Veneno

O Veneno que escorre em sua face

É o mesmo que escore em meu rosto

E mesmo que o teto desabasse

Não me resta um encosto

Levantei e caminhei até o por do sol

Para que minha morte seja lenta e dolorosa

Envenenado com o formol

Sua vitória será gloriósa

O medo desce em decadência

A verdade em ascenção

Reprimindo o ódio pela sobrevivência

Explode dentro de seu coração

O veneno que me atingiu

É o mesmo que te matou

Meu mundo sobre meus pés caiu

Sem você nada me restou

Sem palavras, sem respostas, sem mentiras

Que te peço é que volte para mim

Para que possamos juntos curar estas mentiras

Estou sofrendo de amor sem fim

O doce veneno que me mata aos poucos

É o mesmo que mutila sua vida

E por conta disto, vejo que estou ficando louco

Sem um saída

Parado junto ao tempo e ao relógio

Vejo o mundo cair sobre o desejo de vencer e ser vencido

Sentimento retrógrado

Que aos poucos por você foi destruído