Colder Than Winter
1 Prólogo.
Notas iniciais
Hey, só quero que divirtam-se lendo a fic e comentem o que acharam depois que lerem! Obrigado pela atenção, Bea.
Moira caminhava sobre a neve ouvindo músicas, ditas como ‘agradáveis’ por ela, pois a faziam ficar calma. Era um dia de inverno, mas um sol ainda brilhava no céu, equilibrando o clima. A garota, como já era bem acostumada com o frio, andava com seu vestido preto e uma touca da mesma cor nos cabelos alaranjados, que já estava cheios de neve devido ao tempo que a tal estava fora de casa.
Era o dia de seu aniversário, fazia dezessete anos, mas ela nunca foi de ter amigos e não tem família desde seus quinze. Enquanto andava, ela prestava atenção em tudo e olhava para algumas pessoas, que também caminhavam, de relance, tentando analisá-las. Era uma mania. Moira sempre foi quieta, tímida, sozinha e fria. Tratava as pessoas com indiferença e quando sentia que poderia gostar de alguém a coragem que dizia ter simplesmente sumia. Seu pior defeito era se achar super autossuficiente e não querer depender de ninguém para nada. Enquanto andava, não percebeu que estava a caminho da floresta. A maioria das árvores dali eram pinheiros e alguns bichinhos se escondiam o tempo todo, devido ao frio. Ao chegar mais a frente, Moira se deparou com alguém, ou algo, com um manto preto e capuz na cabeça de costas. O cheiro de morte, de repente, se espalhou por todo lugar e ela tampou o nariz com uma das mãos, ousando perguntar uma coisa. — Quem é você?! Esfregou as mãos, agora já se sentindo um pouco incomodada com o frio, pois não passara tanto tempo fora de casa no inverno. — Ande, responda! Disse, já ficando nervosa e bufou. Um riso irritante imediatamente ecoou pelo lugar, e junto dele, um som estranho. Cleck, cleck, cleck. O som era rápido e irritante e quando a criatura que estava à frente se virou, revelou-se um esqueleto, que na mesma hora, retirou o capuz e ficou a fitar a ruiva com aqueles buracos fundos, e Moira pensava: Se um esqueleto pode sorrir, aquilo é, definitivamente, um sorriso. Seu coração acelerou e no momento a menina ficou sem fala, mas de repente começou com as perguntas. — O que é você?! Por que veio aqui? Por que eu? — Se acalme, pequena Moira... O tal esqueleto se pronunciou, com uma voz trêmula e novamente deu uma risada. Moira, mesmo que achasse aquilo bizarro, sentia uma pontada de medo dentro de si. Afinal, como um esqueleto saberia seu nome?! Pois é, era isso que ela estava se perguntando. O esqueleto se aproximou um pouco rápido demais, e a garota se afastava andando para trás. Finalmente, quando bateu as costas em um dos pinheiros, e escorregou pelo tronco, caindo sentada, o esqueleto ajoelhou-se a sua frente e analisou bem a garota, passando suas mãos pelo seu cabelo alaranjado e a ponta fina dos dedos pela bochecha da mesma. A menina o fitava cada vez mais agoniada e amedrontada, a garota suava frio e segurava um choro. — Tão bobinha... O tal esqueleto falou, enquanto continuava as carícias. — Eu te conheço, e sei que esse coraçãozinho, – ele pousou a ponta do dedo indicador no peito da garota – não é tão duro, querida Moira... Dessa vez ela não aguentou, e sem querer, deixou uma lágrima escapar. — Você vai chorar? – debochou o esqueleto. — Isso não... Eu não choro... – fungou, com raiva e secou a lágrima. — Parece que sim, querida... O esqueleto deu a mesma risada tremida que seria capaz de acordar alguém há quatorze quarteirões de distancia e subiu o dedo indicador até a garganta de Moira, pressionando o mesmo ali. — O que você quer? Moira choramingou, e o esqueleto rosnou. — Eu quero ficar livre... — Eu posso te ajudar... Se você me deixar livre também... – sugeriu, com esperança de dar certo. — Eu queria que fosse fácil assim. Então o tal esqueleto cortou a garganta da pequena ruiva com a ponta afiada do dedo indicador e pingou três gotas do sangue de Moira que sobraram ali dentro de um frasco pequeno, tampando com uma rolha e erguendo ao céu. — Eu, Melody Rose Vermount Schneider Belacqua, me liberto e condeno a maldição gélida a Moira Elizabeth Eyelesbarrow. Na mesma hora, uma luz azul, desceu do céu, direto até o frasco e logo sumiu. O esqueleto, que agora era uma linda garota loira, pegou o frasco na mão, abriu-o novamente e virou o mesmo de ponta-cabeça, mostrando que não havia mais sangue ali. Arremessou-o em Moira, que estava caída no chão, sangrando pela garganta e colorindo a neve de vermelho. — E se quiser reverter isso, terá de recorrer ao dono desta maldição. O pior vilão de todos os tempos, e não digo relacionando aos de contos de fadas, ele é mau, pior do que imagina. Max Gray. E melhor, só até o fim do inverno. – a loira disse e riu, debochada. – Mas se pensa que será fácil, minha querida, está enganada. Eu tentei, tentei por anos, mas infelizmente tive de fazer isso com você... A tal Melody fingiu uma cara triste e sorriu novamente. — Não se importa, não é? Então a garota vestiu o manto negro, que havia caído ao chão quando ela retornou a sua forma humana, e foi para fora da floresta. E foi um pouco depois disso que Moira desmaiou.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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