Notas iniciais
HEY MEUS AMORES ♥ Vocês do grupo do Nyah no fb pediram então a Tia Head fez! aproveitem e não deixem de ler as histórias que vão ser postadas nos próximos caps. também não deixe de dar a sua segestão ou fazer o seu pedido. Desculpa qualquer erro, ou se estiver meio confuso, fiz correndo, depois dou uma revisada. XOXO Head Wind.

Eu tinha uns 8 anos quando me mudei para um bairro mais calmo da cidade, ele era bem diferente do bairro antigo onde só se viam prédios gigantes e lojas, eu morava em um apartamento bonito que ficava bem perto de onde os meus pais trabalhavam, ficava perto da minha escola também, eu gostava de morar lá, mas não tinha um parque ou algo assim para brincar, e a rua estava sempre cheia de carros passando então eu era obrigada a ficar em casa brincando sozinha porque também não tinha muitas crianças no meu prédio. Quando nos mudamos para esse bairro, meus pais escolheram uma casa bem grande que tinha um jardim lindo na frente e um quintal bem grande nos fundos, onde eu tinha um parquinho particular e uma piscina, eu amava aquela casa, e amava brincar na rua junto com todas as crianças que moravam na minha rua, tinham duas gêmeas e os três irmãos da direita, tinha a garota da frente e o casal de irmãos do fundo, além do pessoal da rua de trás que era incríveis, mas o que eu amava mesmo era quando íamos todos para o parquinho.

O parquinho ficava a três ruas da minha casa e além das mães dos meus amigos sempre tinha o Tio George, o segurança do parquinho, que ficavam de olho na gente. O parquinho era incrível tinham seis balanços, vários escorregadores, uma caixa de areia enorme e aquele forte de madeira que tem que subir pela corda, além de ser bem grande e cheio de árvores boas pra escalar, tinha uma fonte também, que estava sempre cheia de água e moedas, as vezes nós pegávamos dinheiro de lá para comprar sorvete ou pipoca. O Tio George era bem divertido, ele sempre emprestava bolas para a gente brincar e desenhava a amarelinha para a gente. Ele também ensinou a gente a brincar com o peão e a pular corda, ele também deixava a gente fazer nossas festas de aniversário no parquinho e eu fiz uma redação sobre ele na escola, o tema foi “Heróis desconhecidos do dia-a-dia” eu tirei dez e quando eu mostrei minha redação ele chorou, ele era legal.

Eu passei os melhores anos da minha vida lá, nunca me cansei daquele parque, mesmo depois de grande, eu saia da escola e ia direto para o parque, apesar de não brincar mais, ficava lá, fazendo minha lição, e ensinando as crianças a pular corda ou a jogar pião, não importava o quanto a tecnologia estava avançada, o parquinho estava sempre cheio, e quando tinham crianças com celulares nas mãos no lugar de estarem brincando, lá estava eu, ou um dos meus amigos os ensinando uma brincadeira diferente. Mesmo com 17 anos lá estava eu brincando de pular corda com crianças de 5 e 6.

Mas nenhum desses dias conseguiu superar o dia em que eu conheci o parquinho. Admito que eu não amava aquele lugar por causa da pipoca da Dona Lúcia ou do sorvete do Seu Raul. Quando eu cheguei naquele bairro as crianças disseram que eu tinha que conhecer o parquinho, então botei um short por baixo do vestido, troquei a sapatilha por um tênis gasto e corri com todo mundo para o tal parque. Passei o resto do dia ali, e brinquei em todos os lugares, corri até não poder mais e me diverti pra caramba, mas o que mudou mesmo a minha vida foi a caixa de areia.

Quando eu entrei na caixa de areia, tinha um menino lá, ele era uma fofura, ruivo dos cabelos enroladinhos, bochechudo e com sarda pelo nariz e bochechas, tinha uns olhos mel adoráveis também. Passamos o finzinho da tarde brincando, ele estava cheio de fotos dali e disse que estava brincando com elas porque queria se lembrar daquele lugar e de tudo o que gostou nele, o garotinho estava de mudança e isso me deixou devastada, tinha acabado de fazer um amigo e ele ia se mudar?

Quando o sol começou a desaparecer o garotinho disse que teria que ir embora, e eu vi uma mulher ruiva e um homem moreno acenando para ele, o chamando, quando o abracei e me despedi ele me puxou até a mãe os seus pais e pediu a câmera para tirar uma foto minha, a mulher ruiva riu e ele mesmo tirou a foto, me abraçou e me deu uma foto dele, alegando que assim lembraríamos um do outro para sempre, e foi embora.

Eu nunca mais vi aquele menino e nem sequer sabia o seu nome, meus amigos não se lembravam dele pelo nome, só pelo apelido de Pipoca, então mesmo com as redes sociais eu não consegui acha-lo, sua foto ficava na minha carteira e admito que mesmo indiretamente, eu ia ao parque todos os dias esperando encontra-lo lá.

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Estava me olhando no espelho de forma boba, alisando minha barriga como se isso fosse fazer com que ela crescesse mais rápido, eu ainda não conseguia acreditar que minha vida estava tão perfeita.

Eu Mayra Peltier tinha a vida dos meus sonhos, tinha acabado de receber uma promoção na empresa onde trabalhava, já tinha conhecido todos os países e todas as cidades que eu sempre quis conhecer, tinha terminado minha pós graduação com louvor, estava casada com o amor da minha vida a 3 anos, estava grávida do meu primeiro filho ou filha, e consegui me mudar para o bairro em que morei por toda a minha juventude, fiz questão e o Arthur aceitou prontamente.

Quando Arthur entrou no quarto e me abraçou, me dizendo que queria ir passear com a Hanna, nossa cadela, eu disse a ele que tinha um lugar muito especial para mim e que queria ir até la. Fomos andando calmamente até o parquinho e fiquei feliz em ver que várias crianças brincavam no lugar de ficarem penduradas em celulares e computadores, vi adolescentes estudando e um garoto de aproximadamente 18 anos tentando convencer uma menina de 10 anos a largar o celular, prometendo um sorvete se ela resolvesse brincar de correr ao invés de ficar ali sentada e sozinha.

Eu sabia que tinha feito certo em querer voltar para lá, não importa como o mundo é lá fora, aqui nesse parquinho tudo continuaria perfeito, deixei que a Hanna corresse por ai e brincasse com as crianças, puxei meu marido para um banco e o abracei, ele sorriu e me abraçou de volta.

– Eu já disse o motivo de eu amar tanto esse lugar? – Perguntei para ele.

– Não, nunca.

– Eu passei minha infância e adolescência aqui, a maior parte das minhas melhores lembranças foram aqui. Eu fiz grandes amigos aqui, George aquele senhor que eu convidei para o casamento era o guarda desse parque e ele era incrível e...

– É ele era incrível mesmo.

– Sim, ele era e a minha primeira paixão eu conheci naquela caixa de areia bem ali com oito anos, ele era ruivo e... – Apontei. – Espera o que você disse?

– Você conheceu sua primeira paixão ali? – Ele sorria de forma divertida, o que ressaltava suas sardas e seus olhos mel.

– Como você conhece o George? – perguntei confusa e ele riu.

– Eu morei aqui até os meus nove anos, então me mudei para outra cidade, eu amava esse parquinho, foi aqui que eu me apaixonei por fotografia. Sabe, é uma história bem curiosa até, eu ia me mudar e naquela semana eu resolvi fotografar cada cantinho desse parque para que pudesse lembrar dele para sempre, no último dia, eu vim sem querer tirar mais fotos, só ia aproveitar, então passei o dia brincando, de tarde, brincando na caixa de areia eu conheci uma garotinha de uns oito anos, ela estava usando um vestido que um dia deveria ter sido azul, porque estava marrom e duas trancinhas, quando meus pais me chamaram para ir embora, eu resolvi que queria lembrar daquela garota, e queria que ela lembrasse de mim então tirei uma foto dela e dei para ela uma foto minha. – Ele terminou o relato sorrindo e assim como eu, com uma foto velha na mão, ele me entregou a dele e eu a minha.

E lá estava eu, com oito anos de idade, usando o meu vestido favorito, todo sujo, com duas trancinhas, um sorriso gigante faltando um dente e as mãos na cintura. Arthur estava sorrindo para mim e me abraçou ainda mais forte.

– Sabe, essa foto, – ele sacudiu a foto do garotinho ruivo de cabelos cacheados, diferente do dele que apesar de ainda ruivo, agora era curto e liso. – eu dei para o meu primeiro amor, eu a conheci bem ali, — ele apontou para a caixa de areia. – e casei com ela a três anos.

Notas finais
Gostou? Amou? Odiou? Não sabe o motivo de ainda não terem excluído a minha conta pq eu sou ruim pra caramba? Diz isso ai nos comentários! Aproveita e não deixa de dar a sua sugestão para o próximo clichê! Sem ideias e sem saber o que achar dessa história? Deixa seu Up solidário KKKKKKKKK desculpem não resisti.XOXOHead Wind.