Colisão

3 Meu melhor amigo, namorando?


Notas iniciais
Musica que me inspirou nesse terceiro capitulo: Asleep - The smiths Terceiro capitulo :3 se gostarem me ajudem a divulgar. Vlw flw.

Saio do meu quarto logo após me trocar e limpar a sujeira do abajur quebrado. Desço a escada a vou até a cozinha, vejo que em cima da mesa te um bilhete da minha mãe. Ela costumava deixar bilhetes pra mim quando eu era criança e pelo jeito ainda não perdeu o habito.

“Caleb te ligou para saber se você estava melhor, assim que puder ligue pra ele, ele me pareceu realmente preocupado”.

PS: Tem panquecas na mesa. Volto no horário de sempre. –Mamãe

No prato em cima da mesa tinha algumas panquecas como ela disse. Pego o suco na geladeira e sento-me à mesa. Enquanto como, não consigo pensar em outra coisa a não ser Caleb.

Assim que termino coloco o prato na pia e procuro o celular no bolso, mas não acho, então vou até meu quarto, meu celular está em cima da mesinha do lado da minha cama, onde ficava meu abajur. Ligo para Caleb que me atende de imediato:

— Ethan? – diz Caleb parecendo surpreso

— Caleb... Minha mãe disse que você ligou para saber como eu estava.

— Sim, eu não demonstrei ontem a noite, mas sim eu estava. E você esta bem?

— Sim, claro. Tirando o fato se que agora seu novo amigo seja... Trevor.

— Você não vai começar, não quero brigar com você de novo.

— Ok. Sem Trevor... Mas e hoje à noite ainda esta de pé?

— Hoje... Acho que não vai dar Ethan. – ele faz uma pausa – Vou sair com meus pais... Desculpa, tenho que desligar.

—Ta bom. Tch... – Antes que eu pudesse terminar de falar ele já tinha desligado.

(...)

A campainha toca, desço a escada quase tropeçando, abro que não a ninguém, olho para os lados pra ver se não estão se escondendo e nada. Dou um passo pra frente e chuto uma pequena caixa retangular em cima do tapete de entrada, aqueles que têm nas casas “normais” escrito “Welcome”.

Pego a caixa e fecho a porta.

Sento no sofá, na tampa da caixa um bilhete “o novo melhor amigo do seu melhor amigo”. Aquilo me deixou “bugado”, abro a caixa e consigo entender. Fotos de Caleb e Trevor se beijando, de mãos dadas em uma rua deserta, passo todas as fotos. Perplexo com o que estou vendo. No fundo da caixa outro bilhete que diz “Rua: Stanford – Northland nº 1057”.

Jogo as fotos na caixa e fecho. Subo para meu quarto com raiva, muita raiva. E não é pelo fato do meu amigo ser... Gay, mas sim por ele estar com Trevor.

(...)

Sentado na cama depois de algumas horas, tentando entender o que quer dizer aquele endereço.

(...)

Chego a uma possível conclusão, Caleb mentiu dizendo que sairia com seus pais no mesmo horário em que a gente iria assistir filme na casa dele, ou seja, ele ia sair, mas não com seus pais e sim Trevor.

(...)

Minha mãe chega ao fim da tarde, quase noite. Pego a caixa na mesinha e corro até a garagem.

— Pode me emprestar o carro? – digo pegando a chave da mão dela.

— Aonde você vai? – ela me pergunta assustada.

— Preciso falar com Caleb. – entro no carro e fecho a porta.

— Tome cuidado.

— Eu sempre tomo! – grito de volta, dando ré no carro e arrancando a caixa de correio antes de chegar à rua. – Desculpa mãe, quando eu chegar eu arrumo. – grito.

(...)

Por sorte eu já conhecia o caminho que dava na casa de Trevor, parei o carro a uns 30 metros para que ninguém desconfiasse. Esperei por mais ou menos 40 minutos e ninguém chegava. Quase achei que era uma brincadeira, pensei em ir embora, mas finalmente o carro chega.

Trevor está dirigindo, os dois descem rindo muito, Trevor encosta no carro e Caleb para a sua frente e começa a te beijar. É quando resolvo ir até lá.

— Bonito casal! – digo quase gritando.

Caleb me olha perplexo soltando a mão de Trevor.

— Ethan... O... Que você... Faz aqui? – Caleb gagueja enquanto fala.

— Isto aqui! – Jogo a caixa no chão perto dos pés ele, ele abaixa e pega. Enquanto isso Trevor permanece parado como se já esperasse que eu aparecesse.

—Onde você conseguiu isso? – Caleb agora segura às fotos com força como se quisesse rasga-las. Lagrimas agora escorrem dos seus olhos.

— Não interessa. Porque você nunca me falou nada?

— Ele não te deve...

— Não falei com você, babaca!

— Eu... Eu ia falar, é que...

— Fique ai beijando essa boca imunda... Onde quer que ele tenha colocado ela.

Viro e vou até o carro. Bato a porta com força assim que entro. Acelero cantando pneu. Quando estou passando em frente a casa dele, abaixo o vidro e mostro o dedo do meio.

Dou um “cavalinho de pau” quase atropelando Trevor e acelero o carro, rumo a... Algum lugar.