Notas iniciais
Yoo meus caros leitores!
Cá estou eu postando na matina já que vou receber visita amanhã (ou hoje) e provavelmente não vou ter tempo de postar por mais ou menos cinco dias, então aproveitando que o capítulo está saindo quentinho direto do forno, vamos postar! Como disse, estou tendo mais tempo de escrever e este saiu três dias antes do previsto. Pra quem só postava em cima da hora já é um progresso!
Bom, agora um assunto um pouco mais sério. Fiquei um pouco triste com os reviews do capítulo passado. Leitores que costumavam comentar sempre, assiduamente, não comentaram. Estes que me acompanham deste o capítulo 1. Isso me leva a pensar que talvez não esteja indo tão bem assim. Ou que (o que eu espero) não tiveram como comentar, ou que ao menos leram. Mas, em compensação, capítulo passado descobri algumas leitoras novas. Este capítulo vai dedicado a:
HappyCookie ~ uma pessoa muito fofa que fez algo que eu admirei.
&
Mikuwa Otome 4ever ~ minha mais nova leitora.
Por enquanto é só, bom finalzinho de ano minna!
Boa leitura (:

Capítulo 13

A noite se aprofundava cada vez mais ao passar das horas, as nuvens de chuva eram sopradas para longe com o vento, limpando o céu e trazendo uma enorme lua minguante maravilhosamente prateada, bela. Embora as nuvens estivessem rumando ao longe com o vento, não havia estrelas aquela noite e se alguma aparecia para iluminar o céu, sua luz não era tão radiante. O luminar metálico da lua já era suficiente, o céu seria apenas o seu palco. E como plateia, teria para si um grupo de apaixonados por toda a cidade e por todo país, admirando sua performance enquanto envolvem-se mutuamente. Além de enamorados, traria para seus espectadores lembranças vivadas há tempos. Traria também saudade e angústia por aqueles que esperam pelo retorno de alguém. Traria um mar de sentimentos. Também seria hospedeira e cúmplice. Especialmente em certo colégio interno um pouco afastado da cidade, onde é possível admira-la melhor longe das luzes da cidade e, onde ela era a única a presenciar a cena de dois jovens em seu próprio palco.

Gastaram um bom tempo até conseguirem chegar ao prédio. O garoto loiro estava um bocado cansado, sua respiração começava a pesar, assim como suas pálpebras. Os arranhões agora o incomodavam já que ardiam. Continuava a segurar firme, porém delicadamente, o corpo da garota em suas costas, que por sua vez o enlaçava suavemente. Caminhou durante um bom pedaço do percurso conversando com a rosada, mas por um tempo, o silencio invadiu tudo ao redor deles e assim prosseguiram. Tinha que confessar, foi um tanto difícil descer aquele enorme terreno inclinado. O equilíbrio parecia não querer permanecer junto a eles. Por vezes quase escorregou, mas devido a suas habilidades, conseguiu evitar que isto acontecesse. Não poderia deixar. Por sua causa a garota estava toda machucada. Culpava a si e a sua mania de ser desastrado. Mas ao menos, agora ele sabia um pouco mais sobre ela. Tinha a certeza de que ela não era como a maioria das garotas ali. Novamente, deveria admitir que gostou quando sentiu o beliscar e o roçar dos lábios macios dela em sua orelha, apesar de ter se assustado tanto que nem ao menos conseguiu sentir coisas além. Lembrava-se de como a serenidade dela havia o acalmado anteriormente. Não conseguia entender o como e o porquê, mas também não queria. “Desde que ela esteja perto.” pensou, mas repreendeu-se por isto. “Droga! Porque tudo está tão confuso?! Não, as coisas podem seguir sem ela por perto, nunca precisei de ninguém e não é agora que vou abrir uma exceção. Amigos! Seremos bons amigos!” meneou a cabeça e voltou a prestar atenção ao caminho. Enfim deixava as árvores e chegava ao corredor iluminado por lâmpadas. Girou a cabeça em cento e oitenta graus e entendeu o porquê do silêncio súbito. Novamente, a garota estava com os olhos fechados e seu semblante era sereno. Havia caído no sono. “Como ela dorme com tanta facilidade?” perguntou-se admirado quando reparou que um pouco de sangue escorria pelo rosto dela. Este era derivado do corte que atravessava seu nariz até a bochecha. “Cara, isso vai deixar uma cicatriz, e para piorar, por culpa de um retardado.” culpou-se quando avistou um banco a frente. Não fazia a mínima ideia de que parte do colégio estava então seria preciso acorda-la. Estava um pouco cansado e aquele banco era bem chamativo. Além disso, precisava cuidar daquela ferida no rosto dela. Quando decidiu descê-la de suas costas para então senta-la no banco, sentiu que suas mãos já não seguravam mais as pernas macias e que um peso havia literalmente saído de suas costas. As mãos que antes estavam paradas em torno de seu pescoço agora se moviam e deslizavam suavemente por seus ombros. Surpreso, virou-se de costas e encontrou a garota no chão. “Ela não estava dormindo?” pensou.

--Você não estava dormindo? – agora seu pensamento se tornou uma fala acompanhada de uma expressão um tanto confusa e um tanto surpresa na face do loiro.

--N-Não! – ela estava um pouco envergonhada – Quer dizer, eu só estava sonolenta!

--Hm... – o loiro não parecia acreditar, mas achou engraçado o jeito que ela negou – As dores diminuíram?

--Sim, agora está no estágio latejante, mas nada de mais. – disse em um tom descontraído

--Sua ferida no rosto está sangrando. – assim que ela ouviu suas palavras levou as pontas dos dedos à ferida, e ao sentir-se, soltou um “au!” abafado – Está tudo bem...?

--Droga, esta aqui agora está ardendo um pouco. Não se preocupe, assim que chegarmos á enfermaria vou melhorar. – disse enquanto levava a manga da camisa até o machucado, enxugando o sangue. Procurou não olhar para esta parte da camisa dali por diante – E você, como está? Não me diga que está bem, afinal, você levou danos mais sérios que os meus.

--Sakura-san...

--Vamos Naruto, não quero que fique todo acabado por minha causa. Amanhã ainda temos aula e Tsunade-sama não vai gostar nada que você falte logo de início. – assim que terminou de falar, ela reparou em uma linha escarlate que tingia a camisa branca dele. A mancha surgia das costas e começava a aflorar na frente. – Você está realmente machucado. – ela estava séria.

--Sakura-san, eu já disse que sou resistente! – disse em um sorriso.

--Naruto, você está sangrando! – ela parecia surpresa com a relutância dele em aceitar que estava ferido. Para manchar a camisa daquele jeito, deveria ser uma ferida razoavelmente grande. “Ou ele está aguentando a dor muito bem ou ele é realmente resistente.” pensou. Mas não importava, ele estava daquele jeito por ter cuidado dela e Sakura sentia-se no dever de trata-lo. Afinal, agora o via como amigo e temos que cuidar de nossos amigos.

--Hn...? – ele nem ao menos parecia saber de seu estado. Olhou para sua camisa e constatou o sangue. Agora sabia o lugar e o porquê da dor estar o incomodando – Ah, está falando disto? Não é n... – foi rudemente interrompido pela garota que agora estava de frente a ele. Surpreendentemente, ela começou a acariciar seu rosto. Ele corou instantaneamente.

--Tem alguns arranhões por seu rosto, mas nada sério. – ela disse docemente, porém, seus olhos e sua voz estavam sérios. Levou delicadamente os dedos mais afundo aos cabelos loiros, mais precisamente perto da orelha – Mas tem um arranhão mais profundo aqui. – assim que sentiu o gemido abafado de Naruto, ela retirou os dedos com as pontas manchadas de sangue e, sem querer, foi pega pelas safiras tranquilas que contrastavam na pele bronzeada. Como no primeiro dia que se viram, ela acabou caindo no transe daquele azul intenso.

--Sakura-san, não precisa fazer isso por mim, não dói tanto assim. São só arranhões, eu nem mesmo os sinto. – ele sorriu novamente, tentando tranquiliza-la, mas também havia sido pego na hipnose dos olhos esverdeados.

-- Baka, não faça assim. – seu tom de voz era de maneira contraditoriamente firme e suave ao mesmo tempo e suas palavras eram quase murmúrios devido à proximidade – Somos amigos agora, não? – terminou de afastar sua mão.

--Sim, mas... – ele ficou um tanto admirado por ela já o considerar um amigo, não que ele achasse ruim.

--Então me deixe cuidar de você. Amigos cuidam um do outro, assim como você fez comigo quando me viu na chuva – seus olhos ainda estavam fixos nos dele, e sem ela perceber, um leve rubor surgiu em suas bochechas – Além do mais, você pode pegar uma infecção por isto, ter que ficar de cama, ser internado em um hospital, ter a culpa na consciência de me fazer ir passar todas as noites no quarto com você por eu me sentir culpada e ter péssimas noites. Então irá ver meu ótimo rendimento escolar ir por água abaixo e consequentemente ter que aguentar meu pai me ameaçar e minha relação com ele piorar para no fim você também piorar cada vez mais e morrer. Então eu ficarei com a consciência culpada para o resto da minha vida por um garoto que eu conheci há pouco tempo. – a rosada disse saindo do transe, em uma naturalidade um tanto zombeteira.

--Puxa Sakura-san, bom saber que você pensou em um fim assim pra mim. – fingiu estar ofendido – Ao menos você iria me visitar.

--Sou uma pessoa boa. Então, vai me deixar dar uma olhada nesse machucado?

--Parece que eu não tenho outra opção.

--Bom, pelo menos você escolheu o jeito fácil. De qualquer maneira eu iria dar uma olhada nessas feridas. Ainda bem que não me obrigou a fazer nada. – ela disse soltando um sorriso de canto e mancando em direção ao banco – Não vai me acompanhar?

--C-Claro.

Sentaram-se os dois no espaçoso banco de madeira. Sakura havia sentado sobre suas pernas. Embora lhe causasse um pouco de dor e fosse uma posição desconfortável, era a melhor para examinar o amigo. Não que ela fosse doutora ou algo do tipo, mas quando se passa um tempo na enfermaria e com a médica aprendem-se algumas coisas básicas.

O garoto, por sua vez, sentou a ponta do banco, de costas para Sakura, assim como ela havia lhe pedido. Ela evitava olhar para a mancha vermelha destacada no branco. Aquilo apenas lhe trazia péssimas memórias. Logo pediu para que Naruto tirasse a camisa. Ele, como sempre, corou com a pergunta e a fitou um pouco relutante em obedecê-la, mas a ameaça seguinte o fez reconsiderar. Assim que a tirou, colocou a camisa no colo, empelotando-a. No estado que estava não usaria aquela camisa mais a não ser que fosse como pano de chão e, ainda assim, não seria muito adequado usar um pano de chão sujo de sangue.

Sakura ficou um pouco constrangida em ver o dorso bem definido de Naruto totalmente desnudo. Sentiu-se corar rapidamente. Por sorte, Naruto não foi capaz de vê-la. Um desejo estranho começou a surgir dentro de si, mas foi cortado pela mesma que se concentrava em cuidar daquelas feridas. Já era tarde e Shizune não trabalhava na enfermaria até aquele período. Provavelmente, não haveria ninguém e eles teriam de ir atrás de Chyo já que era ela que pegava os plantões de finais de semana e, diga-se de passagem, ela não era a mais agradável das enfermeiras. Se não aplicasse os primeiros socorros naquele ferimento agora, poderia piorar com o esforço que teriam de fazer para, primeiro: chegarem à enfermaria que ficava do outro lado do colégio e, segundo: achar aquela velhinha que poderia estar em qualquer lugar. E para piorar, se dessem as caras com algum monitor, seria muito complicado de explicar e passar batido sem se quer serem mencionados para a diretora. Embora os monitores de plantão não passassem de um bando de preguiçosos, a conta de sorte de ambos não estava lá muito boa. E quanto a Chyo, se ela não estiver na enfermaria e mesmo que ela esteja, precisa-se de jeito para falar com aquela senhorinha. Jeito e sorte para que ela a atenda sem chamar Tsunade, mas não se pode contar com a sorte.

Esquecendo-se disto, a garota voltou a prestar atenção no ferimento e se surpreendeu com o que viu.

-------------- xx --------------

A noite continuava agradável há certa distancia daquele colégio. O tempo ameno refrescava o calor feito anteriormente. Um tempo mais que perfeito para se aproveitar em festas com os amigos em uma sexta-feira a noite. Embora essa noite parecesse prazerosa para alguns, para outros seria um tanto sombria. Apenas uma questão de perspectiva.

A música da boate era bastante alta. As luzes variantes dificultavam a visão. Havia uma fila enorme do lado de fora do lugar com pessoas que suportariam mais uma hora em pé apenas para pular em um espaço um tanto quanto apertado, beber e conhecer novas pessoas. Os seguranças faziam vista grossa.

Por dentro, as paredes do local eram pintadas de branco, mas devido às luzes, essa era uma cor que não se destacava nem um pouco. O bar era grande, cheio das variáveis bebidas mais inusitadas que possa pensar. Nenhuma sem porcentagem de álcool. Havia três barmans simpáticos atendendo a vários clientes sentados a frente da bancada. Hora faziam mix de bebidas, ora as colocavam puras no copo. Independente de homem ou mulher, sempre atendiam sorrindo e quando mulheres, não deixavam de flertar, afinal, ainda eram homens. Por fim, havia um enorme espaço para o DJ com altas caixas de som. A pista de dança era enorme, lotada de pessoas. No teto havia um globo espelhado que deixava a desejar para os outros aparelhos de luz. Esta parte da boate não tinha um grande investimento em arquitetura, mas para compensar, a tecnologia era de ponta. Era um dos lugares mais requisitados pelos nobres festeiros da cidade. Conseguir um passe seria quase que como um milagre, por isto, as pessoas aproveitavam ao máximo essa chance em cem, e isso era bem perceptível.

Como toda boate, não poderia faltar pessoas se envolvendo. Mulheres subiam em cima das mesas e dançavam sensualmente e nem eram pagas para fazer tais coisas. Nada como álcool no sangue para se libertar. Beijavam umas as outras, excitando camaradas tarados por ali perto, acabando por fim beijando-os também. Na pista de dança não era diferente. Homens e mulheres dançavam sensualmente e pudor não era uma palavra muito conhecida por ali. De longe se via mãos apalpando todos os cantos do corpo de uma mulher, estas que não se importavam nem um pouco com isto. Alguns levavam foras e esnobadas, enquanto outros se juntavam com mais de um par. Beijos violentos eram mantidos por todos os lados e por todos. Em especial por um homem razoavelmente alto, dono de um cabelo alaranjado e possuidor de sedutores olhos castanhos. Tinha belos traços e um físico que aparentemente não deixava a desejar. Relógio de ouro no pulso e alguns anéis de prata no dedo indicador e médio, mas um brilho dourado fazia contraste em meio ao prata. Este vinha de seu dedo anular da mão esquerda. Era uma bela e grossa aliança. Esta que não o impedia de se relacionar com outras mulheres que não fosse a sua.

Rente ao homem, uma mulher de estatura mediana e morena esfrega-se em seu corpo de maneira sensual. O sorriso malicioso não saia do rosto de ambos. Ela colocou seus braços em torno o pescoço do tal e desceu lentamente, com o corpo colado ao dele, até o chão e voltou de maneira igual. Ele já não se continha mais e a beijou com fervor. Enquanto suas línguas disputavam por espaço, as mãos do homem percorriam com desejo pela cintura da mulher. Logo após transferiram-se para suas nádegas e em seguida para suas pernas. Acabava por beliscar a pele – que estava desnuda devido o tamanho do vestido – da mulher, que nem se importava. Apalpava ardorosamente as pernas torneadas quando voltou as mãos para a cintura dela. Afagou o abdômen da mulher e posicionou sua mão direita um pouco abaixo dos seios que quase saltavam do vestido apertado. Interrompendo o beijo, levou sua mão direita a frente da face da mulher e fez questão de separar bem os cinco dedos e, debochadamente disse:

--Desculpe, sou casado. – o sorriso maldoso não saia de seu rosto.

--Ah, mas isso não impede o dono da boate de aproveitar o que tem de bom em sua propriedade, não é? – ela fazia beicinho.

--Não sei... Uma mulher maravilhosa como você conseguiria outro fácil!

--Mas pra quê eu iria querer outro se eu tenho você pra mim? – ela disse posicionando a mão dele agora um pouco mais para cima.

--Você é tentadora! Ande, vá para o meu escritório e eu te encontrarei lá em dez minutos.

Acertou-lhe um tapa forte no traseiro.

--Ai, ai, não seja malvado comigo! – a mulher disse saindo, caminhando na direção do local pedido.

Assim que a mulher deixou o recinto, outro homem um pouco mais baixo que o de antes se posicionou ao seu lado e apoiou os cotovelos na bancada do bar.

--Bela garota. Pensei que fosse casado. – sorriu de canto.

--É apenas uma vadia qualquer com um corpo mais bonito que o acabado da minha esposa. Um caso de uma noite. – sorriu abertamente de volta.

--Você não muda Hayato! – agora o sorriso se transformou em uma pequena risadinha debochada.

--Eu sou o que sou e me amo por isto.

--Belas luzes.

--O que disse?

--São belas luzes estas que tem na sua boate. Realmente alta tecnologia. Onde conseguiu?

--Está pensando em colocar na sua?

--Sim, consegui um dinheiro e quero investir no meu bebê. Só o melhor!

--Ainda mexe com aqueles trabalhos que te passei?

--Lógico! Mas, ande, me fale, onde conseguiu essas luzes?

--Deveria saber que a melhor empresa de equipamentos eletrônicos para isto é a Haruno.

--Imagino que aquele Hisashi deve estar faturando uma grana alta. Pagariam uma nota preta por ele...

--Não seja idiota Koji, seus homens nunca conseguiriam pegar um homem do patamar de Haruno Hisashi! Seriam pegos no momento que puseram os pés no prédio onde ele mora.

--Hn! – bufou nervoso – Até parece que esse homem é isso tudo!

--Não, ele é mais do que você imagina. O posto de um dos mais ricos do país faz jus a ele. Nem mesmo eu e meus homens conseguiríamos sequestra-lo. Eu acabei de te passar alguns trabalhos sujos e você já sai pensando que pode sequestrar os magnatas do país? Daqui a pouco você vai querer pegar o presidente! – riu do próprio deboche – Agora, se me da licença, tenho uma vagabunda me esperando.

--Vai com tudo, chefe!

Ele se enfiou por entre as pessoas e caminhou até uma porta mediana nos fundos do lugar. Ali era seu escritório e seria onde encontraria aquela mulher. Não era a primeira da noite e esperava que não fosse a última. Ele não se importava com a esposa em casa, desde que ela esteja cuidando de sua imagem e a preservando. Todos lá fora sabiam o que ele fazia, mas não se importavam, afinal, ele não era o único homem da alta sociedade que fazia este tipo de coisas.

Hayato era um homem rico e sua boate era apenas uma fachada. Seu negócio era sua gangue de sequestros. Assim que conseguia seu dinheiro. Conhecia muitas pessoas ricas que não se preocupavam tanto assim com a segurança e essas eram suas primeiras vítimas, fora os sequestros encomendados. Ninguém desconfiava dele, afinal, ele não se envolvia nos trabalhos. Seus serviços não eram os melhores, podia-se dizer que eram meia boca, mas seus homens eram de alta confiança. Porém, não sabia ele, que não eram apenas seus homens que sabiam das coisas.

Levou a mão à maçaneta com um sorriso confiante e malicioso. Seu escritório era razoavelmente grande, então seria capaz de fazer muitas coisas ali. Havia até mesmo um banheiro!

Assim que passou o corpo pra dentro do local trancou a porta atrás de si. A sala estava sendo iluminada apenas pela luz da lua, mas era possível enxergar razoavelmente bem. A primeira vista não encontrou ninguém, então decidiu chamar pela mulher enquanto caminhava pé ante pé em direção à sua grande escrivaninha. Ninguém respondeu. Começou a rir e mandar que a mulher saísse de onde quer que estivesse, mas novamente, nada o respondeu. Um pouco assustado, já caminhava do mesmo jeito em direção à porta e sentia seus dedos tocarem no frio metal da maçaneta quando uma mão coberta por luvas pousou sobre seus dedos, impedindo-os de movimentarem. Hayato levantou os olhos vagarosamente até que eles se encontraram com um estranho. Este estava vestido totalmente de preto, mas não escondia seu rosto. Os olhos eram castanhos sem ânimo e o cabelo era vermelho sem brilho. Agora estava tremendamente assustado.

--Aonde pensa que vai, Hayato-kun? – a voz daquele estranho era irritantemente calma e suave, mas não deixava de ser fria indiferente.

--Q-Quem é você?

--Ah, sim! Desculpe minha falta de educação. Chamo-me Sasori. Mas, vamos logo com isso. Tire seus dedos dessa maçaneta, sim?

--O-Oque v-voc-você quer? – ele ainda não havia obedecido à ordem que recebera.

--Não seja indelicado e faça o que eu pedi, por favor. Ah, e as câmeras não estão funcionando hoje e acho que você perdeu todas as outras gravações.

--É-É dinheiro é? – sua voz tremia – P-Pode lev-levar o qu-quanto qui-quiser! – tirou a carteira do bolso e jogou para o homem a sua frente – M-Me deixe e-em p-paz!

--Hn... – bufou entediado – Detesto quando me fazem esperar.

Então, assim que terminou de dizer estas palavras, acertou a garganta de Hayato com a mão em uma velocidade e força incrível, mas propositalmente, não foi forte o suficiente para parar a respiração do homem que caiu de costas no carpete azul. Metade de seu rosto era iluminado pela luz da lua assim como o rosto do homem de cabelos vermelhos.

--O-Onde está a m-mulher? – do chão, Hayato disse com a voz rouca e com uma das mãos na garganta, enquanto a outra o apoiava no chão.

--Está dormindo, no banheiro. Não se preocupe, não vamos acorda-la, afinal, ela não vai se levantar.

Os olhos do homem de cabelo alaranjado arregalaram-se imediatamente e uma arritmia cardíaca começava dentro de si. Tremia descaradamente, temendo o que sabia que estava por vir.

--Não se assuste, por favor, irá apenas me atrasar ainda mais. Tem algum último pedido?

--...

Não conseguia se quer balbuciar algumas simples palavras.

--... Então...?

Nada lhe foi respondido.

--Hn... – bufou com raiva enquanto habilmente sacou uma faca da bainha presa em sua perna – Já disse que odeio quando me fazem esperar.

Então, com rapidez levou a lâmina, que brilhava na luz, até o pescoço de Hayato e raspou-a em sua pele. Mas nada muito profundo. O homem caído o olhou perplexo. Suas pupilas ainda estavam contraídas e não acreditava no que via.

--Minhas ordens foram de te dizer o motivo de sua morte e fazê-la lentamente. Não gosto de fazer as pessoas esperarem então vou apenas te dizer o motivo. Enquanto isso, esse corte no pescoço já vai servir para dizer que, em parte, foi de maneira lenta.

--O-Oque... – novamente, de maneira rouca, Hayato conseguiu dizer ao menos algumas sílabas enquanto manchava os dedos do fluido carmesim que escorria de seu pescoço.

--Eu sei o que você faz. Pessoas não gostam disso. Meu chefe não gosta disso. Não é nada bom mexer com ele, mas isso não veio de sua parte, embora sentisse vontade. É até bem simples, você sequestra e ás vezes mata pessoas. Nós só a matamos. Nosso trabalho tem o comum de que aceitamos encomendas. Você foi uma. – os olhos de Hayato arregalaram-se ainda mais – Pergunte a si quem a fez. De qualquer forma, um homem como você merece morrer. Enfim, acho que já o fiz esperar de mais.

Assim que terminou de falar girou a faca por entre os dedos e cravou-a no coração do homem. O diferencial da lamina que usava era que era uma simples faca de cozinha, com milhares de idênticas por aí. Não havia nenhuma digital, embora não fosse tão nova. Levantou-se devagar. Notou uma xícara em cima da escrivaninha e sentiu um calor emanado do líquido contido nela. Pegou-a e sentiu o aroma. Café. Colocou-a de volta no lugar. Friamente olhou uma última vez para o corpo no chão, agora manchado de sangue.

--A morte é algo que nunca acaba. Permanece para sempre. A morte é uma arte.

-------------- xx --------------

Hinata caminhava devagar entre os corredores. Estava triste. Não estava sozinha por onde passava, os alunos não iriam dormir cedo. Pensou em ir para o quarto, mas não queria que Sakura a visse assim então decidiu vagar por aí. Embora sentisse seu estômago roncar, não tinha vontade de comer nada. Seus pés já latejavam um pouco quando decidiu sentar em um banco próximo ao corredor de salas. Suspirou fundo. Encurvou as costas e apoiou a cabeça em sua mão direita. Sabia que deveria haver um motivo digno para que ele não fosse. “O que estou fazendo?” perguntou-se mentalmente “Nem amigos somos direito, apenas me ofereci para ajuda-lo a estudar. Hinata, o que isso? Mal se conhecem! Mas, mesmo assim, sinto algo estranho dentro de mim...”. Suspirou novamente e usou a mão livre para coçar os olhos. Estava distraída demais para notar a presença de alguém aproximando de si. Apenas o notou quando o sentiu parar a sua frente. Levantou a cabeça levemente e reconheceu aquele rosto.

--Posso me sentar aqui? – embora quisesse ser gentil, não podia evitar que sua voz soasse indiferente.

--C-Claro. – novamente coçou os olhos e em seguida pousou as mãos sobre seu colo.

--Você é a garota que ia ajudar o Naruto a estudar, certo? – não a olhava diretamente e fazia sem perceber.

--S-Sim.

--Hn...

A garota o olhava disfarçadamente e não entendia bem o porquê dele estar ali. O moreno permanecia olhando para frente com os braços estendidos por seu colo. O assunto não havia acabado, mas a vontade de conversar não parecia estar presente naquele local. Ela queria lhe perguntar por que ele estava ali, mas não tinha coragem suficiente. Ele nem ao menos sabia direito o porquê de ter ido até ali e não queria e nem sabia como continuar aquela conversa. Era uma situação um tanto cômica.

--E-Então...

--Hn...?

--B-Bem, me desculpe, m-mas eu não sei o seu n-nome. – um rubor quase imperceptível surgia em suas bochechas.

--Uchiha... Uchiha Sasuke.

--Uchiha... – este nome lhe parecia conhecido de algum lugar. Lembrou-se que há alguns dias havia encontrado-o no refeitório junto com Naruto e este havia lhe dito seu nome, mas não sabia que o garoto tinha um sobrenome tão... Peculiar.

--E você? – finalmente, perguntou virando-se o suficiente para enxergar o rosto da garota. Sabia seu primeiro nome, mas seu sobrenome lhe era desconhecido. Aparentemente, sua família era única já que, em toda a sua vida, nunca havia encontrado alguém com olhos cor de lua e cabelos de um violeta vibrante.

--Hyuuga, Hyuuga Hinata. – lhe sorriu timidamente. Ele não se admirou, já tinha ouvido falar neste nome muitas vezes.

Então, o silêncio se fez presente novamente. Agora ambos encaravam a frente. Sasuke apenas tinha visto a garota andar tristemente pelos corredores e logo pressupôs que Naruto havia feito algo idiota, como sempre. Não se lembrava de quando se pôs diante a garota, mas amaldiçoava-se por fazer isso. Aquela situação era... “Irritante”.

Hinata ainda questionava-se o motivo de Sasuke estar ali e ainda continuar. Seu jeito de agir era estranho, mas, “Até que a companhia dele é agradável”.

Dessa vez, o silêncio foi quebrado por Sasuke. Por mais que gostasse de tal, não era agradável naquela ocasião.

--Naruto apareceu?

--Desculpe...?

--Estudou com o Naruto, certo?

--Não... – voltou os perolados para o chão – Ele não f-foi.

A voz dela soou mais triste e seu semblante se tornou igual. “Droga!” Sasuke pensou. Sua intenção não era deixa-la assim. “Garotas sensíveis assim são irritantes!”. “Droga!” praguejou mentalmente de novo “Idiota, pra que foi falar nisto?! Agora vai ter que se sacrificar. Droga!”. A raiva e remorso tomavam conta de sua face. Girou novamente o rosto, só que desta vez um pouco mais.

--Eu estou tendo dificuldades com algumas matérias. Poderia me ajudar? – não acreditava em suas próprias palavras.

--Sasuke-kun...? – levantou o rosto e olhou diretamente para ele, estava surpresa – C-Claro.

-------------- xx --------------

Notas finais
Eaí, gostaram?
Bom, era pra este capítulo ter mais coisa, mas se eu continuasse iria ficar muito grande e considerando que já estava em um "tamanhãozinho" bom, irei continuar esta parte no próximo.
Então, tenho algumas explicações: A parte da boate era só pra demonstrar como os assassinos da organização do Naruto matam. Claro que cada um tem seu estilo próprio. Quando Koji se referiu a Hayato como chefe, notem que eu não usei itálico porque não é o chefe de Naruto, mas quando o Sasori se referiu a chefe, eu usei. Não levem isso em grande consideração ok? Como disse, foi só pra mostrar como eles matam.
Este capítulo foi relativamente fraco em algumas partes e me desculpem por uma única cena tomar três capítulos, mas sou do tipo que planeja a base e vai desenvolvendo na hora, aí já viu.
Enfim, para meus leitores da madrugada uma boa noite e para meus leitores de dia, um bom dia. Para ambos:
Ja ne!
Ah, não se esqueçam, erros ortográficos, coerência, gramática, digam nos comentários! (: