Cold Hell
2 Capítulo 2: Mr. Who? Maldição?
Notas iniciais
Um pouco mais adiante, avistamos um velho senhor sentado a beira da rua. Suas roupas eram de luxo porém já estavam velhas e gastas.
Quando nos aproximamos, ele voltou seu olhar para nós que antes estava voltado para o horizonte, e disse:
–Apartai-vos de nós a si mesmo. Apartai. Pois se tu ficares sofrereis o mal que nos aguarda pelo passar dos séculos. O mal que foi selado por sangue pelo os quais que ergueram o chão que tu pisas. Meia noite. Meia noite é o tempo que lhes resta de vida. Mesmo que escapes de hoje, o amanhã congelará seus ossos ao mesmo tempo em que queima seus olhos.
O velho, mesmo após falar sua maldição, continuou com os olhos fixos em mim, esperando alguma reação. E em um rápido momento, o crepúsculo havia sumido, dando lugar à fria e assombrosa noite.
Ao passar por mais três quarteirões e decidir que ir andando foi uma péssima ideia, nos deparamos com uma grande construção ao meio de uma praça. O saguão era composto por placas de vidro imensas que o cobriam completamente. Aquela era de fato a tal agência bancária.
Ao entrarmos, Willian já havia começado a julgar a segurança do prédio. O cofre principal se localizava no centro do saguão, devia ter uns 2 metros de puro aço envolvendo as economias de todos os moradores, mas mesmo assim, assim que Willian parava de reclamar, Harry começava.
Reclamavam das câmeras, dos guardas, o do sistema de alarme (cujo Harry havia identificado a marca e até o número de série, julgando ser ultrapassados) mas nada comparado a como reclamaram do acesso ao segundo piso.
Havia uma escada e um elevador. O elevador se encontrava uns cinco meros de distância do cofre, e a escada rodeava o elevador em forma de espiral. A arquitetura era bonita, porém, estava em harmonia com um possível ladrão.
Subindo o elevador, avistamos pela janela, do lado de fora da agência o tal velho que havíamos encontrado, passando o dedo pelo pescoço de um lado a outro, demostrando um pouco de sarcasmo e a nossa inevitável morte.
Fale com o autor