Saber para onde vamos é tão previsível

Quanto o futuro

Há tantas revoluções em nossas camas

Que é inesquecível

Viver eternamente

Falar é tão fácil quanto viver

Em nossas ilusões

O medo de adentrar pelas

Escuridões das vielas

Sujas pelos simples passos das pessoas

É como um complexo de uma simples

Fórmula de física, feita para esquecer.

Fantasmas, já são meus olhos.

Como problemas pra nunca dizer

Nunca, medo e loucura são armas

Para nossa decadência

Sonhos de delírios

Verdades incertas de um vazio

Mortal, talvez de nossas mentes.

Manhãs de glórias, sangue pelo chão

Palavras que nunca são ditas

Ações estúpidas, perguntando.

Se tudo está bem?

Falamos sempre nunca

Mas, sempre fazemos o nunca

Qual nessa equação racional

Que não pensamos como acreditamos?

O que somos reflexos de nossos inconscientes

Acreditando que viveremos eternamente

Mesmo como nossos legados

Repetitivos e harmônicos entre si?

Por em nossa individualidade

Esquecemos aos poucos

De sermos incompletos

Em nossos defeitos.