Cold
18 (Cap. 17) Surprise My Lord
Já fazia sete meses, desde que fora capturado por Morgana, seis desde que havia retornado e muita coisa havia acontecido, a conversa com Arthur naquele dia ainda era recente em sua mente, a letra de Morgana o delatando em uma carta destinada ao rei, quando viu a letra no papel, soube que estava ferrado, Arthur o colocou contra a parede sobre a história de Emrys, Dragonlord e magia, e estava certo de ter visto um dragão sobrevoando Camelot algumas vezes, talvez fosse Kilgharrah ou talvez Morgana rondando em busca de uma chance, mas não dera certo, Arthur o declarara Senhor da Magia e lhe deu um pedaço de terra aos arredores de Camelot, menos de algumas horas a cavalo, mas apesar disso ainda teria de morar em Camelot, por isso sua mãe ficara como senhora em seu castelo.
Era fantástico como sua vida havia mudado nesse pouco tempo, agora estava indo para lá, para sua casa, onde havia seus empregados, junto a sua mãe, Arthur havia permitido que ele fosse, uma vez que Gwen estava em by Text-Enhance\">trabalho de parto e Camelot estava uma correria só.
Pelo caminho Merlin ia repassando tudo o que a carta dizia. Começava com.
“Querido irmão
Não pense que escrevo para me entregar, aqui não receberá nada sobre o lugar onde me encontro, apenas saberá que estou bem e que a menos de três dias tive seu adorado servo em meu poder.
Mas também não venho me gabar, nem pedir que me entregue o trono, prefiro conquista-lo pelo fogo e ferro, como uma verdadeira líder faria, saiba que um rei de verdade é aquele que tem forças para conseguir o que quer e eu não vou desistir.
Voltando ao assunto principal, venho por meio dessa contar que o tão adorado em Camelot, Merlin, não passa de um bruxo, isso, um praticante de mágica com poder sobre dragões, me pergunto o que Uther diria se soubesse que o servo de seu filho é um dos seres que ele mais despreza na terra.
Como se não fosse apenas, lembra-se do homem que matara seu amado pai, o velho Emrys, pergunte a Merlin sobre ele, tenho certeza que seu servo tem coisas fascinantes a lhe contar sobre ele.
– Com amor, Morgana”
Depois de lido isso a conversa com Arthur fora difícil de conduzir, o rei parecia receoso em aceitar que seu amigo fosse um bruxo e a pior parte fora fazê-lo ver que Emrys não era o culpado pela morte de Uther e sim Morgana, a sorte foi que ela decidiu não contar sobre a noite que haviam passado juntos e ele também não fez comentário algum e tentava não pensar nisso quando estava sozinho, porem seus esforços se mostravam infrutíferos por varias vezes, e acabou noivando com Evelyn, sabia que arrumar uma nova mulher era a forma mais fácil de esquecer a antiga.
Ele continuou sua pequena viagem pelo caminho acidentado sem muitos problemas, não era difícil reconhecer o castelo que estava sendo erguido, não era nada muito grande nem mesmo magnífico, na verdade era muito menor que Camelot ou qualquer castelo de senhores menores, Merlin realmente não se importaria de ter apenas uma casa pequena, mas seu primeiro pensamento era sua mãe, que já estava abeira de seus quarenta anos, uma idade bem avançada e precisava de conforto, talvez esse houvesse sido o maior motivo, mas havia outro, alguma coisa pedia que se lembrasse de algumas coisas quando construísse, havia um local pequeno para um médico como em Camelot e varias alcovas, havia uma sala de jantar não muito grande e um salão para receber seus súditos, mas ainda sim faltava algo.
Quando chegou a seu pequeno vilarejo, Evelyn correu até ele, era uma boa menina e muito bonita realmente, mas algo não parecia certo não era ela, era com estar com ela, a garota era uma copia de Freya e isso fazia parecer que ele estava sempre no mesmo ciclo vicioso, Morgana, Freya, Morgana, Freya e aquilo o fazia sentir mal.
– Bom dia meu amor – falou ela simples e alegre como sempre, com o sorriso aconchegante e brilhante e por mais que se parecesse com Freya, Merlin não sentia a mesma coisa com ela, ela não lhe produzia aquele efeito do errado e perigoso e ao mesmo tempo necessário, Freya sim, ele sabia que precisava protegê-la por mais errado que fosse.
– Bom dia, como você esta? – por mais que tentasse, ele só conseguia ser cortes com ela, jamais pensara em lhe tocar os lábios, mesmo que de forma doce como havia feito com Freya anos atrás, quem diria em beija-la de forma incendiaria como fizera com Morgana a menos de três semana. – Como está minha mãe?
Ela olhou para baixo e lhe respondeu: — Está lá dentro resolvendo alguns problemas.
– Eu vou lá.
Não era exatamente o que ele esperava, sua mãe não estava sentada no cadeirão e sim em uma pequena de joelhos perante um outra mulher que se sentava em seu lugar, seu pensamento fora o pior e então ele reconheceu a pessoa no cadeirão, a pessoa que estava fazendo sua mão se ajoelhar, mesmo com a idade avançada, e seu mundo caiu, era Morgana, Morgana era quem sentava lá e sorria, um sorriso de verdadeiro prazer, de qualquer forma não deveria estar surpreso, mas estava, não esperava por isso.
– Eu sou velha sei, não posso ficar de joelhos, por favor, Morgana.
~~X~~
– Hunith – falou a mulher com a voz suave – Por favor levante-se, o que vão pensar se lhe virem ajoelhada assim.
– Não, Morgana eu quero senti-lo – falou a mais velha ainda ajoelhada.
– Mas a senhora está... – ela não sabia exatamente como falar, a mulher era idosa, mas aquelas palavras poderiam ofende-la.
– Eu sou velha sei, não posso ficar de joelhos, por favor, Morgana – falou a mulher antes de ser interrompida.
– Levante-se mãe – Merlin entrara trovejando na sala e pela expressão em seu rosto Morgana sabia que ele não estava contente com a cena e Hunith também sabia – Levante-se daí – ele falou puxando a mulher de negro pelos braços.
– Largue ela Merlin – respondeu Hunith de pé, apesar da dificuldade de se levantar. – Esta a machucando.
– Deixe ele, Hunith – respondeu Morgana – Também não gostaria de ver minha mãe ajoelhada aos pés de meu inimigo.
– Deixe de bobeira, inimigos não fazem filhos juntos – Morgana sentiu o aperto das mãos de Merlin se aliviar em volta de seu braço e um semblante confuso tomar conta de seu rosto pálido.
Ela não o obrigou a lhe soltar, mas virou o rosto quando ele tentou olha-la nos olhos, sabia que por dentro estava confuso e perdido.
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