela é. Mas isso apenas se você não liga para a aparência do que ingere ou, simplesmente, não está nem aí se sua refeição sair andando pelos corredores com direito a visita a todas as salas, clubes e ambientes esportivos.

O refeitório que abrigava o local que me serviria o que eu chamo de “alimentação balanceada” estava lotado. Cada uma das mesas possuía seis cadeiras – três para cada lado da mesa – e, por ser o primeiro dia, estavam todas aparentemente limpas. Mal conseguia ver lugares vazios, uma vez ou outra meus olhos passavam por mesas onde apenas quatro ou cinco cadeiras estavam ocupadas.

Pausa. Gostaria de saber aonde irei me enfiar nesse submundo.

Certo, como não tenho conhecimento o suficiente para obter uma resposta satisfatória e aceitável para acalmar meus neurônios, resmunguei um palavrão em tom de voz normal – é o resultado para muitos macacos produzindo sons aleatórios e não identificados num mesmo local – e entrei na fila em busca de algo decentemente comestível.

Enquanto lia as opções disponíveis escritas em um mural atrás da bancada onde estavam posicionados os alimentos que seriam servidos por uma tal de Beth, – ruiva, olhos castanhos, poucas, porém existentes sardas, pele branca e avental rosado e estampado com alguns morangos e alguns pontos verdes não reconhecidos no momento – a fila se movimentava em minha frente.

Pude ouvir alguns resmungos atrás de mim. Revirei os olhos, prestes a pedir para que quem quer que fosse o desgraçado sem paciência esperasse alguns segundos até que meu cérebro terminasse de processar informações como “Arroz: Branco ou integral” e “Sobremesa: Muffins de chocolate devidamente empacotados e industrializados”.

Entretanto, soltei alguma coisa parecida com “dá um tempo!” e me virei novamente para a fila, trombando com algo grande, relativamente mais alto do que eu e que usava uma camiseta com as palavras “You look like sex, baby” em letras brancas e garrafais, ocupando todo seu peitoral.

Garanto que soaria mais interessante – pelo menos pra mim – se, em seguida, meus olhos não tivessem se encontrado com um par de azuis acinzentados.

Só podem estar de brincadeira comigo, certo?

– Casper – suspirei profundamente, a fim de não permitir que minha raiva repentina transparecesse. – Você não pode simplesmente passar na minha frente.

– Eu tanto posso quanto passei – ele sorriu torto com um dos cantos da boca, não que eu tenha reparado no quão sensual ele ficava ao fazer um gesto desses nem nada.

– Você não passou, seu idiota – disse e entrei na frente dele novamente, me servindo com um pouco de arroz.

– Você se lembra das nossas regras para convivência pacífica, Maddie? – perguntou, esticando o braço para pegar uma colherada de arroz branco. Murmurei um “sim”, enquanto continuava a andar para frente. – Pois bem, e se lembra mais especificamente da segunda regra?

– Tenho cara de boba, por acaso? – revirei os olhos. – Não. Responda. Ouviu?

– Tanto faz – ele deu de ombros, voltando ao assunto principal – A preferência para uso do banheiro é minha, certo?

Infelizmente, é.

– Mudança de planos – lancei-o um olhar confuso, enquanto ele sorria inocentemente.

– E?

– A preferência em filas gigantescas e sem fim também é minha, Maddie – dito isso, colocou as mãos em meu braço direito, pegando o bolo de chocolate devidamente empacotado e industrializado que eu segurava.

Espera.

Correção: o último bolo de chocolate devidamente empacotado e industrializado.

E esse animal desgraçado de duas pernas, dois braços e vinte dedos ao total ainda teve a cara de pau de soltar uma risada deliciosa – que seria muito bem aproveitada pelos meus ouvidos se eu não estivesse a ponto de dar um soco na bela face dele – e piscou um dos olhos, indo em direção à sua mesa.

Dei a cama de cima do beliche para ele sem reclamar, aceitei a tal da preferência quanto ao banheiro, nãoquestionei a parte de nudez parcial, explícita ou qualquer coisa do gênero e não caçoei da festa do pijama apenas para garotos.

Ok, talvez eu tenha caçoado do último. Mas em minha defesa, foi mentalmente. Então, não tinha como ele saber. Ponto final.

Enfim, convenci-me de que tudo o que foi apontado acima estava dentro dos padrões do que eu considero aceitável.

Agora, passar na minha frente e ainda pegar o último bolo de chocolate – nem que seja industrializado, essa não é a questão no momento, afinal cada pedaço de açúcar encontrado num local onde doces não estão disponíveis gratuitamente é algo extremamente precioso – já é passar dos limites.

Casper Jenkins não tem a mínima noção do que é perigo. Fato.

Cerrei os olhos, pegando minha bandeja nas mãos e seguindo os passos de Casper até uma mesa com oito cadeiras e, por incrível que pareça, todas ocupadas.

Quanto privilégio.

Oito caras me encaravam e eu só fazia questão de devolver o olhar para um deles. Jenkins.

– Quem é você, princesa? – um deles perguntou.

– Aliás, cabelos legais – outro falou. – Azul é minha cor favorita.

– E o que exatamente você está fazendo aqui? – Casper. Sempre muito educado. – Você deveria estar, sei lá, com oseu grupo.

– Primeiro, meu nome é Maddie. Maddie Lewis. Segundo, obrigada, azul também é minha cor favorita – sorri para o garoto que havia comentado sobre meus fios de cabelo. – Terceiro, Casper, se eu quiser, eu sento com o seu grupo. E ainda pego o que é meu por direito.

Arqueei uma das sobrancelhas para ele que estreitou os olhos.

– Você quer pegar o que é seu? Mesmo? Não acha que já estamos grudados o suficiente? – ele riu – Eu também preciso de espaço, Lewis.

Certo. Tenho duas opções: posso dar um soco na cara de Casper e arrancar todos os seus dentes ou, simplesmente, entrar no joguinho dele.

Apesar de a primeira opção me agradar mais – e muito –, algo me diz que devo utilizar o bom-senso. Exatamente.

– Mais espaço? Você não acha que já é o suficiente? – pisquei algumas vezes – Já sinto sua falta, Casper.

Três dos amigos dele riram e dois se levantaram.

Tomei o lugar de um deles, posicionando minhas mãos sobre as de Casper que estavam espalmadas sobre mesa. Sorri de forma inocente para ele.

Você tem uma nova namorada, Casper. E algo me diz que ela é extremamente grudenta, ciumenta e um tanto quanto vingativa.



Notas finais
Espero que tenham gostado.
Espero que deixem um review.
Espero que rezem pela minha inspiração.
Espero que continuem acompanhando.
Ah, quase esqueci. Sobre os dias de postagem: Escrevo quando quero/posso/possuo inspiração e criatividade o suficiente. E é exatamente por isso que os dias não são fixos, me perdoem.
Aliás, o que acharam da nova capa? Foi feita pela @_apoisonheart ♥
Twitter: @onethingpayne
Vejo vocês no próximo capítulo! ♥