Coletando Lembranças...
16 Runas
Notas iniciais
Bem, boa leitura!^^
Natsu se distanciou do grupo de magos e enquanto caminhava pelo terreno, acabou por avistar o tumulo de Layla Heartfilia e até demorou um pouco para reconhecê-lo.
É até compreensível a demora em reconhecê-lo, afinal, o túmulo estava tomado pela mata e o anjo de pedra que foi esculpido para ser como um guardião dosa restos mortais de Layla, agora perdera toda a sua imponência e suavidade, parecia mais um anjo cansado e fraco.
O rosado se aproximou do túmulo para arrancar as ervas ousadas que cresciam na lápide, ou pelo menos tentou se aproximar, já que quando chegou perto, seu corpo foi jogado para trás com força, como se uma forte corrente de ar o impulsionasse para trás.
Agora além de frustrado, o DragonSlayer estava começando a ficar irritado e como uma criança teimosa, o mago se aproximou novamente e o resultado foi o mesmo, a mesma corrente de ar devastadora o arrastou mais dois metros para longe,só que dessa vez ele caiu de forma desconfortável, literalmente comendo a grama.
Um rosnado de cólera escapou por entre seus lábios enquanto o Dragneel cuspia grama e terra.
Em questão de segundos, seu punho direito se incendiou e com um grito corajoso, ele correu até o túmulo da matriarca do Heartfilia e tentou atingir seu punho flamejante no seu obstáculo invisível.
Previsivelmente, o resultado foi o mesmo que o das experiências anteriores, mas antes que Natsu fosse arremessado brutalmente apara longe, o rosado viu uma coisa que chamou a sua atenção, uma coisa que não havia acontecido das outras vezes...
Quando seu punho atingiu “o invisível obstáculo”, o mesmo se tornou mais ou menos visível, por causa da pressão exercida pelo punho do DragonSlayer, que concluiu que um campo de força invisível e irritante rodeava o túmulo, já que a cúpula parecia ser feita de vidro meio líquido e agora havia adotado um tom arroxeado, assim como as letras bizarras que brilharam com intensidade no chão.
—São... Runas. — Murmurou o mago se levantando do chão, fazendo uma expressão de dor. —São... Runas?—Repetiu o Dragneel para si mesmo, se perguntando de como runas apareceriam ali, num túmulo aos pedaços numa mansão abandonada. —São runas!—Gritou por fim, alegre, se lembrando de Freed e de Levy, ambos com habilidades que envolviam runas.
Com um sorriso largo que até doía em seu rosto, ele colocou dois dedos em uma de suas têmporas e disse:
—Warren! Warren!
—Ei, ei pare de gritar assim Natsu!—Reclamou o mago, sua voz soando meio robótica e com eco dentro da mente do garoto. —O que foi, afinal?
—Eu encontrei algo. —Falou com orgulho de si mesmo e esperança.
Alguns segundos de silêncio se estenderam no ar, Warren estava surpreso demais, mas mesmo assim forçou seus lábios a se moverem.
—O quê?!
—Eu explico daqui a pouco, preciso que Freed e Levy venham até aqui, agora, vamos Warren você consegue saber onde eu estou pela nossa conversa de agora. —Falou Natsu e ouviu o outro suspirar.
—Certo, certo, nós já vamos. —Falou e de repente a voz do mago sumiu da mente do rosado.
Poucos minutos depois, todos os magos estavam presentes, já que os outros não aguentariam tal ansiedade de esperar.
—O que aconteceu?— Indagou Freed olhando ao redor, e seus olhos sem depararam com um Natsu sorridente, descabelado, e todo sujo de terra, e por alguns instantes, o mago realmente cogitou a teoria de que o rosado tivesse surtado de vez.
—De quem é esse túmulo?— Perguntou Levy, com sua típica curiosidade quase infantil, capturando a atenção de Freed.
—Layla Heartfilia. — Respondeu o DragonSlayer com uma voz solene e cheia de respeito.
A azulada pareceu encantada e ao mesmo tempo entristecida, os mesmos sentimentos que invadira Natsu quando ele vira o túmulo.
Era um misto de sentimentos sem uma explicação lógica, afinal, o DragonSlayer nem havia chegado a conhecer Layla, mas só de imaginar que a mulher fosse igual a Lucy, além do físico, o dava uma sensação confortável, que o fazia imaginar o quão generosa a Heartfilia era, uma pessoa que o Dragneel gostaria de ter conhecido.
Antes que alguém pudesse dizer algo, a Mcgarden se aproximou para tocar lápide e quando o Dragneel gritou “Não!” já era tarde demais e o delgado corpo da maga foi lançado dois metros para trás.
—Levy-chan!— Gritaram Jet e Droy, desesperados e ao redor da garota, com medo de machucá-la se a tocassem.
Gajeel bufou ao ver os dois magos chorões e os empurrou com sua típica delicadeza e segurando o braço de Levy, a levantando do chão sem o menor esforço.
—Está tudo bem?— Sussurrou o DragonSlayer do ferro, de modo que somente ela o ouvisse.
—Uhum. —Afirmou assentindo com a cabeça repetidas vezes, mesmo que ainda estivesse um pouco tonta, enquanto arrumava o laço colorido em seu cabelo.
—O que foi isso?— Indagou Gray, coçando a cabeça, ligeiramente confuso e perplexo.
—Tem um tipo de campo de força que impede as pessoas de se aproximarem desse túmulo. E após várias tentativas, percebi que esse campo de força é feito com runas. Achei que Freed e Levy pudessem ajudar. —Respondeu Natsu falando a ultima frase, olhando para Freed que estava com a mão no queixo, pensando.
—Irei fazer o possível. —Afirmou o mago das runas em seu tom de voz firme e grave, como o habitual. Sua resposta deu um novo animo aos magos, uma pequena faísca de esperança que apesar de pequena, já fazia uma enorme diferença. —Mas essas runas são... Estranhas.
—Como assim?—Perguntou Erza, séria.
Três segundos pairaram no ar como se fossem três milênios antes que o mago pensativo respondesse:
—Não é qualquer um que consegue fazer um campo de força com essa magnitude. Como vimos, até o menor toque acaba com uma repelência extremamente forte... Quem quer que tenha feito isso, além de ser forte, não quer que ninguém se aproxime.
—Por que deve ter algo aí dentro que não é qualquer que possa ver... — Murmurou Happy e todos encararam o túmulo, imaginando o que poderia ter de tão valioso ou perigoso ali dentro.
—Preparado Freed?— Indagou Levy sorrindo de lado e o mago assentiu, tirando sua lustrosa espada para anular aquelas runas.
—Sempre estou pronto.
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