Coletânea De Poesias
13 Todos em Fuga
Notas iniciais
Todos estão em fuga.
Há muita neblina nessas serras
Distorcem minhas visões.
Talvez eu tenha tentado viver
Da forma errada, não quis lhe entender,
Perdi-me nessa fantasia.
Sufoquei minha alma e existência
Sonhos que viraram pesadelos
Parecia que uma supernova em minha vida
Havia me deixado na aquiescência de viver em mundos paralelos.
Não sei o que me fez sobreviver
Houve hipocrisia e ironia em minhas palavras,
Enquanto ocorria um crescimento espiritual
Houver calor em alguns sorrisos,
Cada segundo parado em um relógio de águas correntes.
De frente a seus olhos azuis
Vi parcialmente a mulher
Que me tornou homem,
De perdido na epigênese da infância
Comecei uma revolução
Em algum lugar desse coração.
Desenhados pelas estrelas, constelações,
Mostram o caminho de nossos destinos,
Que os erros nos levam
A ver pessoas chorando,
Fazendo-me entender o significado de ouvir
Mostro que é possível seguir em frente, (e que)
Olhar para trás com rancor, é como andar no ombro de algum gigante.
Arte, o surrealismo da esperança,
Algo para poucos, momentos fantásticos,
Explosivos de alegria, enquanto,
Humanos fazem seus planos mestres
De ambição e conquista, despertando,
Multidões guiadas pela liberdade,
Procurando a efetivação de seus ideais,
Em meio a glória e a corrupção.
No meio dessa plateia
Eu, descrevendo em versos,
O que vejo, uma colossal
Batalha, da razão e do coração
Despertando o pincel do
Quadro perdido pelo pintor
Retratado em gotas de sangue,
Que vida é maior beleza do ser humano
E que viver eternamente é está além de nossos defeitos.
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