Cold Blood
27 Capítulo 26 - Alucinações
Notas iniciais
Sorry Again , pela demora mas, aqui está mais um capítulo espero que gostem
Boa Leitura
“Amar é destruir, e ser amado é ser destruído”.
The Mortal Instruments
POV Charlie
Eram três da manhã eu me revirava na cama procurando algo que fosse confortável o suficiente para me fazer pegar no sono, mas, nada conseguia isso porque a única pessoa que conseguia foi embora, sem eu entender os motivos.
Escute: A Fine Frenzy — Near To You
Liguei o rádio de controle do meu quarto, em um volume baixo que quem sabe me fizesse pegar no sono, aquela música conseguia descrever minha alma.
Ele e eu tivemos algo bonito
Mas, muito disfuncional não poderia durar.
Eu o amei muito, mas, o deixei ir.
Porque eu sábia que ele nunca me amaria de volta.
Tamanha dor como essa não devia ser experimentada…
O primeiro trecho da música rondava minha mente, como se tivesse sido feita baseada nos últimos acontecimentos da minha vida idiota, como eu pude pensar que alguém como o Damon poderia me amar de volta?
Ao embalo da música eu finalmente consegui fechar meus olhos e descansar meu cérebro.
Sonho ON
Estava em uma praia deserta, a névoa branca era espessa e me impedia de ver qualquer coisa a minha frente, apenas escutava o barulho dor mar, que entrava pelos meus ouvidos e me deixavam estranhamente nauseada.
Andava vagarosamente e escutava meus pés se chorando contra a areia do mar, mas, assim que olhei para baixo eu estava descalça e pisando em folhas e barro seco, olhei para cima novamente e eu estava na floresta de Mystic Falls.
-Charlie? – alguém me chamou.
E quando eu me virei meu coração parou aos poucos e eu sorri, era o Damon ele estava todo de preto como sempre com os cabelos molhados e eu sem pensar duas vezes ou se ele me queria ou não corri para os seus braços, que me pegaram e me envolveram em um abraço apertado.
-Damon – sussurrei contra o seu peito.
Quando levantei os olhos novamente estávamos em uma colina, o sol era do amanhecer e era gostoso e parecia esquentar realmente minha pele, nos sentamos na grama verde e cheirosa, Damon me abraçava e o vento era maravilhoso.
-Onde você está? – perguntei.
-Aqui com você – sussurrou sorrindo, ele pegou meu braço e apertou levemente – Viu agora você está quente.
Ele tinha razão, Damon também estava com a mesma temperatura a humana.
-Bonito pijama – disse ele com um tom irônico na voz – Talvez devesse ser apenas um pouco mais comprido.
Olho para mim mesma e só agora vejo, que estou com a minha camisola rosa de seda super curta, o que deixa boa parte das minhas pernas a mostra, eu coro e coloco as mãos sobre elas.
-Suas bochechas, estão vermelhas – sorriu ele beijando-as.
-Eu sou… humana de novo? – perguntei alegre lembrando que eu não tinha sangue para minhas bochechas ficarem vermelhas.
Damon apenas afirmou com a cabeça.
-Como isso é possível? – sorri.
-Pequena, o sonho é seu – disse ele.
Ficamos em silêncio novamente, apenas vendo a paisagem enquanto Damon mexia em meus cabelos e me abraçava mais forte.
-Ainda não cicatrizou? – perguntou ele afastando meus cabelos e vendo meu pescoço.
-Não se preocupe com isso – disse levando a mão a mordida.
-Como se fui eu quem fez isso?
-Por favor, Damon só fica comigo.
-Você não tem idéia de como eu queria
-É claro que você vai dizer isso, o sonho é meu lembra?
Damon pegou meu rosto em suas mãos e beijou docemente minha boca, parecia tão real e tão verdadeiro.
-Não me deixa – pedi entre lágrimas.
-Você já vai acordar – disse ele.
-Eu não quero acordar, não me deixa acrodar – pedi.
-Eu volto, se você sonhar de novo sabe onde me procurar pequena.
-Porque você se foi?
-Você merece ter uma vida e viver comigo não é ter uma vida – disse – Salve-se Charlie
O rosto não era mais do Damon, era da Valentina ela me olhava de uma forma demoníaca eu tentava sair dos seus braços mas, ela era mais forte levei algumas correntes elétricas e ela pegou uma adaga e enfiou em meu coração.
Sonho OFF
Acordei ofegante e suando, minha pele estava fria novamente, a dor parecia real parecia que eu ainda a estava sentindo, joguei o edredom longe e corri para o banheiro a fim de tomar um banho de água gelada.
Coloquei um short claro curto que parecia rasgado, uma blusa preta aberta nas costas e com decote, amarei meus cabelos em uma trança embutida.
Embora doesse de uma forma inexplicável a ida repentina de Damon, eu aparentava fria e calculista na frente dos outros, não estava melhor por algum motivo, ainda não conseguia absorver sangue e a mordida começava a cicatrizar agora.
Aquela idéia toda de ser filha do meu tio, filha da Katherine e ser gêmea da Caroline, era muita coisa para minha cabeça muita coisa mesmo, como eu podia ser sobrinha do meu pai? No fundo eu ainda amava muito o Klaus, mesmo com tudo que ele havia feito para mim, ele me amava isso não podia ser diferente não podia mudar.
Estava no meu quarto com as pernas cruzadas na cama vendo televisão, não queria descer e encontrar com a Katherine e ter que ouvir toda aquela história que eu já estava cheia, ou ouvir um sermão da Caroline sobre Damon não ser bom para mim, mas, porra a vida não é minha?Para evitar brigas eu ficaria aqui.
De repente, olhei no parapeito da minha janela com mais atenção, havia uma carta a peguei e voltei para cama, era um envelope amarelo, abri cheia de expectativas e dentro dele na folha branca as letras inscritas eram reconhecíveis para mim em qualquer lugar, era do meu pai.
Charlie,
Sei que devem ter dito barbaridades a meu respeito, devem ter colocado coisas na sua cabeça, mas, quero que saiba Charlotte que eu nunca deixei de amar você e você nunca vai deixar de ser minha filha não importa o que aconteça.
Lembra-se das aulas em que eu dissera sobre magia negra? Esther abusou dela para trazer Mikael de volta a vida e tentar verdadeiramente te transformar em humana novamente, está descontrolada e não manda em si por conta dessa magia, ela está fora de controle Charlie e por algum motivo você é o próximo alvo.
Use tudo que eu lhe ensine e se for preciso, use contra mim também, não sinta pena nós temos que lutar para sobreviver nesse mundo, ame-se acima de qualquer coisa princesa.
Klaus
Sério, tiraram o dia para me mandarem cartas de repente bateram na porta interrompendo meu momento de pensamento, escondi a carta de baixo do meu travesseiro e então Lucian entrou sorrindo.
-O que está escondendo Charlotte? – questionou ele curioso.
-Nada, você é quem deveria bater na porta antes de entrar – sorri.
-Eu bati você é quem não escutou – disse sínico.
-Ah, claro minha super audição potencializada com o vampirismo não foi capaz de ouvir um simples ruído como bater na porta – disse rindo.
-Agora me diz – disse ele correndo para o meu lado – O que você está me escondendo?
-Eu? Não estou te escondendo nada – brinquei.
-Qual é Charlie, eu conheço você muito bem o que você escondeu?
-Posso confiar em você? – questionei – Acho que ninguém entenderia nem mesmo o Jeremy.
-Pode – disse ele sincero.
-Meu pai me mandou uma carta – disse.
-Pai Charlie? Você ainda o chama de pai?Depois de tudo que ele te fez?
-Pensei que não fosse me julgar – disse mimada.
-Está certo, me desculpe, o que diz na carta? – perguntou.
-Quer ler? – estendi a carta para ele e o mesmo a pegou.
Ele passou os olhos pela carta absorvendo cada palavra nela escrita, depois me devolveu.
-Não julgue Lucian, ele é a única coia que eu sei como pai em 17 anos, acha que ele pode estar dizendo a verdade?
-Como vamos saber Charlie?
-Eu preciso…
-Ah, Charlotte Marie Mikaelson – disse ele virando os olhos – Eu não vou ajudar você a fazer qualquer loucura, todos estão preocupados com o que o Damonio fez com você não vou lhe enviar a morte certa.
-É Damon – disse série, mas, percebi que ambos haviam se apelidado de um nome infernal diferente era Damonio e Lúcifer.
-Como quiser – disse com desdém – Eu não vou ajudar se for loucura.
-Se nós descobríssemos se a Esther está mesmo usando magia negra…
-Não Charlie, eu não vou arriscar sua vida, você está com sei lá o que vamos dar apenas uma volta – pediu.
-Uma volta não vai fazer mal – sorri, embora não tivesse tirado aquela idéia da minha cabeça.
[…]
Lucian me levou no limite da onde Esther não poderia nos rastrear, era um penhasco ou parecido com um, não era alto e se tinha uma vista magnífica de onde nós dois havíamos sentado.
-Quando minha vida virou essa loucura? – perguntei retoricamente.
-Depende a que tipo de loucura você se refere – sorriu.
-Era para ser tão fácil, caçar e matar vampiros, casar com você, me aposentar ter uma vida plena, alguns filhos talvez e morrer como todo mundo deveria fazer – disse.
-Acredite, se eu pudesse eu te daria essa vida mas, nós estamos condenados pela eternidade Charlie, apenas aproveite – disse ele sorrindo.
-Aproveitar o que Lucian? Ir ao shopping na liquidação da Victoria Secrets e levar tudo de graça por causa da hipnose?
-Se isso for legal sim, pode ser – disse.
-Palhaço – sorri.
-Fiz você rir, isso é importante – disse sério – Vai mostrar a carta para eles?
-Acho que o Da… — parei a frase antes de termina lá, era obvil que eu havia me esquecido que Damon tinha ido embora e não veria a carta nunca a não ser que nos meus sonhos insanos tivesse correio – Nada, não vou mostrar nada, talvez para a Kayla.
-Se você quer mesmo apontar um erro pelo qual sua vida saiu dos trilhos, sabe tão bem quanto eu, que quem bagunçou ela foi o Damon, mas, eu prometi não lhe julgar.
-Ainda bem que se lembra disso – sorri – Promete uma coisa?
-O que?
-Se algo acontecer comigo, não deixa a Valentina tocar em mim?
Era me trazia arrepios ainda mais depois daquele sonho, aquela mulher tinha algo de estranho.
-Por quê?
Lucian falava comigo, mas, eu começava a querer fechar os olhos era como se o meu corpo estivesse querendo se desligar, um frio imenso começou a me envolver e a querer me tragar.
-Você está bem Charlie? – perguntou alguém desesperado – Charlie? Charlie? Acorda!
E então tudo se apagou.
POV Caroline
Estávamos todos sentados na mesa jogando baralho, ou melhor, brigando seria a melhor palavra para descrever.
-Você está roubando – disse Tyler a Jeremy.
-Não estou – disse ele rindo.
-Está sim – protestou Bonnie.
-Vocês quem são péssimos e eu é quem estou roubando?
-Ah, qual é Jer – riu Elena – Você sempre faz isso.
De repente Lucian entrou com Charlie em seus braços desacordada, todos levantaram assistimos ele levar ela para o seu quarto e coloca lá em sua cama.
-O que aconteceu? – perguntei.
-Eu não sei, nós estávamos conversando e então ela caiu – disse ele desesperado.
Então Katherine, Elijah e Valentina entram no quarto, preocupados como nós estávamos.
-O que houve? – perguntou Elijah.
-Não sabemos – disse Elena.
-Não é normal ficar dessa cor é? – perguntou Jeremy.
-Sem dúvida que não é – disse Stefan.
-Eu posso tentar ver o que tinha no sangue do Damon – disse Valentina prestativa – Eu posso? Alguns feitiços são em uteis.
-Não encosta nela – disse Lucian.
-Ela vai ajudar apenas – disse Katherine.
Mesmo ele protestando, Valentina colocou as mãos na Charlie que ainda dormindo escorreu duas lágrimas de seus olhos fechados.
Lucian fez um sinal discreto que eu havia entendido e nós fomos para o térreo.
-Algo está muito errado Caroline – disse ele.
-Porque não quer deixar que ela cuide da Charlie?
-Eu não sei, antes de desmaiar ela pediu isso para mim, pediu para não deixar a Valentina tocar nela se a Charlie tem medo ou não sei o que por essa mulher devemos investigar, pensa bem a Charlie não tem medo de nada.
-Você tem razão, tem algo errado Bonnie pode nos ajudar.
[…]
Charlie ainda não acordara, mas, nós havíamos conseguido que Valentina fosse “dar uma volta” e que Elijah e Katherine ficassem cuidado dela, estávamos na adega subterrânea da casa, ali ninguém nos ouviria.
Bonnie havia passado a tarde escondida vendo o que possivelmente estava acontecendo.
-O que você descobriu Bonnie? Pode haver alguma ligação com a Charlie?
-Há um feitiço – disse ela receosa – Quem fez é praticante de magia negra.
-Explica isso Bonnie – pediu Elena.
-Chama feitiço de transfiguração, a bruxa praticante de magia negra faça a vitima beber uma espécie da poção, feita com o sangue dela, da pessoa que ela quer prejudicar e do outro ajudante, a bebida é misturada com um vinho que é como droga para os vampiros chama-se Black Magic, o gosto é maravilhoso, depois que o ajudante tomou ele recebe uma ordem e não para até cumpri lá.
(N/A: Esse vinho Black Magic é o mesmo que o Damon toma nos livros da saga, ele embebeda a Elena, Bonnie e Meredith inúmeras vezes)
-Bonnie explica direito – disse o Jeremy.
-Valentina é a única bruxa além de mim, certamente ela…
-Dopou Damon com o tal vinho, e o mandou matar a Charlie e foi por isso que ele a mordeu – concluiu Stefan.
-Mas, Bonnie como você descobriu que é esse feitiço exatamente? – perguntou Elena.
-Fácil, no caso o vampiro infectado contém uma espécie de veneno e quando se trata de vampiros a primeira coisa que ele vai pensar na hora de matar é morder até matar a vitima, ou seja, a mordida dele teve a mesma intensidade do que a de um lobisomem, assim que ele a mordeu liberou aquele veneno na corrente sanguínea da Charlie – disse – Ele fica como se estivesse hipnotizado pela bruxa no caso a Valentina.
-Céus, como nós curamos ela? – perguntei.
-Não curamos… — disse Bonnie cabisbaixa.
-Ela vai morrer? Não me diga que a minha irmã vai morrer? – perguntei desesperada.
-Não há cura para esse tipo de coisa, não que eu saiba eu vou pesquisar melhor Caroline eu prometo, isso geralmente acontece com humanos e a única escolha e a transformação, mas, com vampiros não há registros.
-Tem que haver uma cura – disse Stefan.
-Eu prometo me esforçar para achar.
-Isso fica entre nós – disse – Ninguém além de nós pode saber.
-E temos que manter a Valentina longe da Charlie, por algum motivo ela quer mata lá – falou Lucian
-Acho melhor nós irmos dizer isso a ela – disse.
[…]
Charlie estava acordada e deitada, estava catatônica vendo algo na TV.
-Reunião no meu quarto? – perguntou ela irônica.
-Ah, nem tem bolo – disse Jeremy brincando.
-Eu costumava gostar de bolo – disse ela – E brigadeiro.
-Gosto de brigadeiros – disse Lucian sorrindo.
Ambos estavam tentando amenizar o que diríamos a seguir embora essa não fosse a primeira vez que ela ouviria que estava morrendo, só que dessa vez não teria volta.
-Eu sei – sorriu – Eu me lembro, você roubou todos do aniversário de 16 anos da Kayla.
-Eu me lembro – riu Kayla – Minha mãe chegou e quase jogou a bandeja na sua cabeça.
-E o tio Kol riu tanto – disse.
-Agora depois que vocês já me enrolaram e fizeram eu me lembrar do passado, o que querem de verdade? – sim, era impossível enganar essa garota mesmo doente.
-Bonnie descobriu o que está acontecendo com você – disse Bonnie.
-O que? – perguntou ela esperançosa.
-Valentina… — Bonnie explicou tudo a ela, que aos poucos ia ficando boquiaberta e surpresa pela primeira vez em que eu a conhecera.
-Não há cura? – perguntou baixo.
-Infelizmente ainda não – sussurrei.
-Ótimo – disse ela – Podem sair, eu quero ficar…sozinha.
-Claro – eu disse.
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