Ordem e o Caos

Segurei as lágrimas em mim

Para novamente não sofrer em vão

Agi por um impulso

Com medo de viver mais um fim

E agora meu corpo está avulso

Andando sem uma direção

Levado pelos atos de fazer

Onde o meu coração foi perfurado

Nada me resta aqui

Apenas esperar ser sepultado

Sem intenção, devo desistir?

Traído pelo elo, viva e deixe morrer

E onde o medo consome aos poucos

Supre as forças do homem por dentro

Nem mesmo os loucos

Vivem de acordo com o vento

Mudando sempre a direção

Onde a minha se tornou uma prisão

Caminhos divididos, onde nada tenho

Medo complexo, repleto de rancor

Não vivo sem saber de que medo

Mesmo não querendo, eu tento

E o caos se fez logo cedo

Quando o homem gritou de dor

Perdido em sua lucidez

Clamando por perdão

E por onde anda o a ordem

Porque o Caos se fez

Levando o mundo a escuridão

E ao sentimento de desordem

Que resta, ainda que resta a fazer?

Nada, apenas esperar o bem nascer

E ainda torcer, para que não possa se corremper

Não posso esperar este tempo

Não devo exitar em nenhum momento

Muito menos ser levado pelo sentimento