Coletânea de minhas poesias Livro 1: Essência
49 Olhos fixos
Olhos fixos Olhos fixos e calculistas Segregados por um único desejo Viver como uma mentira Enganando até a si mesmo Vergonha de saber quem sou Meu mundo há de acabar Meu pedestal desabou Não há nada para chorar Minhas mãos frias e calejadas Seguram a verdade por um triz Minha mente alvejada Pela lâmina matriz Olhos sangrando por dentro E por fora lágrimas de dor Meu corpo não tem mais tempo De viver uma jura falsa de amor Sorrir não tem mais sentido Muito menos ao caminhar E logo percebo que estou mentindo Até quando estou a pensar Cansei de mim, do mundo Das pessoas que mentem Cansei de mentiras, de tudo
Sem um mundo, nada ou sem alguém
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