Notas iniciais
A idéia nasceu na aula de Sociologia. Espero que gostem.

O silencio é a escuridão que cobria todo lugar era horripilante. Uma rajada de vento sobrou para o leste trazendo o cheiro nada agradável as suas narinas que inflaram. Os pelos de sua nuca se arrepiaram sentindo o perigo se aproxima; hoje suas crianças estavam com mais fome do que de costume. Não se importava com isso no final o premio sempre era dela. Seu olhar vagou pela escuridão da rua na procura de seus \"companheiros\" e nada viu apenas a escuridão.

-Estão com medo minhas crianças? – perguntou ela ao nada, sua voz fria e calculista fez eco na escuridão. Obteve como resposta urros da escuridão, e neste meio pode perceber os movimentos deles, dois ou três talvez, não sabia quantos haviam vindo esta noite junto com ela.

Danielle saia apressadamente do metro. Nesta noite saiu mais tarde da universidade a onde estudava quase do outro lado da cidade deixando assim o trajeto de seu doce lar até sua escola cansativo e estressante. Mesmo batendo o salto da sandália no chão mostrando passos confiantes, não podia deixar de mostrar, pelos seus movimentos, o medo que sentia ao andar a está hora da noite nas ruas escuras e silenciosas.

O badalar de passos no asfalto molhado começaram a deixa lá com mais medo. Apertava o passo e a pessoa atrás dela também, se diminuía os passo e a pessoa também. Todo o tipo de coisa começou a passar por sua mente, um lunático estrupador, lembrou de meses atrás uma de suas colegas de escola havia sido violentada e torturada até a morte naquela mesma região. Apertou novamente o passo e virou a esquina faltam apenas dois quarteirões pensou ela entrando em uma travessa.

Mas que diabos estava fazendo economizando caminho entrando em pecos mais escuros que estupidez. Os passos atrás dela ficavam cada vez mais existentes e o medo a consumia, porém havia outro sentimento a consumindo, a curiosidade. Deu-se ao luxo de diminuir o passo e virar o rosto para ver pelo menos nesta escuridão a forma do corpo de quem a perseguia e para sua surpresa nada viu apenas era a escuridão e nada mais atrás dela. Sues batimentos aumentaram forçando o sangue fluir mais rápido por todo o corpo a adrenalina começou a ser liberada.

Voltou a andar rapidamente, apenas uma rua para chegar à sua casa. Mas os passos continuavam, virou o rosto novamente e nada viu apenas a escuridão. A caminhada virou uma corrida e os passos correm atrás dela. Sem nem olhar mais uma vez para trás virou a esquina, neste momento gritou de medo e caiu no chão.

Quando olhou para cima viu o rosto confuso de uma jovem garota a fitando, então era isto que a fez cair estava tão atordoada que nem havia percebido que trombou com uma moça.

-Você está bem? – perguntou a moça de belos olhos negros grandes como duas jabuticabas.

-É... Estou sim. – respondeu se recompondo. A jovem a deixou para trás e segui para o beco escuro.

-Não! – disse ela impedindo que a moça entrasse no beco. -A senhorita está bem?

-É... É bem eu não sei havia alguém me seguindo, porém quando me virei para ver não havia nada a não ser a escuridão.

-Você tem certeza? Vamos – disse a jovem puxando Danielle – Venha vamos ver se não tem nada mesmo. -O que? Você está maluca!!! – exclamou ela – Tinha alguém atrás de mim.

-O que tem isso? – perguntou

-Pode ser um maníaco, sou muito nova para morrer. – protestou Danielle.

-Você nunca pensou como seria a sua morte?

- Como? – mais antes mesmo que pudesse questionar os olhos negros da mulher. Seus olhos negros iguais da escuridão que a segui.

A jovem da escuridão arrastou Danielle para o nada do beco. Assobiou alto e agudo a escuridão começou a tomar formas. Três corpos, três sombras surgiu no meio do nada, suas vestes negras não tocavam o chão eles apenas flutuavam. Neste momento Danielle saiu de seu hipnotismo e percebeu os corpos negros da escuridão se aproximando, seus pés estavam grudados fixos no chão não conseguia se mexer nenhum músculo se quer. A escuridão se aproximou. Os três corpos e a partir deste momento a única coisa que ela sentiu foi dor e dor. Seus gritos de agonia soaram por todo beco e ruas ali perto e ninguém a socorreu. A escuridão a dilacerou por inteira comeu órgão por órgão, todas as partes de seu corpo. A jovem com olhos da escuridão apenas olhou tudo com um sorriso demoníaco no rosto. Retirou das veste um frasco de vidro e se aproximou do resto de carne jogado no chão e guardou algo dentro dele

Havia alimentado suas crianças e o premio era seu novamente, o premio mais disputado na escuridão a alma de alguém pecador.

Notas finais
Comentem...
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!