Cold Blood
11 Capítulo 10 - O Jogo Começou
Notas iniciais
Vocês são leitoras maravilhosas , estou adorando escrever e postar para vocês.
Bem a fic tem 32 leitores apenas 12 comentam, leitores e leitoras fantasmas aparecem sua opinião é mega importante para a fic continuar ativa.
Boa Leitura
“Pessoas especiais deixam mais que saudades e lembranças, pois levam mais do que nosso pensamento… Levam uma parte do nosso coração”.
Aline de Campos Canto
POV Charlie
O dia seria longo, ele acabara de amanhecer e eu já havia deixado armadilhas invisíveis na floresta densa e misteriosa de Mystic Falls, os vampiros não saberiam por que tudo que eu utilizava era inaudível, invisível e sem cheiro.
Minha roupa estava coberta de terra e restos de folhas de grama, ainda precisava voltar para casa me arrumar e encontrar Caroline, hoje nós veríamos os vestidos da Honoria e Lorena Fell.
Eu estava exausta, havia passado a noite inteira fazendo isso, estava sem comer ou dormir desde que falara com Jeremy, sorte que ele não notara e não insistira pra eu comer nada, ao menos agora se algum vampiro sonhasse em passar por aqui seria capturado.
Graças a minha agilidade meu porão estava pronto, tinha isolamento acústico, por mais que o vampiro gritasse lá dentro não escutaria nada além de seu próprio grito, tinha paredes à prova de ser quebrada, ventilação de verbena, sem dizer sobre os meus demais brinquedinhos de tortura.
Comecei a andar vagarosamente até em casa, estava sem meu carro para não levantar suspeitas, de repente um vento frio soprou me deixando com frio, abracei a mim mesma logo estava suando frio, arrepios começaram a percorrer meu corpo.
Jeremy tinha razão eu deveria ter comido alguma coisa, eu precisava chegar em casa mas, tudo que eu via a minha frente começava a ficar turvo e distorcido, sorte era que já havia saído da área florestal.
Alguém disse “oi” para mim, mas, apenas virei meu rosto procurando de onde vinha, porém não encontrei nada então continuei a trocar passos turvos e sem destino, havia até esquecido de como chegar a minha casa.
Novamente alguém me chamou, parecia meu pai, mas, o que ele estava fazendo aqui em Mystic Falls?
-Charlie – escutei ele chamar novamente.
-Pai? – questionei tonta.
Parei no meio da rua olhava para os lados procurando pelo meu pai, meu corpo começava a me deixar na mão, deixando dos os meus sentidos nulos e inúteis era como se eu estivesse perdida.
Então meus ouvidos captaram o som de uma buzina de carro, olhei para trás e meus olhos tiveram a última visão de um carro vindo para cima de mim, minha cabeça bateu no capo e logo me arremessou a metros na frente, novamente minha cabeça se chocou duas vezes contra o asfalto da rua.
Não ouvia ninguém a minha volta, um silêncio assustador me abraçou e então fechei os olhos esperando que minha cabeça parasse de doer e que o cheiro forte de sangue sumisse.
[…]
Abri os meus olhos vagarosamente que pareciam queimar na luz natural do dia, minha cabeça latejava cada vez que eu piscava, olhei em volta tentando reconhecer onde eu estava, mas, a tentativa fora em vão, ao menos sábia que não era um hospital.
Estava em um quarto em que quase todos os móveis eram escuros, havia uma porta que dava para um banheiro e uma enorme janela que infelizmente estava aberta.
Levantei metade do meu corpo me apoiando com os braços na cama onde eu estava deitada, meu cabelo caiu pelo meu rosto tapando parte da minha visão e eu os tirei do meu rosto.
-Finalmente acordou – disse uma voz familiar – Comecei a pensar que estivesse morta.
Olhei para os lados até que meus olhos detectaram quem me chamava, era o repulsivo vampiro Damon Salvatore, meu coração parou por um momento afinal como eu havia vindo parado aqui?
-Qual é vai ficar muda Charlotte? – questionou ele irônico – Eu salvo a sua vida e você ainda nem me agradece?
-Obrigado, eu acho – disse confusa.
-Humanos tem que comer sábia – disse ele gentil.
-Fala isso como se você não fosse um humano – disse rindo, porém sínica.
-Sou fã de outro tipo de comida – disse irônico.
Levantei da cama tonta e quase fui de volta ao chão, mas, Damon apareceu sorrateiramente do meu lado e me segurou, olhando diretamente nos meus olhos com o ar de preocupação.
-Você está bem? – perguntou ele.
-Estou – disse meio rude me soltando dos seus braços gelados – Preciso ir.
-Poderia ser mais educada – disse ele – Você é muito fria, não sabe nem agradecer.
-Deveria me dizer alguma novidade – disse irônica enquanto saia
-Seu amigo ligou – disse ele jogando meu celular – A propósito, uma garota da sua idade não deveria ter mais contatos além do Jeremy e do seu pai?
-Alguém da sua idade não deveria cuidar mais da sua vida? – questionei.
-Você deveria saber usar as palavras com os mais velhos que você pirralha, algumas palavras são um caminho sem volta para um lugar não muito legal – disse querendo ser ameaçador
-Desculpe vovô – disse irônica – Alguém como o senhor de idade, não deveria estar mais preocupado em fazer palavras cruzadas do que com os meus contados?
-Você é uma comediante – disse sínico.
-Devo ter puxado do meu pai – disse sínica como ele – Até mais Damon.
-Quem disse que já pode ir embora? – perguntou ele parando na minha frente.
-Eu agradeço por me ajudar, mas, como você mesmo está vendo estou bem sendo assim posso pegar minhas pernas e sair daqui – sorri.
-Acho que você deveria ficar – disse ele tentando-me hipnotizar.
Droga – pensei, eu não posso ser hipnotizada graças ao treinamento cerebral que eu tinha exercitado a vida inteira, mas, teria que fingir que podia porque ainda não podiam desconfiar sobre mim e os meus deveres aqui em Falls.
-Acho que eu deveria ficar – disse repetindo o que ele dissera, caindo em sua hipnose.
-Claro que deveria – disse malicioso – Volte a se sentar Charlie, vamos conversar você está muito… estressada.
-É acho que devo me sentar – disse voltando e me sentando na beira da cama.
Damon se sentou ao meu lado maliciosamente, uma de suas mãos pousou em minha coxa dolorida ela era gelada. O ódio começava a ferver em meu sangue, mas, não podia por tudo a perder, não agora.
-Você foi muito mal agradecida, eu aqui sendo um cara legal, e olha que eu não costumo muito ser esse tipo de cara – disse sínico – Eu então pensei, porque não ajudar a loirinha no chão, mas, aí ela é toda mal agradecida.
Ele fez uma pequena pausa, ficou me observando como se quisesse ver cada parte do meu corpo em suas mãos demoníacas.
-Tem apenas uma forma de você se redimir Charlie – disse sinistro – Você não vai gritar e nem se mexer.
Disse ele olhando no fundo dos meus olhos e eu apenas concordei com a cabeça, Damon me segurou pelos braços me segurando na cama, virou meu pescoço para o lado e colocou suas presas para fora, em um lugar estratégico ele colocou suas presas em minha jugular sugando boa parte do meu sangue.
Impossibilidade de me mexer, embora eu conseguisse sair dali facilmente não podia estragar meus planos, mesmo que a dor fosse insuportável e eu me sentisse cada vez mais fraca.
Por fim quanto meus olhos já viravam por eu estar fraca, Damon me soltou, infelizmente como não havia comido esses dias não tinha verbena em meu organismo.
Damon limpou sua boca e me olhou de forma maliciosa, sorriu e disse:
-Agora você por de ir Charlie – concluiu – Não vai se lembra de nada, você apenas esteve aqui depois que eu te ajudou, após ser atropelada.
Eu ardia em febre, ardia de raiva queria pegar uma estaca e enfiar no coração do Damon, isso seria mais breve do que eu imaginava, quem ele pensava que era? Achava que eu era uma das suas putas?
Damon Salvatore, seria morto nas minhas mãos, mas, antes teria uma leve dose de tortura.
Finalmente sai da casa do Damon, que realmente era uma bela de uma casa.
Eu tinha que ir embora mesmo que estivesse péssima, mancava de uma perna que certamente estava machucada por que meu joelho sangrava, assim como o meu cotovelo e os arranhões pelo meu corpo, minha cabeça latejava ainda.
Andei até em casa e o caminho pareceu maior do que de costume, assim que cheguei subi para o banheiro e tomei banho, meu corpo inteiro ardeu por causa dos cortes tento contado com a água.
Depois que sai coloquei um short jeans e uma regata azul claro, com a ajuda da caixa de curativos os fiz pelo meu corpo, tapando cada corte e cada machucado e para finalizar tomei vários remédios, que me deixaram muito sonolenta.
E para variar tive que colocar um esparadrapo com um curativo no meu pescoço, graças ao demônio do Damon.
Meu celular tocou, olhei no visor e para a minha alegria era o meu pai.
-Oi pai – disse deitada na cama.
-Como anda as coisas por aí Charlie? – perguntou ele preocupado, isso significava que de alguma forma ele já sabia sobre o meu atropelamento.
-Está tudo ótimo – disse mentindo – Já consegui encontrar Damon Salvatore e ele e o irmão já caíram na minha primeira isca e sei que em pouco tempo os dois vão dormir eternamente.
-Está com a voz cansada filha – disse ele – Está tudo bem mesmo?
-Está pai é apenas muito trabalho, não que eu esteja reclamando, gosto do que faço – disse bocejando – Se o senhor não se importar, eu gostaria de dormir agora.
-Filha, tem certeza de que nada está errado? Você anda comendo? Sabe que não pode ficar sem comer, você já quase morreu por causa disso uma vez – disse ele.
-Eu estou comendo pai, mais isso não é minha prioridade agora – disse.
-Se manter viva é sua prioridade Charlotte, não adianta ter tudo no mundo e não ter minha filha – disse ele sinceramente – Se cuida querida.
-Pode deixar pai – sorri e bocejei – Agora, é sério estou cansada.
-Durma bem, princesa – disse ele desligando.
Ainda com muitas dores virei para o lado e com o frio me cobri com o edredom, logo estava dormindo tranquilamente.
POV Damon
Aquela garota era uma abusada de primeira linha, ela não fazia idéia de com quem estava lidando nessa cidade Charlotte estava pensando que ela ainda estava na cidade grande, onde o único perigo real era ser atropelada ou assaltada.
Mal sábia aquela mimada que Mystic Falls escondia muitas coisas e que tomar o seu sangue não tinha sido nem a primeira das minhas brincadeiras com ela.
Ela iria ver quem é que mandava em Mystic Falls, aqui tinha apenas lugar para um engraçadinho e podemos ter certeza de que não era aquele projeto de ousadia.
Sentado na cama, me lembrei de que Stefan comentara mais cedo de que Elena estava tomando sangue por conta do pequeno incidente, que eu ainda não tivera tempo de investigar mais a fundo.
[…]
Elena estava sentada no sofá da sala tomando uma caneca de chá, sua pele ainda estava esbranquiçada, tinha fundas orelhas que tinham a cor roxa clara, embora estivesse com a caneca em suas mãos que tremiam Elena mal colocava aquele chá na boca, sábia que era idéia da Barbie algo daquele gênero.
Virou o rosto lentamente quando me viu cruzar a porta da sua sala, sorriu aquele velho sorriso que queria dizer eu estou bem, não se preocupem comigo, mas que todos sabiam que era mentira.
-Que cara saudável a sua – disse irônico, fazendo um meio sorriso e sentando-se em um sofá a sua frente.
-Damon – disse ela fraca – Que visita ilustre.
-Como você está em Elena? – questionei.
-Bem – disse ela.
-Elena sua mentirosa – disse a Barbie aparecendo com um prato de panquecas doces.
-Carol não estou mais com fome – disse Elena rejeitando o prato de panquecas doces – É você e o Stefan querendo me entupir de comida.
Ótimo, isso queria dizer que ela e Stefan voltaram a viver na casa de verão da Barbie e do Ken.
-Deveria ouvir sua amiga Barbie – disse – Você quer ficar ainda mais pálida?
-Está bem só um pedaço – disse Elena mordendo um pedaço da panqueca.
Caroline tentava falar com alguém no telefone, mas, apenas caia na caixa postal.
De repente Jeremy desceu as escadas afoito e perguntou:
-Caroline, você viu a Charlie hoje? – questionou.
-Não Jer, estou tentando falar com ela desde cedo mais ela não atende.
-Será que ela está em casa? – perguntou para si mesmo.
-Acho que ela possa ter sofrido um acidente, é um palpite – disse sínico.
-O que você fez com ela? – rosnou Jeremy.
-Eu? Nada, apenas estou com um palpite – sorri irônico.
-Eu vou até a casa dela – disse ele nervoso comigo.
-Vou com você – disse Caroline me olhando feio.
Quando ambos saíram, Elena me olhou e perguntou:
-O que você fez com a garota Damon?
-Nada, Elena apenas um palpite acidentes acontecem a todo momento em Mystic Falls – sorri.
-Damon… — gemeu ela.
-Eu não fiz nada para ela Elena – disse mentindo.
-Eu confio em você – disse ela.
-É a única
-Porque você não deixa ninguém se aproximar de você Damon, você não é mau como quer que todo mundo te veja – disse ela amorosa – Porque não deixa que vejam a bondade em você?
-Porque quando as pessoas veem bondade esperam por ela e eu não quero viver nas expectativas de ninguém – disse simplesmente.
Então Stefan chegou para estragar o momento com a Elena, arfei e xinguei ele baixo, mas, eles nem precisaram dizer nada e eu apenas sai de casa transformei em um corvo e sai por aí.
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