Coletânea De Poesias
8 Nunca diga nunca
Saber para onde vamos é tão previsível
Quanto o futuro
Há tantas revoluções em nossas camas
Que é inesquecível
Viver eternamente
Falar é tão fácil quanto viver
Em nossas ilusões
O medo de adentrar pelas
Escuridões das vielas
Sujas pelos simples passos das pessoas
É como um complexo de uma simples
Fórmula de física, feita para esquecer.
Fantasmas, já são meus olhos.
Como problemas pra nunca dizer
Nunca, medo e loucura são armas
Para nossa decadência
Sonhos de delírios
Verdades incertas de um vazio
Mortal, talvez de nossas mentes.
Manhãs de glórias, sangue pelo chão
Palavras que nunca são ditas
Ações estúpidas, perguntando.
Se tudo está bem?
Falamos sempre nunca
Mas, sempre fazemos o nunca
Qual nessa equação racional
Que não pensamos como acreditamos?
O que somos reflexos de nossos inconscientes
Acreditando que viveremos eternamente
Mesmo como nossos legados
Repetitivos e harmônicos entre si?
Por em nossa individualidade
Esquecemos aos poucos
De sermos incompletos
Em nossos defeitos.
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