Coletânea de minhas poesias Livro 1: Essência
15 Carta de Sucida
Carta de Suicida
O sangue vermelho do pulso Se espalha pelo chão Perdido, parado no tempo Me julgo incapaz de amar Porem, meus olhos diante do espelho acusa o luto Sem te tirar do meu coração de onde toda dor levada ao vento Sinto meu pulmão pesar O medo me consome mas são suas palavras que me erguem Aos seus poucos vou morrendo Sem deixar de pensar em tua pessoa Oh, Desejo de morte que me consome Tua beleza e a unica divindade que meu coracao segue Aos poucos vou morrendo Nos pensamentos de uma pessoa louca Ao Ego vazio e frio sinto meu fim Nao vejo a hora de parar de respirar mas sem pensar em voce Que me fez amar, me fez saber ser feliz E mesmo assim Estou a morte procurar Para saber se realmente pertenco voce Perfurei meu peito com a lamina matriz Agora o espelho que julga o que sinto És minha testemunha de meu suicídio Silenciado pelo tempo, silenciado pelo amor Vejo meus olhos se fecharem A minha última visao é seu silencio Te amei desde o principio Por minha morte agora, eu suplico, por favor Mesmo sabendo que eles nunca irao chorar
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