Nesta tarde sinto
meu coração
franzino se partir
nem sei o que ser forte
se é não olhar para trás
não se importar com os erros
E pensar no futuro
que futuro
se ainda estou errando.

Se as garrafas se amontoam
pelo chão sujo
o que fazer para limpar
Se a música
tocada pelo vento
Levada pela guitarra
e pelas batidas do coração
Me trazem as escuridão
por esses bosques fantasmas.

Se caminho sem saber
o que procurar
o que fazer com está arma
senão escrever uma poema
Para matar tantas alucinações.

Porque sorrir,
se ainda estou preso
na minha cadeira de luxo
Por que sair
se não estou
nessa dimensão.

A única coisa que sinto
é álcool me levando
para uma viagem ao passado
o que eu quero é o perdão
Poderia ser apenas o seu
Mas, preciso do meu próprio
perdão.

Se minha mente franzina
Ouvir sua voz
Não serei que estarei falando
Não serei que estarei a sua frente
Mas um reflexo de sua própria mente.

Estou ouvindo uma músicas
de momentos que passam
de orgulhos de egos
que vão ao paraíso
De que lá
o verão é eterno,
tudo perfeito
ninguém supera ninguém
Mas, tamanha beleza
Não me desperta a vontade
de viver, prefiro ouvir
Uma nova canção.


Se um dia estiver sóbrio,
espero lhe encontrar
Não para reniciar,
nem para continuar
Mas, para viver
As curvas de um rio
Que chega ao mar
e voa até as nuvens
para retornar
da mesma forma
mas, com essência
ampliada pelo mundo.