Coletânea de minhas poesias livro 2: Existência
34 Meu Pesadelo
Meu Pesadelo
Cortei o tempo e a realidade para saber
Que não vivi o bastante para sonhar
Mas meus punhos foram cortados
Sem eu saber o por que
Agora eu durmo acordado
Já que não dá para lutar
Rasgando o tempo e a verdade
Tento me encontrar
Mas estou preso em um caminho sem volta
Somente por caminhar
E preso na realidade
Por trás da porta
Gritos e mais gritos
E as manchas de sangue na parede
Só me fazem lembrar
Que o pesadelo começa aqui
Lágrimas e feridas abertas no meu peito
Demoram a cicatrizar
E perdido sem jeito
tento me encontrar
Preso nesse mundo de ilusões
E de falsos corações
Ainda vou me libertar
Dessas correntes que me atingem
Que me prendem aqui
Ainda vou lutar
Eliminar os que me afligem
E vou perseverar sem cair
Gritos e mais gritos
E as manchas de sangue na parede
Só me fazem lembrar
Que o pesadelo começa aqui!
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