Medo

Medo de caminhar e ver o mundo se quebrar

Medo escrito no meu olhar e entender

Que tudo nesta vida não tem sentindo

Que sempre haverá um pessoa

Para lhe fazer sofrer

E neste inferno particular

Vejo meu mundo se partindo

Já que estou morrendo atoa

Medo em tudo que habita este lugar

Medo das paredes, das sombras, do mundo

Apenas sinto o medo meu corpo percorrer

E neste décimo de segundo

Sinto tudo que eu criei cair

E de que adianta chorar

E não ter nada para decidir

Já que não resta nada para que eu possa viver

Medo!

Apenas medo, medo de não ter nada

Medo de não amar

Medo de amar e não ser amado

Perecer ainda cedo

De ver o mundo como uma arma

E de que adianta se lastimar

Já que o mundo sempre vive no passado

Escrevo com o medo em mim

Jogando os corpos em desespero

E hoje eu vejo

O que era para ser apenas mais um fim

E ainda tento mudar este caminho

Sem sentindo tento me olhar

Ainda vivo no mundo cheio de vinho

Nada me resta, há não ser esperar