Inocência roubada

Letras crescente

Palavras mortas

Sentimento onipotente

Batidas nas porta

Medo de viver

Sobre a vida

Medo de entender

Que não existe saída

Raios, chuvas

Tudo presente

Roxo como a uva

preso eternamente

Sem nexo

Sem sentindo

Sem sexo

Viver mentindo

Homem, mulher

Criança, adolescente

Na vida cheia de olá

Preso novamente

Doce inocência

De não conhecer

A verdade da aparencia

De não poder se esconder

Contra a vida

Contra a morte

Não existe saída

Quem foi ferido pelo corte

Palavras e palavras

Em cima da mesa

Formando uma arma

Para própria defesa

Lento caminho

Sobre as palavras

Doce carinho

De uma mão sacra

Letras crescentes

Sentimento nulo

Vida descrescente

Se lamentando no muro