Nada

Aqui estou preso novamente

E o que me restou

Apenas preso em minha mente

E o que me sobrou?

Nada, apenas o nada

E o medo de caminhar

Com um medo de andar

Luzes apagadas para me aterrorizar

Jamais levarei o meu ser

Para um próximo fim que há de chegar

Jamais esquecerei você

Nada, simplesmente nada

Já que estas lembranças

Todas foram apagadas

Destemidos e livres do pesadelo

Onde a cruz é meu martírio

E nela encontro meu desespero

O meu sangue é o sacrifício

Nada, somente o nada

Me resta para fazer

E o que eu devo entender?

O fim? O Mundo? Ou um coração

Como falei, apenas o nada

Este sou eu sem uma diração

Apenas uma alma apagada