Cold Blood
13 Capítulo 12 - Ops...Não Me Subestime
Notas iniciais
Esse capítulo é onde Darlie [ shippo muito esses dois u.u ] começam a interagir de verdade, creio que a Charlie começou com as provocações dela...
Boa Leitura ♥
“O segredo da criatividade é saber como esconder as fontes.”
Albert Einstein
POV Charlie
Jeremy tinha ido embora noite anterior, o dia acabara de amanhecer e que me sentia um tanto melhor e até voltara a comer verbena dissolvida na minha comida.
Hoje eu e Caroline começaríamos a procurar os vestidos, estava torcendo para que ontem ela tivesse dado uma surra naquele filha da puta do Damon Salvatore, porque ele não perdia a esperar.
Havia acabado de sair do chuveiro, depois de me secar coloquei uma calça jeans uma regata branca e um cardigã preto comprido, amarrei meus cabelos em um rabo de cavalo alto, fiz uma maquiagem simples e passei um gloss.
Peguei meu celular e minha bolsa, coloquei no meu bolso uma espécie de canivete, mas, que no fundo se transformava em uma injeção com uma quantia de verbena capaz de paralisar qualquer vampiro.
Ouvi um carro buzinar na porta de casa, sai correndo de casa e Caroline já me esperava no seu carro, sorri e ela acenou.
Ela gesticulou com a mão e eu entrei no carro no banco da frente ao seu lado.
–Oi Charlie – disseram duas vozes atrás de mim, e eu por minha vez me virei vendo Bonnie e Elena sorrindo, a propósito como a Elena estava pálida?
–Oi meninas – disse simplesmente.
–Espero que não se importem, elas vão a um lugar em Fells Church e pegaram uma carona – disse Caroline.
–É claro que eu não me importo Caroline – sorri.
Ótimo – pensei passeio de amiguinhas.
[…]
Eu e Caroline estávamos em uma loja com diversos vestidos antigos, já que Bonnie e Elena haviam ido para outro lado da cidade, havíamos pegado uns dez para escolher e levar o que fosse mais parecido com os das irmãs Fell.
Como Caroline tinha quase o mesmo corpo que o meu e ela gostava de fazer desfiles, se dispôs a experimentar todos os vestidos e cada vez que ela sai do provador fazia uma careta diferente e nós duas não parávamos de rir.
–Vamos Charlie, qual é você tem que experimentar um – disse ela me puxando pelo braço.
–Estou bem na plateia – sorri.
–Vamos Charlotte, vamos – insistiu a loira.
–Está bem – disse pegando o vestido de sua mão.
Depois que nós experimentamos os vestidos, ambas rimos parecíamos duas velhas.
–Isso merece uma foto – disse ela pegando seu celular.
–Não Carol nada de fotos – protestei.
–Sorria – disse ela.
Fizemos umas caretas seguidos de sorrisos e tiramos as fotos, foram várias. Compramos dois vestidos, ambos eram lindos e combinavam com os das irmãs Fell, ficamos lindas em nossos vestidos nós os usaríamos daqui dois dias na comemoração dos fundadores.
–Vamos encontrar com as meninas e vamos para cara – disse Caroline.
–Claro – sorri.
Fomos ao encontro das duas que fofocava alguma coisa, mas, estava tão relaxada que nem fiz questão de saber sobre o que elas falavam.
–Podemos ir? – perguntou Caroline.
–Podemos – disse Bonnie.
–Compraram os vestidos? – questionou Elena.
–São ótimos – respondeu Caroline – Conseguiram o que procuravam?
–Conseguimos – sorriu Elena
[…]
Caroline havia me deixado na porta do Grill, sábia que certamente meu amigo estaria por lá, Damon.
E como eu sempre adivinho as coisas lá estava ele sentando importunando o Matt e o Jeremy que não trabalhava hoje.
–Hey Jer – disse sorrindo e o abraçando ao entrar.
–Oi Charlie – disse ele alegre.
–Oi Matt – sorri ao vê ló.
–Oi Charlie – disse nervoso, mas, não comigo e sim com o capeta do Damon.
–Eu não ganho um oi da moça bonita? – perguntou Damon.
–Você não é meu amigo – disse seca.
–Ainda convencida Senhora Charlotte? – ironizou ele.
Mas, não o respondi apenas me virei e olhei para o Jer que junto do Matt riu do Damon.
Eu, Matt e Jeremy deixamos a conversa em dia por um longo tempo, até comi algumas batatas fritas e Damon apenas me observava de longe com um olhar mortal.
–Vou indo gente, ainda tenho lição de casa – menti convincentemente.
–Quer que eu vá com você? – perguntou Jeremy olhando Damon.
–Não é preciso, eu não moro muito longe.
–Qualquer coisa me liga ou liga pra Caroline – disse ele.
–Está bem – sorri.
Sorri dentro de mim ativando meu pior lado, sai e meus quadris fartos balançavam de um lado ao outro logo chamando a atenção do Damon.
Ventava um pouco quando eu sai na rua e graças aos meus cabelos amarrados o vento tinha contado direto com o meu rosto.
Quando estava quase no meio da floresta que eu atravessava para chegar a minha casa e começava a ouvir passos macios vindo atrás de mim, sorri maliciosamente arqueei uma das sobrancelhas e sinicamente e fazendo-me de inocente olhei para trás.
–Está me seguindo? – perguntei inocentemente.
–Não, você é quem está com mania de perseguição – disse.
–Damon, me deixa em paz – disse e continuei andando.
–Sabe, eu tento ser um cara legal para você, mas, não dá certo porque você é muito esnobe – disse ele.
–Que ótimo – sorri – Você também não fica muito atrás disso não.
Rapidamente Damon voou para minha, me prensando contra uma árvore, nossos corpos se colaram como uma imã, ofegávamos com a agilidade de Damon.
–Você é uma sem graça – disse ele no meu ouvido.
–Como se eu me importasse com o que você pensa.
–Eu acho que deveria – disse sensualmente.
Damon roçava em meu pescoço, a procura da veia perfeita para perfurar e sugar meu sangue, mas, ao que parecia ele queria muito mais do que a minha veia pulsante.
–Porque não me deixa ir? – questionei.
–Porque você me incomoda – disse – Você me desafia.
–As garotas daqui não fazem isso? Elas transam só de você falar o nome delas não é mesmo?
–Está vendo? Você nem sabe onde está se metendo e mesmo assim me desafia quer ir ver até onde eu vou com minha paciência, está disposta a correr os riscos – sussurrou ele me causando um leve arrepio.
–Eu gosto de correr riscos – disse maliciosa – Eu acho que você subestima de mais as pessoas, você vê as pessoas só por fora Salvatore.
–Você está começando a atingir os limites da minha paciência Charlotte, está abusando da minha humanidade – disse ele.
Ele mostrou suas presas e as direcionou para o meu pescoço, mas, enquanto ele se intertia envolvendo-se em meu corpo e procurando por uma veia estratégica, retirei meu canivete do bolso sorrateiramente, apertei no botão ao lado e virou uma seringa, rapidamente perfurei Damon ao lado do abdômen e ele caiu logo no chão, gemendo de dor.
–Eu disse que você subestima de mais as pessoas Salvatore – disse maliciosa.
Damon estava paralisado no chão, apenas seus olhos se mexiam de forma desesperada querendo entender à situação em que ele se encontrava.
–Não consegue falar? – provoquei – Prefiro você assim, caladinho quando você fala é muito arrogante.
Agachei ao lado de Damon e eu conseguia ver nos seus olhos, retirei da minha jaqueta uma pequena seringa que continha um tipo novo de planta alucinógena iria fazer Damon dormir.
–Sabe pra que serve isso? É pra você tirar um soninho – disse sínica.
Com o braço esticado apliquei nele, logo seu corpo começou a amolecer e seus olhos a queriam fechar mesmo assim o desespero era eminente em seu semblante.
–Sonha comigo tá? – disse sínica, enquanto Damon perdia os sentidos e caia na inconsciência plena.
Como aqueles soldados de guerra arrastei Damon sem dificuldade até a minha casa, que não estava muito longe dali, ele não era pesado ou devia ser eu que era habilidosa.
Depois de chegar a minha casa o arrastei até o meu porão, amarrei em seus braços em duas correntes fortes e inquebráveis, Damon ficou erguido por conta das cordas que estavam no teto, seus pés arrastavam no chão.
Arrastei uma cadeira e me sentei, esperando ele acordar.
[…]
Brincava com uma faca na mesa de madeira do porão, onde eu estava sentada ao lado em uma cadeira com as pernas cruzadas.
Ele começava a abrir os olhos e a mexer a cabeça, assim que teve a visão de mim sentada se despertou rapidamente e me olhou confuso.
–Bom dia Damon – disse sínica.
–Onde eu estou? – rosnou tentando se soltar.
–Primeiro, acho melhor você poupar suas forças, segundo você está no hotel primeira classe da Charlie – disse irônica.
–Sua vadiazinha, quando eu botar a mão no seu lindo pescoço você vai ver Deus mais de perto – sorriu.
–Acho melhor falar direito comigo Damon – disse ameaçadora – Como eu disse não deveria subestimar as garotas.
–Então quer dizer que a garota indefesa e órfã de Mystic Falls é uma caçadora muito bem qualificada? – perguntou irônico.
–Como eu disse não me subestime – sorri.
–Acho que tem pessoas como seu amiguinho Jeremy que ficariam muito interessados em saber sobre isso – disse me ameaçando.
–Quem vai acreditar em você? – perguntei – Vai me acusar de ser uma caçadora? Sejamos sinceros eu não tenho cara de uma, mal tenho cara de alguém que faz algo errado, quem vai acreditar em um vampiro como você? Ordinário, inescrupuloso e inútil?
Ele ficou quieto, como se o que eu tivesse acabado de tiver tivesse total e pleno sentido para ele.
–Imaginei que essa fosse sua resposta – sorri levantei e fui até ele, terminei de rasgar sua camisa que já estava defasada, deixando seu peito nu e muito bem esculpido a mostra, tinha que admitir era um corpo magro, porém muito sexy e era quase impossível não olhar.
–Gosta do que vê Charlie? – perguntou malicioso.
Apenas peguei um dos dardos em cima da mesa e arremessei na direção do Damon.
–Gostei de você como alvo – sorri atirando outro – Você é um bom alvo, ao menos gemendo não fala besteira.
–Você tem uma ótima mira – disse ele.
–Tenho outras qualidades também que você nem imagina Damon – disse me aproximando dele.
–Quer me mostrar algumas delas?
–Claro – disse maliciosa – A primeira delas é a caligrafia.
Peguei um dos dardos que estavam cravados em seu peito, com ele escrevi o meu nome no peito do Damon, ele rosnava de dor e tentava se soltar a todo custo.
E em meio ao sangue e aos cortes que quase cicatrizavam, escrevi Charlotte.
–Linda tatuagem – disse ele entre dentes.
–Eu sei sou uma artista – disse provocando ele, pegando uma estaca e enfiando em seu estomago – Eu odeio vampiros, seus amigos são os próximos, sua amada.
–Elena nem é uma vampira – rosnou.
–Opa, só falar no seu machucado que você fica bravinho? Ela não é, mas é o que eu quero.
–Se você tocar nela…
–Você vai fazer o que em? – desafiei – Eu enfio uma estaca no seu coração antes de você terminar de contar até três.
Levantei e virei às costas para ele, antes de abrir a porta para sair liguei os ventiladores de verbena e ainda disse:
–A propósito não adianta gritar, ninguém vai escutar você então não atrapalhe o meu sono.
–Vadia – rosnou.
–Obrigado, baby – disse sínica.
[…]
Havia tomado um banho e colocado meu pijama, peguei meu celular e tinha que contar a novidade ao meu pai, que mais uma vez eu tinha conseguido assim como ele, matar e prender vampiros.
–Oi pai, é a Charlie – disse alegre.
–Está feliz querida, alguma novidade?
–O primeiro Salvatore está no meu porão, e eu estou me divertindo em degradar ele – disse sínica.
–Meus parabéns Charlotte – comemorou ele.
–Em breve terei o mais novo – sorri.
–Espero que sim querida.
Depois de conversarmos mais um pouco, eu desliguei estava exausta fui dormir, esperando não ouvir os gritos nem palavrões do Damon.
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