Colégio Interno - Brittana
52 Problemas
Notas iniciais
- Queimado? Sério? – Quinn exclamou. – Nós vamos ser massacrados!
- Relaxa, Quinn. Não pode ser tão ruim assim. – Marley disse, tentando amenizar a tensão.
- É porque você nunca jogou queimado com Santana!
Marley revirou os olhos e voltou a sentar perto de Kitty. Quinn olhava nervosamente ao redor, procurando a namorada. Quando a encontrou, um sorriso tomou conta de seu rosto. Mas, com a mesma facilidade que apareceu, desfez-se. Finn a seguia insistentemente, o que irritava profundamente à loira. Uma ideia perversa surgiu em sua mente, fazendo um sorriso cínico aparecer em seus lábios.
- Hora do primeiro jogo! – Puckerman gritou, chamando a atenção de Quinn.
Com um suspiro, ela levantou-se e caminhou até a quadra. A equipe três já esperava, e ela logo encontrou os olhos escuros de Santana. A morena abriu um sorriso torto e continuou a ajudar Brittany a se alongar.
Quinn revirou os olhos e se posicionou na linha do fundo. O apito soou e os dois times saíram correndo para agarrar as bolas. O jogo havia começado. Quinn atirou a bola com força em um garoto com dreds no cabelo, o eliminando. Santana já havia atirado em dois membros do time adversário, Kitty e Jake.
Quinn defendia-se como podia. Metade de seu time já havia sido eliminado, era um massacre. Sem pensar direito, atirou a bola em uma direção aleatória. Para o seu azar, esta fora arremessada diretamente no rosto de Brittany. A loira caiu no chão, tapando a boca com a mão. Um fino fio de sangue escorria pelo canto de seu lábio, e Quinn já podia sentir os olhos de Santana queimando sua pele.
A loura não teve tempo de se defender. Santana arremessou a bola com tanta força em seu rosto que fez com que a garota caísse no chão, sentindo-se tonta. O nariz sangrava e sua cabeça girava. Puck correu do banco em sua direção e a ajudou a levantar, puxando-a junto de Brittany para a enfermaria.
- Britt, eu sinto…
- Tudo bem, Q. Sério. – A garota cortou, lançando-a um sorriso fraco.
Puckerman as deixou na enfermaria. Minutos mais tarde, Rachel e Santana chegaram correndo. Como já era de se esperar, a equipe três já havia ganhado. Santana massacrara o resto do time, junto de Sam Evans. De certa forma, faziam uma boa dupla.
Santana inclinou-se para beijar a testa de Brittany, mas ela esquivou-se. A morena a olhou com os olhos magoados, mas não se afastou. Ela sentou-se ao lado da namorada e apertou sua mão, mas Brittany evitava olhar para ela. Com um suspiro, Santana levantou-se e caminhou até a maca de Quinn. A loira mantinha os olhos fechados e a cabeça erguida, com um monte de papel no nariz estancando o sangue.
- Ei, Quinn. – Santana chamou baixinho.
Quinn abriu um dos olhos verdes e olhou torto para a morena, mas não disse nada. Santana aproximou-se da amiga e debruçou-se ao seu lado, esperando que Quinn dissesse alguma coisa. A loura rendeu-se com um suspiro e virou o rosto.
- O que, Santana? – Quinn perguntou com uma leve irritação na voz.
- Eu só… sinto muito. Não quis isso, mas foi um reflexo. Você faria o mesmo se fosse com a Berry. – Santana murmurou.
A loira voltou a fixar os olhos no teto. Santana apertou o pulso da amiga e levantou-se.
- Ok. Desculpe. – Disse baixinho e virou-se para sair.
Quinn suspirou e segurou a mão de Santana. A morena voltou-se para encará-la.
- Você tem razão. – Quinn disse, com um pequeno sorriso formando-se nos lábios. – Ok, estamos bem. – Concluiu, arrancando um sorriso da amiga. – Agora, suma daqui e volte para a sua loira, que eu já tenho a minha morena.
O sorriso de Santana desapareceu, e ela virou o rosto. Quinn franziu a testa, preocupada.
- Qual é o problema? – Perguntou suavemente.
- Não é nada. – Santana respondeu. – É só que… deixa pra lá. É melhor eu voltar para o quarto. Alguém resolveu suspender os jogos por hoje. Parece que uma loira tapada quebrou o nariz no queimado.
Quinn bateu com o travesseiro em Santana, que riu antes de sair. A loura revirou os olhos e voltou a fitar o teto. Seria uma longa noite.
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Brittany foi liberada da enfermaria uma hora depois, após constatarem que não havia nada errado consigo. A loira fez o caminho mais comprido em direção ao dormitório, parando por alguns segundos antes de resolver entrar no quarto. Encontrou Santana sentada na cama, abraçando os joelhos com firmeza. O rosto estava enterrado entre suas pernas, e ela não parecia ter notado a presença de Brittany.
A loira fechou a porta, despertando Santana com o barulho. A morena levantou-se em um salto da cama, caminhando em direção à Brittany. Seus olhos escuros se estreitaram, como se ela estivesse tentando ler a expressão da namorada.
- Você está bem? – Perguntou, após alguns segundos encarando a garota.
- Estou. – Brittany confirmou, com a voz saindo mais baixa do que esperava.
Santana aproximou-se, mas Brittany afastou-a. A morena a olhou com um olhar chateado e, ignorando as tentativas de Brittany de afastá-la, colocou os dois braços ao redor da cintura da loira e a puxou para mais perto.
- S-s-San, não. – Brittany disse baixinho, mas Santana ignorou.
- O que foi que eu fiz, Brittany? – ela perguntou. – Você não me deixa encostar em você, não fala comigo, não olha para mim… só me diz o que eu fiz de errado.
Brittany desviou o olhar, fitando o chão. Santana soltou sua cintura e ergueu seu rosto, forçando contato.
- F-f-foi porque eu joguei a bola muito forte na Fabray? – Santana perguntou. – E-eu já pedi desculpas Britt, eu juro. É que foi reflexo, eu não consegui parar. Eu amo tanto você, eu não…
- San, pare. – Brittany interrompeu o monólogo da namorada. – N-n-não é por isso, mas você sabe que eu odeio violência.
- Eu sei, Britt-Britt.
A loira não pode deixar de sorrir ao ouvir o apelido. Santana segurou o rosto de Brittany em suas mãos e puxou-a para si. Os lábios das duas se encontraram, e Brittany perdeu a vontade de pará-la. Apertou a cintura de Santana contra o seu corpo e virou o rosto para deixar os lábios se encaixarem melhor. Ela deixou que Santana a conduzisse em direção à cama, derrubando-a e deitando por cima dela. Os lábios se chocaram mais uma vez, mas Santana se afastou de repente.
- Algo errado? – Brittany perguntou brincando com os cabelos da namorada.
- Sim. – Santana disse enquanto sentava. – Eu ainda quero conversar.
Brittany suspirou pesadamente, mas sentou-se na cama, de frente com Santana. A morena alisava os cabelos de Brittany, esperando que ela falasse alguma coisa.
- Eu… eu acho que nós precisamos dar um tempo. – Falou com os olhos apertados.
- Um o quê? – Santana exclamou, arregalando os olhos.
- V-v-vai ser melhor assim, San. E-eu e você estamos fazendo mal uma para a outra, e elas s-s-sabem de nós. – Brittany gaguejou.
- Não. – Santana falou com firmeza. – Vai ser melhor para você. Tem certeza de que isso tudo não é por causa daquele bocudo que fica dando em cima de você?
- Santana, não começa. – Brittany cortou.
- Não, Brittany. – Ela disse chorosa. – S-s-só me diz logo, eu prometo que eu n-n-não vou brigar com ele nem nada. M-m-mas n-n-não minta para mim.
- Chega, Santana. – A loira cortou. – Eu não gosto dele, eu não gosto de homens, lembra? Exclusivamente mulheres. E-eu só acho que vai ser melhor se nós nos separarmos um tempo.
- Não! – Santana exclamou, as lágrimas correndo por sua bochecha. – Você prometeu que não iríamos mais nos separar, você prometeu Brittany!
- San, só por um tempo…
- Eu sei o que acontece nesses “tempos”, Brittany.
Instintivamente, Brittany lançou-se de onde estava na direção de Santana. Ela envolveu a morena em um abraço desajeitado, deixando-a enterrar o rosto em seu pescoço. Santana apertou-se contra o corpo da namorada e deixou as lágrimas encharcarem a camiseta branca da loura.
- Eu nunca faço nada certo. – Brittany murmurou para si. – Eu só queria te fazer feliz.
- Você me faz feliz. – Santana respondeu contra o pescoço da namorada. – Eu não quero isso, B. Por favor, eu prometo que nós vamos ser mais cuidadosas, mas não faça isso. Eu te amo tanto, não acabe com isso.
- Eu só quero o melhor para você, San. – a loira respondeu, afagando os cabelos da namorada.
- Então fique. – Santana disse, afastando o rosto e encarando Brittany. – Você é o melhor para mim.
Brittany apenas assentiu e encontrou os lábios da namorada. Podia sentir o gosto das lágrimas em seus lábios, deixando-a mais culpada do que já estava.
- Eu amo você. – Brittany murmurou.
- Eu sei.
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