O Vento


Vento gélido soprando o destino
Guiando-nos no maldito caminho
Com palavras de um ser
Onde não lhe resta nada, à não ser morrer

Afogado em suas palavras
Por não saber o caminho a seguir
Empunhou as armas
Para o vento não ser seu fim

Vento que congela o corpo
Fazendo tudo conforme o jogo
Logo hoje, neste amanhecer
Me recordo para poder esquecer

Assassinado com a própria arma
Onde perfurou seu coração
E nesta hora, sua vida sofreu com o Karma
Levado com o vendo, sem direção

Vento áspero para caminhar
Descendo, subindo, mentindo
Essas são as palavras que te fez sonhar
Nada como o tempo que estar te ferindo

Livre de se mesmo outrora
Perante o véu se rendeu
Nada me resta a fazer agora
Tudo por que não pude ser seu