Eu preciso de álcool

Estou cansada do cansaço.

Eu preciso de um abraço.

Vejo sangue, vejo nada.

Rostos com sorrisos

E um punhado de dor em cada.

Aqueço-me com histórias

Derreto-me com memórias

E palavras amontoadas,

Em minha boca, aconchegadas.

Estou densa,

Quem vê até pensa

Que sou louca,

Mas o pequeno tremor em minha boca

É causado apenas pelo frio

De tua inexistência.

Entorpeço-me aos poucos

Enquanto ouço os gritos roucos

Implorando para mim

Dar à dor um fim.

Será isso o inferno?

Os demônios estão em minha alma,

Será eu o próprio inferno?

Mas, atrevo-me dizer,

Que se tu voltar e tomar meu ser

Transformar-me-ei em paraíso

Teu paraíso pessoal.