Chuva, chuva negra que cai do céu

Deixando minha noite mais entediante

Novamente nos bancos dos réus

abuso dessa droga menos viciante

No frio da noite, ela vem e me mata

Aos poucos deixo meu corpo ver a verdade

Mas é a verdade ocultada pelo livro de capa

Que mente sobre toda a verdade

Sobre todo o mundo

Impuro e imundo

O vazio que habita em mim clama silêncio

Porém o medo da minha mente

Avança por um milênio

Tudo fruto do meu inconciênte

Tudo fruto desta droga que cai dos céus

Às vezes amarga, e outras como mel

Segredos lavados a seco

Pelo frio do vento

Que sopra para o destino

Sinto todas essas águas no beco

Sendo amigas do tempo

De quando era menino

Antes de cair nesse vicio

Chamado de chuva