Notas iniciais

Corpos secos e ocos

Vida vazia e sem existência

Lugar onde meu ser parou

No silêncio de sua essência

Onde o sofrimento me restou

O meu corpo seco e vazio

Onde não resta nada a fazer

E meus sentimentos frios

Me resta aceitar e entender

Que este mundo não me ama

Nem quer me ver aqui

Meu corpo em chamas

Pretendo caminhar até sumir

Solidão consumida em rancor

Meu corpo oco sem esperanças

De viver em um mundo sem dor

Onde vivem apenas inocência de crianças

E a cada dia que vai nascer

É uma iluminação no caminho

Mas tudo muda com o parecer

Meu corpo vai viver sem um destino

Liberdade para falar

Sonhos destruídos pela solidão

Nada para mudar

Há não ser o caminho da escuridão

Oco, sem nada por dentro

É assim que estou me sentindo

Creio que nem o tempo

Saberá se estou mentindo

Luz, filtra a ideias na mente

Mas meu corpo sem essência

Para si, sempre mente

Sobre a razão de minha existência