Colecionadores De Segredos.
3 Capítulo 3
Notas iniciais
Capitulo 3
–-Esse sim é o dormitório dos homens seu Baka!
–-Calma Sasuke, não é pra tanto.
–-Sabe o que eu passei pra te achar?! – disse ele destrancando a porta do quarto – eu tive que abrir porta por porta para te encontrar, já que nem o numero do nosso quarto eu sabia! Sabe quantas chineladas eu ganhei, além de tapas?MUITOS! Por sua culpa. Além do fato de eu ter tropeçado no SEU pé e caído em cima de uma das alunas, que estava de TOALHA! Você sabe o que significa a palavra descrição?!
Assim que a porta foi aberta, Naruto correu e se jogou na cama de casal. O quarto era como descrito: paredes azuis, um banheiro, uma área de estudos, um segundo andar onde ficava os armários, um espelho com um criado mudo e o banheiro.
–-Você, no mínimo, podia me deixar ficar na cama de casal.
–-Ta louco? Aquela correria toda foi pra isso. – disse ele rolando na cama — Hey, Sasuke, aquela garota de cabelo rosa é linda não é?
–-O que? Mas que tipo de pergunta é essa? – disse ele tirando a camisa.
–-Só responde.
–-Ela é bonita sim, como todas as outras garotas desse colégio.
–- Você sentiu alguma coisa quando caiu em cima dela?
–- Não, por quê? – disse ele tirando a blusa.
–-Eu senti uma vontade de beija-la. Era como se eu não controlasse meu corpo. Ainda mais quando... Bem... Eu olhei para... Você sabe.
–-Naruto, presta atenção, nós temos uma missão a cumprir. Não é bom você sair por aí com garotas. Tudo bem, que depois teremos uma vida normal, mas por enquanto não é uma boa hora.
–-Eu sei, eu sei. Mas eu vi sua mãozinha na barriga dela, que foi subindo devagarzinho e quase...
–-Cala a boca baka! –disse Sasuke atirando um travesseiro no seu amigo. Puxa, ele estava bem corado.
–-Mas Sasuke, sei lá, eu senti meio que como se fosse uma atração por ela.
–-Sei... Ah, tudo bem. Mas não se esqueça do que eu te disse. Vou tomar um banho. Enquanto isso vai estudando melhor a planta da casa do Nomura. Precisamos que essa missão seja um sucesso.
–-Onde está?
–-Na minha mochila.
–-Ok.
O loiro foi até a mochila e pegou a planta. Tirou a camisa, afinal esta muito calor, e foi até a mesa de estudos. Abriu a planta e começou a estuda-la.
–-Sasuke?
–-Hum? – ele disse de dentro do banheiro.
–-Que horas a gente vai?
–- Ás sete quarenta. Irá começar as oito, mas nunca se sabe.
–-Quem vai adulterar a comida?
–-Você vai. Eu cuido dos seguranças.
–-Ok.
–------------ xx -------------
Sakura ainda estava lá, sentada sob a árvore, de olhos fechados. Parecia estar descansando. Tinha um sorriso suave no rosto.
–-Testuda, o que você está fazendo aqui?! – essa era Ino, que havia acabado de chegar com Hinata – Por um acaso você pegou no sono é?
–-Desculpe Ino, – disse a rosada abrindo os olhos – eu acho que acabei me distraindo aqui.
–-Vamos, ainda temos uma hora e meia para aproveitar o nosso intervalo. A lanchonete está aberta.
–-Vamos Sakura-san.
–-Ino, Hinata...
–-Você andou chorando? –disse Ino, se abaixando no mesmo tamanho que sua amiga rosada.
–-Não, não é nada. Eu vou ter que sair da escola hoje. Tsunade já sabe. Tem mais uma festa que devo ir.
–-Ah, então, aproveite! Curta a festa, e procure alguns gatinhos!
–-É isso mesmo Sakura-san! –disse Hinata também se abaixando.
–-Eu vou ir pra portaria, o carro deve estar me esperando.
–-E porque você ainda não foi Sakura? – disse Ino.
–-Eu vou agora. Vejo vocês amanha.
Ela se levantou, andou em direção ao portão. Ela não parecia nem um pouco animada, muito menos feliz. Ino e Hinata já estavam acostumadas. Elas sabiam que a amiga delas não gostava nem um pouco de ir às festas que a empresa promovia ou deveria comparecer. Elas se sentiam mal, mas não tinham muito que fazer a respeito.
–------------ xx --------------
–-Como vai Freddo? –disse Sakura se referindo ao motorista.
–-Bem, Sakura-sama.
–-Onde papai está?
–-Na empresa.
–-O que devo vestir hoje?
–-Um vestido simples ficaria muito bem.
–-Eu nem sequer conheço o dono da festa, como na maioria dos casos.
–-Mas é importante para você, quando assumir a empresa terá vários amigos e aliados.
–-“Aliados”...
–-Sakura-sama, eu sei que você não esta muito animada com a empresa, mas eu digo isso com toda a certeza do mundo, eu estive com sua família desde o começo, e sei que sua mãe ficaria muito feliz se você continuasse o trabalho dela.
–-Minha mãe não ia querer que essa empresa conseguisse amigos da forma errada. Ela começou essa empresa com a intenção de levar alegria e descontrair as pessoas. Ela fez isso pela sua paixão à música. O motivo de eu continuar nisso, é pelo fato que ainda posso mudar essa empresa, fazer com que ela volte a ser o que era. Fazer como a minha quis.
–-Sakura-sama, você é uma menina muito boa. Seu pai tem muito orgulho de você.
–-Sim, muito orgulho... Freddo, se eu te perguntar uma coisa, você me promete que ira responder com sinceridade?
–-Claro.
–-Você é meu amigo?
–-Sakura-sama, não precisa perguntar. Eu te conheço desde bebe, e sempre gostei muito de você.
–-É bom saber que posso contar com alguém dentro dessa casa. Mas agora você me faz um favor?
–-Claro, fale.
–-Se você é mesmo meu amigo não me chame de “Sakura-sama”, me chame apenas de Sakura tudo bem?
–-Haha! Tudo bem Sakura-sam- quero dizer, Sakura. Veja, já chegamos.
–-Obrigada Freddo. Te vejo mais tarde.
Sakura saiu do carro, entrando no prédio onde mora. Passou pela recepcionista e perguntou:
–-Bom dia senhorita Sakura.
–-Bom dia Akemi, que horas que começara a festa de hoje?
–-As oito.
–-Obrigada. Ah, sabe aquele CD que você me pediu? Aqui está. – disse a rosada tirando um CD da bolsa.
–-Oh, muito obrigada senhorita Sakura!
–-Até mais. –disse ela indo para o elevador, mas parou e disse novamente a recepcionista – Akemi, caso alguém pergunte, diga que estou no meu quarto escolhendo uma roupa pra vestir, ou invente uma desculpa qualquer.
–-Senhorita Sakura, aonde você vai?
–-Visitar alguém muito especial! –disse ela correndo pra fora do prédio.
–-Senhorita Saku...
Sakura saiu correndo, correu por umas duas quadras quando viu um taxi, parou e o chamou. O carro estacionou e ela entrou rapidamente.
–-Aonde quer ir? – disse o taxista.
–-Orfanato Mitsuki, por favor.
O silencio permaneceu no carro até que chegaram à porta do orfanato.
–-Quanto deu?
–- 20 yen.
–-Aqui está – disse ela tirando o dinheiro da bolsa.
–-Ei, você não é a filha do dono da...
–-Tchau senhor, obrigada.
Ela saiu do carro e foi correndo em direção ao orfanato, abriu os portões e correu em direção a recepção.
–-Oh, Haruno Sakura, veio visitar ele?
–-Sim, onde ele está?
–-Acho que você mesma sabe a resposta.
–-Obrigada.
No jardim de trás do orfanato, havia um menino de aparentemente doze anos, loiro, de olhos cor de mel, sentado em um banquinho de pedra com um dos braços apoiados sob a perna – que estava sob o banquinho – com a mão segurando o rosto caído de lado, e a outra perna pendurada para baixo. Ele olhava para o jardim com uma expressão de entediado. “Parece que ela não vai vir...” Pensa ele consigo mesmo. “Mas ela prometeu que viria! Ainda dá tempo dela aparecer, ela vai vir. Ela sabe que hoje é um dia muito especial pra mim.”
–-Hikaru! –alguém o chamava.
–-Me deixa em paz, não ta vendo que eu to ocupado?! – respondeu ele com braveza, sem se virar para trás pensando que era algum colega.
–-Hikaru! – disse essa pessoa com um tom mais alto.
–-Qual a parte do “eu to ocupado” você não entendeu?! – ele retrucou mais uma vez sem olhar pra trás.
Ele continuou lá, com cara de aborrecido, preste a atacar a primeira pessoa que o chamasse de novo. Ele não é muito querido no orfanato pelas outras crianças. Tem seus amigos, mas não eram muitos. Ele é um menino hiperativo, mas muito esperto e inteligente, além de ser meio brigão, perdendo a calma rápido, dependendo da situação, mas nada sério, logo recupera o bom humor, ele também é muito brincalhão, causando assim a raiva de muitos colegas por serem as vitimas das brincadeiras dele. Mesmo assim, com poucos amigos, esses eram de verdade, e esses amigos eram quem ele protegia com unhas e dentes, e nunca abandonava.
“Tuc”, esse foi o som da colisão de uma pedra com a cabeça de Hikaru. Ele pulou do banco, virando-se para trás como um gato. Tinha os dentes cerrados assim como os punhos. Estava vermelho de raiva.
–-Mas que droga! Eu não disse que... – ele parou de praguejar quando viu quem tinha jogado a pedra.
–-Hikaru, seu moleque, eu to aqui te chamando e você nem responde! – disse a pessoa jogando uma pedrinha pra cima e pra baixo.
–-Testuda-chan! – disse ele com o inicio de um sorriso e olhos brilhantes.
–-Quê?! – disse Sakura ficando vermelha de raiva, correndo na direção de Hikaru.
–-Sakura-chan, eu disse Sakura-chan! Eh eh, calminha Sakura... Espe...
Dessa vez foi um barulho um pouco mais forte do que o ultimo, Hikaru havia levado um belo golpe em sua cabeça. Depois disso, eles se sentaram no jardim. Ele não parava de passar a mão sobre o seu novo galo na cabeça. Tinha uma cara emburrada.
–-Sakura-chan, você não precisava me bater com tanta força. Parece uma monstrenga! – ele murmurou.
–-O que? Disse alguma coisa Hikaru?
–-Não, nada, hehe. – disse ele fazendo um gesto de calma com as mãos – Pensei que não fosse vir mais.
–-Como que eu não ia vir se hoje é um dia tão especial pra mim?!
–-Você sabe né, que hoje vai fazer seis anos que eu te conheci?!
–-Como não vou saber? Eu ainda me lembro daquela canelada que você me deu!
–-Hahaha, mas você bem que mereceu.
–-Mereci? Eu estava tentando tirar você duma briga! Mal agradecido!
–-Mas eu estava ganhando Sakura-chan!
–-Ganhando? Quando? Quando você acertou seu olho na mão daquele outro menino?
–-Detalhes Sakura-chan, detalhes.
–-Você era tão pequeno e tão desprotegido... Não tinha como eu te deixar ali, na rua, com fome, com frio... Mesmo depois de você ter roubado a minha bolsa! Eu não pude ficar brava com você, era tão pequeno e já tinha que fazer isso pra sobreviver.
–-Você se lembra de quando você me levou para a sua casa? Eu me sentia desconfortável lá. Eu até gostava de você, mas não gostava daquele monte de pessoas me olhando com piedade. E tinha aquele cara, parecia ser o empregado, ele me acusou de roubo. Eu não suportei quando até mesmo você desconfiou de mim.
–-Sim, eu me lembro, mas também me lembro de que depois, à noite, você fugiu, me deixando muito preocupada com você. Te procurei por toda a parte naquela noite. Quando te achei, apanhando de alguns garotos de rua e não pensei duas vezes em entrar na frente.
–-Sakura-chan, você não precisava ter feito aquilo. Você ficou na minha frente e acabou apanhando no meu lugar. O homem é que deve proteger a mocinha do perigo, não o contrario.
–-Eu faria de novo para te proteger Hikaru! Você era importante pra mim, e eu irei te proteger enquanto eu estiver viva. E além do mais, você não é um homem, é um moleque!
–-Eeei!
Hikaru se lembrava daquele dia:
“Hikaru, que bom que você esta bem. – ela o abraçou – se algo acontecesse a você, eu não me perdoaria nunca.”
“Sakura, você se machucou.”
“Eu não ligo. Por favor, me perdoe por ter desconfiado de você. Você é precioso pra mim, não quero perder mais alguém precioso na minha vida.”
–-O por do sol é tão bonito não é Hikaru? Eu amo vir aqui, no jardim do orfanato. Me sinto bem...
Ele sorria para Sakura. Nunca ninguém havia feito tanto por ele. Ele entendia que no momento ela não podia o adotar, mas sabia que quando esse momento viesse, ela o faria sem pensar duas vezes. Dizer que ele era sozinho era uma mentira. Além de ter amigos, ele tinha uma grande irmã. Ele a admirava. Pulou em cima dela com um grande abraço, e um sorriso maior ainda, derrubando-a na grama.
–-Eu te amo Sakura-chan. Você é a minha grande irmãzona!
–-Hikaru... – disse ela rindo, surpresa com o abraço de urso repentino e retribuindo o abraço mais apertado ainda – Eu também te amo seu moleque!
–-Você nunca vai me abandonar não é Sakura-chan?
–-Nunca! Eu sempre vou estar aqui com você.
Eles continuaram ali na grama, abraçados, como dois irmãos. As enfermeiras que cuidavam das crianças no orfanato estavam na porta do jardim, observando e sorrindo. Elas gostavam da amizade entre os dois, era uma coisa que fazia bem para ambos. Quase todos os dias, Sakura ia visita-lo, cumprindo a promessa que havia feito a ele, que apesar de ela o colocar em um orfanato, ela iria visita-lo todos os dias, sempre que possível, e quando não podia ir, ela ligava para ele, conversando no mínimo meia hora. Eles eram melhores amigos, eles eram irmãos.
O celular de Sakura tocou, atrapalhando o momento.
–-Hikaru, só um minuto, eu preciso atender essa ligação.
–-Okay. –disse ele a soltando.
–-Alô? – disse ela se sentando.
–-Senhorita Sakura, por que ainda não veio?! São sete horas e você nem começou a se arrumar.
–-Akemi?!
–-Senhorita Sakura, seu pai vai ficar muito bravo se você nãos estiver pronta o esperando daqui uma hora.
–-O que houve Sakura-chan?
–-Peraí um minutinho Hikaru. Akemi, do que você esta falando?
–-Da festa. Você não se lembra?
–-É claro que eu me lembro. Mas ainda esta cedo. Que horas são?
–-Eu já te disse, sete horas!
–-Sete?! – disse ela se levantando rapidamente – eu to indo pra aí agora! Mande arrumar o meu vestido azul, que bate no joelho, por favor.
–-Certo senhorita Sakura. Venha rápido!
–-Quem era Sakura-chan?
–-Agora eu não tenho tempo para te explicar Hikaru. Eu vou ter que ir.
–-Mas já?
–-Tenho um compromisso.
–-Tudo bem. –disse ele fazendo uma cara de emburrado – Tchau testuda-chan.
–-Ora seu pivete! Eu sei que você esta dizendo isso pra eu ir atrás de você e ficar mais.
–-N-não é não! –disse ele corando.
Ela deu um beijinho na testa dele e saiu correndo, depressa. Hikaru ficou ali, deitado na grama.
–-Testuda-chan, eu vou te proteger pra sempre.
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Sakura saiu correndo do orfanato, e quando parou na calçada viu o seu carro. Agradeceu mentalmente a Akemi por ter o mandado pra ela. Há essa hora ela não iria achar um taxi vago tão fácil. Ela entrou no carro e deu as ordens:
–-Freddo, vá o mais rápido possível pra casa.
–-Você que manda Sakura-sama.
–-Freddo, o que nós já conversamos?
–-O quê? Ah, sim! Desculpe-me Sakura.
–-Agora sim.
–-Mudando de assunto, perdeu a hora foi?
–-É. Eu vim aqui pra ver o Hikaru e acabei perdendo a noção do tempo.
–-Você gosta mesmo desse menino não é?
–-Eu amo o Hikaru. Ele é um moleque bobo, que ama fazer bagunças e vive aprontando, mas eu o amo, como se ele fosse o meu irmão menor.
–-Eu me lembro do dia que você o encontrou. Ele já era bem espertinho.
Ela riu, e se calou por um tempo. Fazia só seis anos, mas parecia que ela o conhecia desde sempre.
–-Chegamos Sakura. Eu vou ficar aqui te esperando.
–-Eu não vou demorar.
Sakura saiu do carro, e foi correndo em direção ao prédio. Passou pela recepção agradecendo a Akemi, e entrou direto no elevador. Por sorte não havia ninguém, mas por inconveniência, ela tinha que morar no penúltimo andar, e por distração, ela pegou o elevador mais lento do prédio.
Sua paciência já estava esgotando, além da musiquinha irritante que tocava. Alguns longos minutos depois o elevador chegou. Ela saiu correndo em direção à porta, abrindo-a rapidamente e correndo para o seu quarto.
–-Akemi eu te amo! – ela disse dando um suspiro de alívio, olhando para o vestido que ela havia pedido, em cima da cama.
Ela correu para o banheiro para tomar um banho rápido, ainda tinha 40 minutos. Sakura não é daquelas garotas que passam uma hora só passando a maquiagem, ela fazia algo simples e delicado, sem muito exagero. Apenas sombra, um pouquinho de blush, rímel, lápis e um batom ou gloss. Ela também não gostava de tons fortes, então seu estojo era bem claro e delicado.
Tomou um banho de uns 7 minutos e de roupão, saiu do banheiro para a sua penteadeira, onde pegou seu estojo e começou a se maquiar. Primeiro um pouquinho de base corretiva para as olheiras e após, um pouquinho de pó, depois disso veio o blush. Um tom de rosa bem claro, que ficava bem em sua pele clara. Ela usava o pincel com delicadeza para não ficar muito forte. Com leves pinceladas já se podia ver o rosa suave em suas bochechas e já era o suficiente. Agora o lápis. Não era forte, era apenas para delinear os olhos e dar alguma cor. A sombra de olhos. O vestido era azul, então ela optou por uma sombra tom pastel. Passando o pincel também de leve, mas dessa vez, mais apressado, ela obteve o que queria. Olhou para o relógio, tinha vinte minutos. Escolheu um batom rosa de uma cor intermediaria e correu para o banheiro novamente, pegando o secador e secando seu cabelo com a mão. Abriu a gaveta e pegou a escova modeladora e a usou na franja. Por sorte seu cabelo era rápido de secar. Como estava com pressa, ela apenas prendeu seu cabelo em formato de um coque, mas de um jeito que a franja e mais alguns fios ficassem soltos. Apesar de prático, ficou elegante. Saiu de sua suíte e correu de volta para o quarto, soltando seu roupão, ficando apenas de sutiã e calcinha. Pegou o vestido e o vestiu. Ele era um tubinho azul quase marinho, de seda javanesa, era simples, mas o suficiente para um jantar de negócios com parceiros de seu pai. Após vestir, ela correu para o closet e pegou uma carteira de mão palha. “Droga, esqueci dos sapatos” Ela pensou consigo mesma. Foi de novo para o closet e escolheu um tradicional scarpin salmão. Foi novamente a penteadeira, abriu uma caixinha de joias rosa claro de porcelana que tinha sido deixado pela sua mãe, e pegou uma gargantilha de ouro branco com uma pequena e delicada pedra de turquesa mais clara. Nada de anéis nem brincos, isso já era o suficiente. Ela se olhou no espelho e suspirou. A noite estava quente, não precisava de nada para os ombros. Pegou sua carteira, saiu em direção à sala, desligou as luzes e foi para o elevador, mas dessa vez ela se lembrou do elevador lento e entrou em outro. Ao entrar, ela apertou o botão do térreo e por sorte novamente não havia ninguém dentro do elevador junto com ela.
Ao chegar à recepção ela se sentou e perguntou a Akemi:
–-Quantas horas Akemi?
–- Oito horas e cinco minutos, senhorita Sakura. A propósito, você está linda.
–-Obrigada. Meu pai ligou?
–-Sim, e avisou que daqui alguns minutos ele estará chegando.
–-A festa não iria começar as oito?
–-Ha!Ha! Senhorita Sakura, aquilo foi só pra te apressar. Vai começar as oito como hora marcada, mas começar de verdade mesmo, só depois que seu pai chegar.
–-Ah.
Por alguns minutos o silencio reinou no ar, até que o som de uma buzina o quebrou.
–-Deve ser o Freddo. – Sakura disse – Tchau Akemi. Boa noite.
–-Aproveite senhorita Sakura, e boa noite pra você também.
Sakura caminhou até o carro. Estava um vento muito forte aquela noite. Freddo saiu do carro e abriu a porta para a rosada.
–-Freddo, obrigada, mas não precisava disso, eu tenho mãos.
–-Me desculpe Sakura, mas isso faz parte do meu trabalho. –disse ele dando uma pequena risadinha.
A rosada entrou no carro e percebeu que faltava alguém.
–-Freddo cadê meu pai?
–-Ele pediu desculpas e disse que não poderia ir junto com você, já que precisava resolver algo antes. Agora ele já deve estar lá.
–-Ah.
–-Não fique triste Sakura. A propósito, você está linda.
–-Obrigada Freddo.
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Nomura. Um homem de aproximadamente quarenta e cinco anos, baixo, gordo. Dono de várias linhas de rádio muito famosas. Alergias a nozes, frutos do mar e amendoim, nada de incomum, grande parte da população tem alergia a algum desses alimentos. Ele estava preste a fechar um negócio com a empresa Haruno, muito vantajoso a ele, porém, daria a empresa muitos gastos, mas a amizade e a lealdade mantida entre as empresas foi o fator para que elas fechassem o negócio. Nomura era alguém muito curioso, trapaceiro, o que às vezes era vantagem, outras não. Além disso, ele era um enorme glutão. Comia toda hora e grande parte de seu dinheiro ia para a alimentação, com qual ele gastava com comidas caras, por isso ele detestava jantares comercias, ainda mais com o dono da empresa Haruno, que geralmente não mantinha a sua pontualidade, juntamente com sua filha, que ele sempre fazia questão de levar.
A casa de Nomura era muito grande e muito luxuosa. Ele era um homem só, mas na casa havia cinco suítes grandes e bem confortáveis. A casa tinha dois longos andares, três arrumadeiras, quatro seguranças, jardineiro, além dos serviçais extras que foram contratados para o jantar. Rondando a casa tinha uma grade muito detalhada e bonita, com as primeiras cinco barras da parte da frente em detalhes de ouro, além de todo o tipo de proteção que ele poderia por, como cercas elétricas, cães, etc. O jardim era logo na entrada, rodando a casa toda, com apenas um trilho de pedra dando para a porta da frente, e dois nas laterais dando para os fundos. Ele era muito bem cuidado, cercado de rosas, e bem verde, e duas grandes árvores, uma de cada lado da trilha de pedra.
Noruma se preocupava com sua proteção, mas não o tanto devido. Por nunca escolher ele mesmo seus empregados, ele nunca sabia se eles eram mesmo capazes de protegê-lo de tudo. Não havia chegado ninguém ainda para o jantar, só chegariam as oito, e era muito fácil para qualquer ladrãozinho entrar em uma casa em que os portões não estão trancados e em que o jardim ainda está escuro e mesmo com dois seguranças gorilões na porta, se você souber se movimentar cautelosamente, você não será visto, principalmente por que os seguranças estão mais preocupados com o resultado do jogo do que cumprir o seu trabalho.
Mas para Sasuke, simplesmente passar pelos seguranças não era o suficiente. Eles estavam parados vinte passos adiante da sacada do segundo andar, perto das árvores. Mesmo com a luz da casa ligada atrás deles, a sombra que as árvores faziam era mais do que suficiente. Tudo que ele fez foi apenas se camuflar com o escuro da noite, abrir uma brecha no portão que estava destrancado, correr entre as laterais da casa onde tinha um muro vivo até chegar á árvore da esquerda, com calma aparecer atrás dos seguranças e com uma mão em cada um – que estavam preocupados de mais escutando o jogo para perceber a presença de alguém – acertar-lhes um ponto de pressão atrás do pescoço, em que eles caíram no mesmo momento. Sasuke conferiu o pulso, estavam mortos.
Sasuke olhou para Naruto, que estava vestido com o uniforme dos serviçais, que era um blazer jaquetão branco com botões pretos, uma calça social branca e uma gravata preta, punhos com linho dourado e sapatos sociais pretos, um quepe branco com preto e dourado e luvas brancas. O uniforme lembrava muito os uniformes de marinheiros, mas talvez seja assim porque Noruma é fã da marinha, ama navios e é obcecado com uniformes de marinheiros – alguns diriam que ele é louco.
Naruto, ao perceber o sinal de Sasuke, caminhou até a porta da frente, e Sasuke começou a esconder os corpos dos seguranças, após isso ele sairia da casa. A parte dele havia acabado agora era a vez de Naruto.
Ao entrar na sala, ele virou no primeiro corredor a direita. De acordo com a planta, a cozinha ficava no primeiro corredor a direita da sala, e de acordo com o horário, os serviçais estariam nela arrumando os preparativos. Os serviçais da casa não foram informados de quantos a mais seria contratados aquela noite, então, Naruto não seria percebido como intruso por números.
Na cozinha, ele viu nove empregados apressados, fora os cozinheiros. Era preciso que tudo estivesse nas bandejas para os convidados em dez minutos. Estavam tão ocupados que não olharam para Naruto, apenas viram que um novo serviçal havia chegado. Ele pensou se deveria ajudar arrumando as comidas, mas quando se aproximou da mesa escutou um barulho de uma companhia tocando.
–-Hey, você que não esta fazendo nada, – disse um dos cozinheiros para Naruto sem o olhar –escutou essa companhia? É o seu patrão querendo comida. Leve essa taça de vinho.
Naruto abaixou sutilmente o seu quepe de modo que tampou seus olhos e pegou a bandeja de cabeça baixa. Como vira na planta, ao sair da cozinha, havia um corredor um pouco comprido até a sala de jantar. Com naturalidade e calma, Naruto percorreu esse corredor enquanto pensava, ele achava que sua ultima missão seria algo mais perigoso e difícil, algo para fechar com chave de ouro, mas essa missão era muito fácil, esse Noruma era muito descuidado, cometia vários erros cruciais. Ele era realmente mais um desses ricos idiotas que só pensam em gastar o dinheiro com roupas caras, jogos e mulheres. Pelo o que ele estudou de Noruma, ele estava realmente falido, e só queria se associar com a empresa Haruno para poder ter onde tirar mais dinheiro.
O loiro parou. Ali estava a cozinha, mas não havia ninguém. De acordo com que estudara de Noruma, se ele não estava lá, ele devia estar em seu quarto assistindo TV.
O quarto ficava no segundo andar. Naruto caminhou de volta para a sala, subiu as escadas equilibrando a bandeja em só uma mão, ele era bem desajeitado, mas quando se tratava de trabalho, ele era outra pessoa, mais cauteloso, cuidadoso e sério. Ao chegar ao segundo andar, ele percorreu o corredor, primeira porta era um banheiro, do outro lado do corredor só tinha alguma mobília, andando mais um pouco, mais quartos, eram os quartos de hospedes. Ele virou no fim do corredor, e se deparou com uma grande porta dupla de madeira. “Mais um erro: nenhuma proteção na porta. Como esse cara é idiota” o loiro pensou consigo mesmo.
Ele parou diante da porta e deu dois leves toques com o punho cerrado, em seguida ouviu um “entre” de dentro do quarto. Naruto, com calma, olhou devagar para trás e como pensado, não havia ninguém. Pegou um frasco de dentro do bolso e diluiu no vinho, seria imperceptível o sabor. Girou a maçaneta devagar e entrou fechando a porta atrás de si.
–-Aqui está o vinho senhor.
–-Demorou um pouco.
–-Minhas desculpas senhor, a cozinha está muito agitada, então foi um pouco complicado pegar o vinho e sair de lá.
Noruma riu e disse pegando a taça:
–-Deve estar mesmo, há vários convidados vindo, e os gostos de meu convidado especial são um pouco exóticos.
–-Eu imagino que seja senhor. – disse Naruto enquanto puxava um pouco o seu quepe pra baixo. – O senhor quer que eu me retire?
–-Não, não, eu vou tomar agora mesmo e você pode levar a taça.
Ele bebeu tudo em dois goles. Naruto comprovou, ele era mesmo guloso. Provavelmente nem deve ter apreciado ao sabor.
–-Estava ótimo. Por agora não vou querer mais nada, vou esperar os meus convidados chegarem, mas sabe como é, é bom comer um pouco antes de uma festa, para não ficar com fome enquanto os convidados não chegam não é?!
Naruto deu uma risada e respondeu.
–-Sim senhor.
–-Puxa, já são oito horas em ponto. Acho que vou esperar aqui. Quando os convidados chegarem, me avise, por favor.
–-Pode deixar senhor.
Ao dizer isso o loiro saiu do quarto. Assim como veio, na volta o corredor estava vazio. Saiu da casa e caminhou rapidamente para fora.
Outro erro: as câmeras do portão estavam estragadas e ninguém percebeu. Certo eletricista de cabelos brancos não arrumou direito, e as programou para permanecer essa noite desligada. Alguém deveria estar cuidando delas, mas parece que esse alguém não veio hoje, e não virá mais.
Ao sair dos portões se distanciou da casa de Nomura por uma rua escura que ficava atrás da casa, e enquanto andava tirou as luvas, pegou um canivete do bolso e as rasgou em vários pedaços e entrou em um beco escuro onde tinha um latão, os colocou por cima dele, tirou um isqueiro do bolso e atirou fogo. Virou a esquerda do beco e entrou em um carro negro. Ao lado dele tinha um homem moreno.
–-Como foi?
–-Fácil Sasuke. O cara é um idiota gastador de dinheiro que não se preocupa com sua segurança e comete vários erros.
–-Pôs a noz em pó?
–-Sim, como previsto, ele pediu comida antes dos convidados chegarem. Eu coloquei no vinho e ele bebeu tudo.
–-Então deve fazer efeito daqui uns sete minutos. É melhor irmos.
Sasuke arrancou com o carro. Eles iriam pegar a avenida principal, assim seria menos suspeitas.
–-Sasuke... –disse Naruto enquanto tirava o blazer.
–-Hum?
–-Agora nós estamos livres. Sem mais missões. Levando uma vida normal...
–-Naruto, você já sabe o que vai fazer?
–-Já planejei tudo. Sei que ele está fraco, é só esperar a melhor oportunidade. Ele vai pagar pelo o que fez com meus pais. – disse Naruto fixando seus olhos na janela ao seu lado.
Eles já tinham entrado na avenida principal. Eram muitos carros passando por eles e eram rápidos. Sasuke estava muito atentado a qualquer sinal de perseguição, mas nem ele percebeu um carro passando ao lado do seu, com uma garota de cabelos rosa dentro, olhando da janela do mesmo lado que seu amigo, indo na direção da casa de onde eles saíram.
–------------- xx -------------
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