Colecionadora de sonhos

4 Capítulo 3 — Montanha-russa de emoções


Notas iniciais
Os capítulos não estão ficando muito grandes porque estou sem tempo pra escrever! Mesmo assim, espero que gostem.

Acordei relaxada pela primeira vez em muito tempo. Em cima da bancada, tinha um conjunto de roupas femininas: uma calça, blusa de manga comprida, chinelos e roupas íntimas. Onde eles haviam conseguido isso? Não importava, já que não deixaria nada do meu corpo à mostra. Liguei para a minha mãe. Não expliquei tudo, só disse que precisava de dinheiro. Ela entendeu e disse que mandaria pra mim o mais rápido possível. Arrumei-me e sai do quarto, indo parar em uma sala onde os meninos estavam comendo sentados no sofá e assistindo TV. Sentei-me e eles me passaram uma tigela com cereais.

— Sairemos pra ir ao cabeleireiro. — disse Michael. — Seria bom você ir com a gente, não acha?

Pensei bem. Edward amava meu cabelo liso e grande.

— Eu vou. — respondi.

— Então vamos nos apressar porque lá fecha cedo.

No caminho, percebi como a cidade era linda. Quando cheguei, no desespero de morar sozinha, não havia notado. Mas agora, com calma, percebi cada detalhe. Os prédios enormes, o clima fresco e o mar cristalino.

O salão era grande, mas não tinha muita gente. Ótimo. Michael foi o primeiro e o mais radical, passou o cabelo verde pra um tom roxo. Os outros só deram uma repicada. Minha vez. Por mais que quisesse me vingar de Edward com aquele gesto, também gostava muito do meu cabelo. Dei as instruções para o cabeleireiro e desviei o olhar do espelho. A última vez que cortei meu cabelo foi no Brasil, com o desejo de ter aquele cabelo grande igual das garotas do Tumblr.

— Está pronto. — disse o homem, se afastando de mim.

Encarei meu reflexo. Aquela não podia ser eu. O cabelo que antes era liso, castanho e batia no final das minhas costas, tinha sido substituído por um com mechas encaracoladas, num tom mais claro (por causa de algumas mechas loiras) e terminava na altura do meu ombro.

— Vamos? — perguntei para os meninos sentados nas poltronas da entrada.

Levantaram e fomos para o carro. Percebi que de vez em quando, Luke me olhava pelo canto do olho. Não retribuí nenhum dos olhares.

_______________________________________________________

No dia seguinte, acordei tarde. Tínhamos parado em algumas lojas para comprar roupas para mim na noite de ontem, logo depois de retirar meu dinheiro. Portanto, não tive dificuldade em me arrumar hoje de manhã. Quando saí do quarto, o almoço já estava servido.

— Ei, tem um parque de diversões perto da praia, anima de ir com a gente? — disse Ashton.

Não deveria. Qualquer descuido meu me levaria ao encontro de Edward. Mas por quanto tempo teria esse medo? Precisava viver minha vida.

— Claro. — respondi em concordância.

Em 15 minutos já estávamos lá. Ele era enorme. Fomos a duas montanhas-russas e depois paramos pra comer churros. Depois, Calum apostou que Luke não conseguiria acertar o alvo em uma das barraquinhas. O desespero de Luke chegava a ser até engraçado. Eu tentava calar a risada como sempre fiz, mas quase não conseguia. Ele conseguiu acertar na quarta tentativa. E ganhou um ursinho cor-de-rosa. Fomos para a roda gigante com Ashton e Calum rindo desesperadamente. Porra, como eu odiava esse brinquedo.

— Eu prefiro ficar aqui, olhando vocês.

— Você vai a todas as montanhas-russas, e tem medo de ir a uma roda gigante? — indagou Michael.

— Não é medo. Eu só não acho muito legal.

— Pra fechar a cabine é necessário 5 pessoas. E não to afim de ir com nenhum gordo fedorento. — disse Ashton. Eu ri, mas logo parei.

— Por que você faz isso? — perguntou Luke. — Você ri, mas depois se interrompe.

— Digamos que Edward não gostava muito de gargalhadas.

Ele se calou por um instante. Notei um olhar diferente, de dor ou talvez raiva.

— Voltando ao assunto: você vai com a gente sim. — disse Ashton.

Eu já ia retrucar quando ele começou a me empurrar. Eu comecei a rir no meio do desespero. Mas não consegui me livrar, ele era bem mais forte que eu.

O brinquedo ia até o alto, e por implicância Michael e Ashton balançavam a cabine.

— Eu odeio isso. — disse, segurando as bordas do banco com tanta força que minhas mãos estavam suando.

Depois de alguns minutos naquele inferno, experimentamos outros brinquedos. Paramos em uma barraquinha de bijuterias.

— Foi aqui que eu comprei meu piercing. — disse Luke, apontando pra boca. Já tinha notado a argola no lábio inferior.

— Eu quero esse brinco de penas aqui. — disse para a vendedora. Ela me entregou e fomos embora pra casa.

Quando ia entrar no quarto, Luke apareceu.

— Eu não posso deixar esse ursinho no meu quarto, sabe como é. Então pensei em dar para você. — e me entregou a pelúcia.

— Obrigada. — agradeci.

Quando ele saiu, deitei e fiquei repensando todos os momentos do dia. No fim, os pensamentos foram vencidos pelo cansaço.

Notas finais
Deixem opiniões nos comentários!