Carta de Suicida

O sangue vermelho do pulso

Se espalha pelo chão

Perdido, parado no tempo

Me julgo incapaz de amar

Porem, meus olhos diante do espelho acusa o luto

Sem te tirar do meu coração

de onde toda dor levada ao vento

Sinto meu pulmão pesar

O medo me consome

mas são suas palavras que me erguem

Aos seus poucos vou morrendo

Sem deixar de pensar em tua pessoa

Oh, Desejo de morte que me consome

Tua beleza e a unica divindade que meu coracao segue

Aos poucos vou morrendo

Nos pensamentos de uma pessoa louca

Ao Ego vazio e frio sinto meu fim

Nao vejo a hora de parar de respirar

mas sem pensar em voce

Que me fez amar, me fez saber ser feliz

E mesmo assim

Estou a morte procurar

Para saber se realmente pertenco voce

Perfurei meu peito com a lamina matriz

Agora o espelho que julga o que sinto

És minha testemunha de meu suicídio

Silenciado pelo tempo, silenciado pelo amor

Vejo meus olhos se fecharem

A minha última visao é seu silencio

Te amei desde o principio

Por minha morte agora, eu suplico, por favor

Mesmo sabendo que eles nunca irao chorar