Cold Blood
39 Capítulo 38 - Tratamento de Choque
Notas iniciais
Bem quero avisar que a sinopse da Find Me já está pronta ! E eu estou escrevendo na terceira pessoa como a maioria escolheu e eu também quero tentar algo diferente dessa vez.
Nesse capítulo nós temos a visita da ilustre Lexi , ela vem a pedido do Stefan, o que acontece com ela nesse capítulo e o mesmo que a Lexi faz o Stefan no 3x07 , a cena foi TOTALMENTE baseada nesse episódeo.
Boa leitura >
“Doía. Ele pensou que havia superado a dor, que não sentiria mais nada”
Diários do Vampiro – A Fúria
POV Miih – Narradora
Charlie começou a questionar o que realmente queria sentir, mas, não era tão fácil assim ligar-se era algo complicado e ela precisava de um motivo muito forte para fazer isso, como com Stefan a doce Elena era o seu motivo.
As horas passaram rapidamente, era à noite e ela sabia muito bem para onde ela queria ir.
Na mansão todos riam, exceto ao aniversariante para o Damon nada daquilo faria sentido, mas, no fundo ele gostou daquilo pela primeira vez em séculos as pessoas demonstravam que gostavam dele e que se importava com ele.
-Como ela estava? – perguntou Caroline referindo-se a mais cedo quando Tatia e Klaus foram encontrar Charlie.
-Eu nunca pensei que fosse ver a Charlie quebrada daquele jeito, ela não disse nada de importante, você olha no fundo dos olhos dela e vê que já não há nada, cada palavra sai como uma rajada de vento frio – disse Klaus.
Damon levantou a cabeça, ele já tinha visto Charlie chegar ao fundo do poço, nas vezes em que ela procurou desesperada por ele quando misteriosamente matou cinco pessoas.
-Ela não está ligada, por tanto se ela aparecer aqui tomem cuidado com as palavras, para não acabar morto – disse Tatia, que tinha certeza que a garota apareceria.
Foi quando ela cruzou a porta da sala, todos os olhares se voltaram para ela, só Charlie sabia o quanto aquilo a irritava, mas, algo dizia a ela para ir ver o Damon, ela tinha saudades dos abraços, dos beijos e das noites entre lençóis.
-Oi – disse ela levando a mão à cabeça, estava sem graça, com um olhar alertador da Tatia eles pararam de encarar a garota que agora se sentia mais desconfortável.
Charlie andou até Damon e lhe entregou uma caixa de tamanho médio, ele pegou e se não fosse o Damon, juraria que ele estava tremendo de tanta felicidade.
-Espero que goste – disse ela com a voz rouca, ele estava quase desembrulhando quando ela disse apenas para ele ouvir – Abra só depois que eu for.
Ele não discutiu, e a confrontou para saber para onde ela iria, apenas assentiu.
-Obrigado – disse ele fazendo ela se surpreendeu com o abraço apertado, os músculos tensos dela se acalmaram e ela apertou Damon com a mesma intensidade fechou os olhos, tentando imaginar o quanto gostava dele, mas,quando fazia isso lembrava do quanto tinha apanhado nos últimos meses por gostar dele.
Eles se soltaram e Charlie não havia nunca se sentido tão desconfortável em casa, preferia estar sentada de baixo de uma árvore qualquer vendo uma coruja piando.
-Tem uísque? – perguntou ela para Damon e ele sorriu e assentiu trazendo um copo pela metade, ela virou tudo no mesmo instante.
-Desde quando bebe? – perguntou ele repreendendo ela.
-Prefere a garrafa ou algum infeliz que cruzar comigo? – perguntou.
-Como quiser – disse ele de mau humor.
-Eu é que não em lembrava de quando você tinha ficado tão careta, não lembrava mesmo – murmurou ela baixo provocando ele.
-O que disse? – perguntou.
-Nada, está ouvindo coisas – disse ela.
Stefan o via em Charlie, as mesmas falas sem humor, mas, que escondiam tanta dor nenhum deles podia imaginar o que ela estava passando, mas, ele sabia como era.
-Posso falar com você? – pediu ele a Charlie.
-Porque não? – disse Charlie e ambos subiram até o quarto do Stefan, onde ela sentou em uma cadeira e ele trancou a porta.
Charlie olhava o quarto que nunca tinha visto, gostava de como ele tinha mantido as coisas antigas do jeito que eram.
-Se for outro sermão… — começou dizendo.
-Não é eu sei como é isso Charlie, eu só quero te dizer que a escolha que você tomou é um caminho sem volta, eu nunca mais voltei ao normal, às vezes tenho minhas crises – riu ele fazendo-a rir também.
-Eu não consigo Stefan – disse ela falando normal com alguém – Eu tento ver as pessoas que eu amava, mas, sempre que olho pra elas…
-Você se dá conta de que é por causa delas, que sofreu tudo aquilo – completou ele – Eu sei como é Charlie.
-É exatamente isso – disse de olhos fechados – Assim dói menos.
-Mentira – riu ele – Dói mais, porque você fica remoendo coisas do passado, que você deveria enterrar.
-Está bem é mentira – riu ela mais querendo chorar – Eu infelizmente não pode fazer nada.
-Você ama o Damon? – perguntou.
-Amo, mas, toda vez que olho para ele quero o matar – disse.
-Lute, se você o ama lute por ele como eu lutei pela Elena, você consegue Charlie – disse.
-É mais forte do que eu Stefan – argumentou.
-Eu sei se você querer você consegue, eu vou te ajudar.
-Você é o irmão mais velho que eu nunca tive – sorriu amargurada – Mais eu não preciso de ajuda.
-Claro que precise, e se quiser ajuda apareça amanhã– disse.
-O que?
-Amanhã , agora acho melhor você ir falar com o Sr. Damon porque na cabeça dele deve estar cheio de besteiras.
-Está bem – disse ela levantando e saindo.
Stefan sorriu, ficava contente em ajudar alguém que estava passando pelo mesmo que ele passou como a Lexi ele ajudaria a Charlie, ah como ele queria que ela estivesse aqui, ela havia sumido do mapa, ela sim conseguiria ajudar Charlie, será que seu antigo número anda funcionava.
Curioso e determinado a ajudar Charlie por seu irmão, pegou o celular e discou para ver se o número ainda era da Lexi.
-Olha só quem faz anos que não liga para a melhor amiga – disse ela animada do outro lado da linha.
-Lexi – disse animado – Pensei que estivesse morta ou sei lá.
-Eu andei sumida, depois que o meu namorado foi-se desse mundo passei pela fase revolta, igual você – riu ela.
-Está muito longe de Falls?
-O que queres meu amigo?
-Primeiro rever você porque estou morrendo de saudade e segundo você tem que ajudar a namorada do Damon.
-Namorada do Damon? Conta essa história direito.
-Ela se chama Charlotte, ela era uma caçadora e o Damon se apaixonou por ela, só que a vida não é muito amiga dela, ela sofreu muito mesmo, por ser filha da Katherine com o Elijah está destinada a ser vampira e ela se contradiz porque é uma caçadora, ela ficou grávida do Damon, só que avó louca dela a torturou até quase morrer, final ela perdeu a criança e desligou suas emoções – disse por fim.
-Espera Charlotte Mikaelson?
-Essa mesmo, conhece?
-Já cruzamos os nossos caminhos há um tempo, ela é uma boa menina se eu não tivesse fugido, teríamos sido amigas.
-Ela está perdida Lexi, e isso está quase forçando o Damon a se desligar também, eles juntos acabariam com os moradores da cidade.
-Eu estou indo Stefan, chego amanhã cedo – disse ela.
-Obrigada – sorriu.
-Nos vemos amanhã Stefinho – disse Lexi antes de desligar o telefone.
Stefan desligou o telefone desceu as escadas, Charlie ainda estava quieta como se apenas pensasse, todos sorriam para ele certamente algo nela havia começado a mudar.
-Advinha quem eu encontrei – disse Stefan para Elena.
-Quem?
-A Lexi – disse.
-Isso significa que ela pode… — disse Elena esperançosa.
-Isso mesmo – sorriu e depois olhou para Damon que olhou como se agradecesse.
Charlie olhava para Damon, sorriu sarcasticamente lembrando-se da conversa que tiveram quando ela o estava torturando, Damon sempre fora engraçado e isso a fazia se sentir melhor.
-Porque está olhando para mim assim? – perguntou ele curioso.
-Nada – disse com a voz sem emoção que agora pertencia a ela.
-Gosto do seu sorriso – disse Damon.
-Eu tenho que ir – disse ela – Estou com fome.
-Charlie vão começar a questionar mortes repentinas – disse Elijah.
-Ótimo, que comecem – sorriu.
-Toma algumas bolsas de sangue – sugeriu Stefan.
-Não confio em vocês, vai que o bonitinho ali – disse ela apontando para o Damon – Colocou mais um sonífero e quando eu acordo estou em um navio para o Alasca.
-Para o Alasca não, um lugar menos frio pra eu ir te visitar – brincou Caroline e Charlie riu.
-Garanto que não tem sonífero – falou Stefan.
-Prefiro ir a uma boate e acabar matando os stripers – Damon ficou bravo, quando Charlie disse isso, ela andou até ele e sarcasticamente apertou sua bochecha – Mentira.
-Acho bom – disse ele.
-Quem vê pensa que você manda em mim – disse ameaçando ele.
-Você não faz idéia do que eu sou capaz quando estou com raiva, meu amor – disse ele no mesmo tom.
-Você é quem não faz idéia do que eu sou capaz, meu amor – disse.
-Parem os dois, vocês tem quantos anos dois? – perguntou Katherine.
-Levo você até a porta – disse Damon.
-Amanhã cedo Charlie – disse Stefan.
-Vou pensar – disse séria.
-Para que em? – perguntou Damon curioso.
-Para nada gatinho – disse ela.
-Você me enlouquece – riu sem humor
Ela beijou a bochecha dele e disse:
-Feliz aniversário Damon.
Então Charlie sumiu na noite.
Damon subiu para o seu quarto com o presente nas mãos, sentado em sua cama e com a porta fechada abriu o embrulho, o que tinha dentro ai muito além da imaginação do Damon.
Era um porta retrato, de madeira polida com alguns outros detalhes em verniz era uma foto sua e da Charlie ambos dormiam, atrás da foto tinha uma carta Damon a abriu e leu.
Teria te dado antes, mas, não foi algo que planejei.
Culpe minha irmã ela quem tirou essa foto, diz que ficamos fofinhos.
Feliz Aniversário Damon
Charlie
Damon fechou os olhos, pela primeira vez na vida ele chorou por alguém, ele a queria por perto novamente.
[…]
Lexi havia acabado de chegar, Stefan a inteirava dos assuntos sobre a Charlie e esperava que ela chegasse todos estavam no porão escuro da mansão, eles estavam curiosos para ver o que Stefan e Lexi iriam fazer com a Charlie.
De repente ela entrou no porão, rebolando os quadris como só ela conseguia charmosa, porém inocente era isso que o Damon mais amava naquela garota, ele acenou e ela sorriu para ele, Stefan ficou feliz porque embora ela não tivesse admitido diretamente, queria ajuda.
-Ora Lexi – disse ela abraçando – Pensei que estivesse morta.
-Eu passei por você querida, nenhum outro caçador poderia me matar – disse alegre.
-Bons tempos aqueles.
-Bebidas, garotos e garotos – riu Lexi e Damon revirou os olhos – Não liga o Damon é sempre chato assim mesmo.
-Eu sei – disse mandando um beijo a ele.
-Você vai nisso até o fim certo? – perguntou Stefan.
-Quem disse que vou aceitar essa loucura? Eu não quero a ajuda de nenhum de vocês.
-Você precisa de ajuda – disse Stefan.
-Você está muito fora dos trilhos Charlie – disse Lexi.
-Me deixe em paz Lexi, não preciso da sua ajuda – disse.
-Que tipo de amiga eu seria se deixasse você sair sem te ajudar ainda.
Lexi quebrou o pescoço da Charlie e a mesma caiu desacordada no chão.
-Fumou foi Lexi? – perguntou Damon.
-Se vocês vão querer minha ajuda vai ser do meu jeito – disse ela.
-Ela sabe o que está fazendo – disse Stefan.
-Não vai ser nada legal quando ela acordar, vocês vão concordar ou vão sair? – perguntou Lexi e todos assentiram.
Stefan pegou Charlie e a sentou inanimada em uma cadeira, a amarrou com correntes que vampiros não podiam quebrar, eles esperariam ela voltar e Lexi começaria o seu trabalho.
[…]
Charlie acordou enfurecida, tentando se soltar a todo custo olhava para todos desejando matar todos e principalmente quem havia prendido ela naquela cadeira.
-Acorda dorminhoca – disse Lexi sínica.
-Deixe-me sair daqui, por favor – disse Charlie.
-Vozes internas, por favor… estou tentando entrar na sua mente.
-Damon – disse rindo sínica – Livre-se dela por favor.
-Não – disse Damon serio.
Charlie olhou incrédula para o Damon, achando que ele seria o último a lhe negar a liberdade.
-Primeiro passo: deixa lá limpa – disse Lexi –Priva lá de sua sede de sangue, arrancar a tentação.
A vampira riu sarcasticamente, pensado se alguém como a Barbie da Lexi poderia tirar sua vontade de sangue.
-Isso não vai funcionar, Lexi, não vai funcionar – riu Charlie.
Lexi apenas concordou com a cabeça e olhou para o Damon.
-Sabe a parte “não legal”?
-Eu te ouvi – disse Damon afirmando que seguiria com aquilo até o fim.
Lexi começou a olhar fundo nos olhos de Charlie, que por sua vez começou a sentir algo se mexendo dentro de si.
-O que está fazendo? – perguntou ela em tom desesperado.
A loira não respondeu absolutamente nada, apenas continuou olhando para Charlie que por sua vez começou a se secar e suas veias começaram a saltar, Lexi estava secando ela por dentro tirando todo o sangue humano que ainda continha em suas veias, com as mãos presas na cadeira também ela tentava se soltar, porque seu corpo doía.
-O que está fazendo, Lexi? – rosnou Charlie.
-Fazendo o que faço de melhor doçura – respondeu Lexi, ainda olhando em seus olhos – Salvando sua vida, como fiz com Stefan.
Charlie começou a gritar de dor, o sangue começava a secar de suas mãos até chegar a seu rosto, era a mesma sensação de que outro vampiro estivesse a sugando e ela garantia que doía.
Lexi cruzou os braços para observar Charlie.
-Estou faminta – gritou desesperada – Estou faminta, deixe-me ir… Deixe-me ir!
Ela gritava tão alto que todos a observavam, Stefan sentia a dor lembrava muito bem de quando era com ele.
-Por favor, deixe-me ir – pediu ela.
-O que está havendo? – perguntou Damon.
-Ela está alucinando – explicou Lexi – São três meses sem sangue.
-Deixe-me ir – gritou ela.
-Agora são nove meses – disse Lexi – Dois anos… cinco anos.
-Já te disse como estou arrependida de não ter de matado? – rosnou a vampira.
-Também gosto de você Charlie – disse ela provocando-a.
Charlie estava faminta e disposta a todo o tipo de mentira para sair dali, queria comer matar outras pessoas.
-Damon… Damon… Estou machucada, por favor, me ajude – implorou ela.
Damon passou a mão no rosto, sentia se agonizando vendo ela daquela forma e de certo modo ela queria tirar Charlie dali e leva lá para longe.
-Não ouça, exclua-a – disse Lexi.
-Já estou ajudando Charlie – disse Damon.
-Faço o que for… — disse ela fazendo uma pausa – Vou mudar, eu prometo.
-É mentira – disse Lexi – Ela dirá qualquer coisa agora.
-Damon, eu sinto muito – choramingou Charlie – Sinto muito, só faça parar, por favor, faça parar.
Damon olhava para ela com piedade, a querendo em seus braços, Lexi percebendo isso disse:
-Tem que se separar das suas emoções, não a deixe brincar com elas.
-Ei, olha para mim… Eu te amo Damon, está bem?Eu te amo!Eu te amo tanto…
-Desculpa Charlie, eu não acredito em você – disse Damon.
-Quer saber? Não quero mesmo sua ajuda – rosnou Charlie – Queria nunca tê lá conhecido, cada momento que passei com você, foi um completo e total desperdício.
-Viu isso?É como uma estripadora falando – disse Lexi ao Damon – Uma vez que ela está fraca, precisa causar dor.
Charlie se remexia na cadeira rosnando e tentando sair dela de toda a forma, mesmo ela sabendo que era impossível.
-Faze ló sentir alguma coisa – disse ela – Raiva, fúria… qualquer coisa.
Lexi continuava aumentar os anos dela sem sangue, que por sua vez gritava desesperada por comida, a loira se abaixou ao lado da Charlie.
-Precisa faze lá, ver além do sangue – ela então pegou uma estaca e enfiou no ombro da Charlie que urrou de dor – Pense nisso como um regime, dia após dia, como correr na esteira ou fazer café, até ela estar pronta para ser salva.
Ela enfiou a estaca no pescoço da Charlie, que a olhava com mais ódio a cada segundo.
-Eu vou rasga lá, Lexi – ameaçou Charlie.
-Você não pode, sou uma vampira já estou morta – disse ela rindo.
Ela perfurou Charlie novamente, fazendo Damon dar um passo para trás.
-Não posso… — disse Damon saindo do porão, vê lá assim que algo que mexia com ele.
Lexi a continuou perfurando, lágrimas de dor saiam dos olhos de Charlie.
-Está perdendo seu tempo cuidado de mim – rosnou.
Damon voltou, olhava com piedade para a namorada, mas, aguentaria até o fim, ele suspirou e Charlie o olhou com desdém dizendo:
-Então o que fará agora, Damon?Apenas ficará aí parado? Esperando eu secar?
-Não eu vou para a sala, cuidar do meu irmão, da sua irmã, da Elena.
-Que bom para você – riu ela – Estava me perguntando quando desistiria.
-Não desisti Charlie, ainda há esperança – disse ele – Mas, não posso fazer nada até recuperar a sua.
Ele andou até Charlie e agachou perto dela, pegando em seu rosto e por um minuto ela pareceu sentir.
-Ei, você pode ultrapassar isso, lute por isso, sinta algo, Charlie qualquer coisa ou me perderá para sempre, não amarei um fantasma para o resto da minha vida.
Damon havia tocado no ponto fraco de Charlie, as suas feições haviam suavizado quando ela levantou a cabeça, poderia até dizer que seus olhos brilhavam um pouco, aos poucos seu corpo e sua mente estavam entendendo o que devia fazer, ela concordou com a cabeça afirmando que entendia o que Damon dizia.
Lexi fez um sinal para Damon se afastar, ela sabia que começava a funcionar com a Charlie.
-Você imagina se por acaso, você mata alguém que também tem uma irmã como a sua? Ou se alguém está noiva e o casamento simplesmente acabou porque você decidiu se divertir? – provocou Lexi.
Charlie não havia visto com esses olhos, ela imaginava se alguém encostasse os dedos na família dela, ela simplesmente faria a pessoa comer os próprios dedos e a mataria.
-Ninguém pensou nisso quando mataram minha filha – chorou Charlie.
E pela primeira vez Lexi sentiu pena dela, mas, não lhe deu uma folga, ela estava finalmente chegando onde desejava.
-E porque você mata outras pessoas?Elas também eram filhos de alguém.
-E se fosse a sua filha lá Charlie, e um vampiro a tivesse matado só por diversão, ele teria destruído sua vida, seus sonhos, a vida de outras pessoas, você fez isso destruiu a vida de outros milhares de mães.
-Lexi eu acho melhor… — tentou alertar Damon, para que ela parasse de falar isso, mas, ela mesmo assim continuou.
-Como você concerta a vida dessas pessoas que perderam alguém querido?
-Não concerta – murmurou ela de cabeça baixa.
-Você suportaria enterrar o Damon?
-Não ligo – respondeu.
Feito isso, ela considerou como uma resposta errada e enfiou a estaca na perna de Charlie.
-Suportaria Charlie? – insistiu Lexi.
-Não – murmurou com os cabelos tapando o rosto.
- Foi o que imaginei – disse Lexi.
Charlie arregalou os olhos, algo estranho veio a sua mente, não sábia como se lembrava de tal memória, ela viu ela e a Katherine brincando, enquanto ela devia ter meses, ela ria e brincava de dar a mãozinha e Caroline estava no colo do Elijah ele a jogava para cima e a pequena loirinha ria.
As lágrimas caiam ainda mais do seu rosto, agora não eram mais silenciosas, elas faziam barulho, Charlie chorava em voz alta para todos escutarem mesmo com a cabeça baixa, seus suspiros fundos eram escutados ao longe da casa.
-Você quer a bolsa de sangue? Você tem a escolha querida, mas, saiba que se escolher o sangue ele – disse apontando para o Damon – Não vai mais existir, e o seu único amigo vai ser o que te condenou a isso.
-Por favor, Lexi me deixa ir embora – pediu ela.
-Você quer? – falou ela de novo.
-Não, eu não quero acabar sozinha – murmurou Charlie.
-Pode solta lá Stefan, depois continuamos.
Stefan soltou a Charlie e ajudou ela a se levantar, ela estava toda queimada até mesmo o seu rosto. Estava totalmente perdida e só conseguia olhar para o Damon.
-Nas primeiras cinco horas ela vai ficar em estado de choque e todas as lembranças vão passar por a cabeça dela, nessas horas seguintes ela vai estar o mais doce impossível, aproveitem – orientou Lexi – Depois disso vai ficar o mais agressiva que conseguir Damon você sabe o que fazer.
-Obrigado Lexi – disse Katherine.
-Você pode ficar aqui com a gente – sugeriu Elena.
-Você não tem aonde ir mesmo Lexi, que eu sei aqui sempre cabe mais um – disse Stefan.
-É Lexi, fique, considere que anos atrás jamais lhe diria isso – riu Damon.
-Eu posso passar uns tempos aqui – sorriu ela feliz por ter um lugar fixo para morar.
Charlie arrastava os passos, para dentro da casa não disse uma palavra se quer.
-Aonde você vai? – perguntou Katherine.
-Me deitar – sussurrou Charlie.
Ela entrou na casa, foi direto para o chuveiro, colocou um pijama roxo e o roupão rosa que a deixava com cara de garotinha, fez uma trança no cabelo e se deitou na cama de Damon, ficou agarrada a um travesseiro que ficou molhado com suas lágrimas e ela revivia tudo em sua cabeça e viu o quadro que dera ao Damon em sua escrivaninha.
Damon entrou no quarto silenciosamente, olhou para ela encostada da porta, Damon nunca vira o que Lexi fez com o Stefan, mas, agora sabia o motivo pelo qual ele havia voltado, ele tinha consciência de que ainda não era sua Charlie ali deitada, mas, ele não desistiria dela.
-Posso entrar? – perguntou ele batendo na porta.
-O quarto é seu – riu sem humor.
Ele se sentou na beira da cama, deitou-se ao lado dela não ouve protesto então ele continuou ali quieto a observando.
-Você está melhor? – perguntou ela ao Damon referindo-se as balas.
-Vampiros não se machucam – disse.
-Claro que se machucam, balas de madeira doem.
-Foi por você
-Ah Damon – disse ela fechando os olhos sabendo que se entregasse a ele, seria uma volta sem fim.
-Eu te amo muito Charlie.
Damon a abraçou a deixou aninhada em seus braços, ela fechou os olhos imaginado como seriam os anos seguintes a aquele, Charlie se achava uma mimada Klaus a deixou assim, mas, sempre soube que viveria sozinha bem.
Embora ela não soubesse desligar o que sentia tinha sido apenas consequência de 18 anos sem uma vida normal, ela se recuperaria aos poucos como alguém em reabilitação.
O próprio Stefan ficara daquele jeito, e conseguir sair.
Ambos fecharam os olhos e dormiram.
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