Colhedores
4 Christoff
Notas iniciais
Gente! Nem sei o que dizer! Estou muito agadecida pelo número de visualizações e favoritos! Isso além de uma super recomendação! Nunca estive tão feliz por uma história.
Aqui vai o próximo capítulo! Espero que gostem amores! ♥
Cada vez mais, a família de Elizabeth ia visitar Christoff no asilo, até ele aceitar ir para Londres com eles.
Senti-me feliz em ver Beth cozinhando com o pai novamente, jogando xadrez com ele na sala de estar, comendo biscoitos e vendo filmes da Segunda Guerra, que eram os passatempos preferidos deles. Christoff sempre foi muito carinhoso, ficava horas olhando para a filha e quando ela o perguntava “o que foi?” ele só respondia com um breve “eu te amo”. Ela lembrava muito sua mãe, que tinha os deixado quando a filha fez três anos e eu acho que é por isso que Chris nunca deixou de olhar pela filha por sequer um segundo, ele também tinha medo de perdê-la. Os filhos de Elizabeth e Edward ficaram muito felizes com a presença do avô em casa, adotaram os hábitos e os passatempos de família da mãe e do pai dela. Todos os dias, Benjamin e Peter chegavam em casa, mesmo tarde e iam direto para o quarto do avô, os dois netos ouviam histórias incríveis de sua adolescência, eles queriam ser iguais a Christoff. Até mesmo Edward, que antes não gostava muito do sogro acabou adorando a ideia de tê-lo em casa, tudo ficava em paz e até mesmo o seu Colhedor soltava algumas risadas com as piadinhas do velho Christoff. Nunca foi tão bom ter Maçaneta perto de mim, ele me ajudava cada vez mais, como se fosse a coisa mais importante, ele era um grande amigo, que virou praticamente um pai para mim. Tudo ia bem, na verdade tudo ia ótimo, estava tudo bem, eu nunca tinha visto Elizabeth tão feliz e agradecida, era bom ver a paz que ela carregava no peito, o sorriso que quase não deixava o rosto, era leve, trazia tranquilidade. Numa noite de uma quarta-feira, em questão de minutos, tudo acabou. Maçaneta entrou no quarto de Elizabeth, onde ela dormia ao lado do marido:– Colhedor, é chegada a hora. Ele disse, ele não parecia demonstrar nenhum sentimento na hora. Levantei-me e fui até ele:– Eu vou sentir a sua falta Maçaneta.– Eu também vou sentir a sua. Ele colocou a mão direita em meu ombro:– Adeus...– Adeus. Ele disse deixando o quarto, mas o chamei:– Maçaneta?– Sim?– Eu vou colocar sua teoria em prática. Ele deu um sorriso de canto e deixou o quarto. Aquela foi a última visão que tive de Maçaneta, nunca esquecerei. O dia seguinte foi um choque para todos os humanos, principalmente para Elizabeth. Os dias passaram devagar desde então. O tempo demorava a passar e o clima parecia cada vez mais frio. Por meses os únicos pensamentos de Beth eram direcionados ao falecido pai, ela andava distraída, triste, aquilo não acabaria tão cedo, a felicidade tinha escapado de seus dedos em dias. E lá estava ela novamente, sentada no sofá de casa, sozinha e pensando. Resolvi fazer algo por ela, mesmo que eu tivesse consequências graves por isto:– Elizabeth, escreva. E ela escreveu... Mas escreveu apenas o que eu a mandei escrever: – Ele está bem. Irá voltar a vida, assim como você voltou, assim como todos os humanos voltam Elizabeth. – Ela parou de escrever, ficou assustada ao perceber que não era isso que queria escrever – Não se assuste Beth, sou seu anjo da guarda, estou tentando ajuda-la, não suporto mais vê-la triste. Usei o termo “anjo da guarda”, porque era nisso que os humanos acreditavam, era mais fácil achar uma coisa “racional” para que eles mesmos não ficassem com medo. Continuamos a escrever por horas e horas, até que ela se sentisse confortável com a minha existência. Até que acabasse com a sua curiosidade sobre a morte. Mas eu tinha que fazer um breve aviso a ela:– Só mais uma coisa Beth... Vai ter que queimar tudo isso, tudo que eu escrever. Eu estava bem ao seu lado, agora sabia que era eu que ela sentia:– Por quê? Ela sussurrou:– Porque eu não deveria estar me comunicando com você, mas não se preocupe, vou estar sempre aqui, você só precisa fazer isso e vai ficar tudo bem, certo? A partir daquele dia, ela nunca mais deixou de sair com um bloquinho de notas na bolsa, estava sempre com uma caneta á mão. Depois disso, eu sabia que os meus dias estavam contados, estava apenas esperando o Conselho tirar minha vida. Eu poderia ter sido entregue por qualquer outro Colhedor, mas não fui. Dias se passaram, Elizabeth e eu nos falávamos frequentemente, agora ela me conhecia. Ela me chamara de Adam. Os segredos do Universo eram uma grande curiosidade para ela, mas também um grande alívio, porque ela agora sabia que a alma de Christoff vagava por aí. Comecei a deixar Beth tomar suas próprias decisões, claro, eu influenciava ás vezes, mas apenas ás vezes. Ela ainda estava triste, ás vezes não era racional. Até que fiquei preso num segundo, e eu sabia que era minha sentença de morte.
Notas finais
Espero que tenham ficado tristes também... HAHAHAHAHAHHAHAHA!
Tá, a fanfic está acabando, mas ainda tem um ou dois capítulos vindo
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