Colégio Interno - Brittana
59 Pais
Notas iniciais
Qualquer coisa, me chamem no Twitter
@JuuPeixe
Santana acordou sentindo o corpo mais relaxado e leve. Um sorriso pairava em seus lábios ao encontrar as costas nuas de Brittany expostas. A morena inclinou-se e beijou cada pedacinho da pele branca, até chegar à nuca. Brittany virou-se e sorriu para Santana, colando seus lábios nos da morena. A luz do sol emprestava um tom dourado para a pele da latina, o que a deixava ainda mais linda. Brittany a olhava com admiração, como se ela fosse alguma peça rara. Levantou os olhos e observou o quarto com um sorriso maroto nos lábios. Havia acabado de fazer amor com a sua namorada, e os vestígios disto estavam espalhados pelo quarto. Roupas espalhadas pelo chão, os lençóis bagunçados e os dois corpos nus abraçados no colchão. Era essa a visão que Brittany queria ter pelo resto de sua vida. Ela e Santana, juntas.
- Eu amo tanto você, meu amor. – Santana murmurou.
- Eu também amo você, San. – a loira confirmou com um sorriso. – Mas acho melhor nós irmos agora. Já passou das 13 horas. É melhor nos arrumarmos.
Santana grunhiu baixinho, arrancando uma risada de Brittany. A loura tentou levantar, mas fora impedida pelos braços firmes da namorada agarrando-se à sua cintura. Brittany riu e voltou a beijar os lábios carnudos da latina, deitando-se por cima dela. As mãos de Santana voltaram a percorrer o corpo de Brittany sem restrições e, num lapso de bom-senso, Brittany as afastou.
- Precisamos nos arrumar, meu amor. – Brittany disse, saltando da cama e recolhendo suas roupas. – E definitivamente precisamos arrumar esse quarto.
Santana sorriu e levantou-se, seguindo os passos da namorada. Em poucos minutos, ambas estavam vestidas e arrumando o quarto. Santana colocou suas coisas em cima de sua cama, para que ao menos assim parecesse que havia alguém dormindo lá. Arrumaram os livros, escrivaninha, armário e o banheiro. Quando por fim conseguiram pôr tudo em ordem, já passava das duas e meia.
- Merda! – Santana resmungou. – Britt, nós realmente devíamos descer agora. Minha mãe vai chegar daqui a pouco, e eu quero estar com Quinn quando isto acontecer.
A loura assentiu e inclinou-se para tomar os lábios de Santana para si. A morena sorriu e abraçou a cintura de Brittany contra si.
- Pronta? – Brittany perguntou.
- Não. – a morena admitiu com um suspiro. – Mas vamos lá.
As duas saíram do quarto e caminharam em direção ao saguão. Quinn e Rachel já as esperavam no local, como combinado. Quinn mexia nervosamente na barra de sua saia preta, e Rachel acariciava as costas da namorada discretamente.
- Até que enfim Lopez. – Quinn cumprimentou ironicamente. – Perderam a noção do tempo?
Brittany sentiu as bochechas queimarem e Santana apenas revirou os olhos.
- Estou aqui Fabray. – a morena respondeu. – Acho melhor vocês duas irem. Divirtam-se nos jogos.
Rachel fez uma careta e Brittany sorriu torto antes de roubar um rápido beijo da namorada. As duas garotas acenaram e saíram do saguão.
Santana começava a ficar cada vez mais nervosa. Antes estava mais controlada por ter Brittany ao seu lado, mas agora a ansiedade começava a atingi-la. A morena apertava as mãos uma na outra e mordia os lábios. Estava dando o seu máximo para manter-se calma, mas não estava funcionando.
Alguns longos minutos depois, Holly Holiday apareceu no saguão. Sua expressão era séria e uma ruga de preocupação tomara lugar em sua testa. Ela lançou um sorriso fraco para as meninas e fez sinal para que elas a acompanhassem.
Os passos ecoavam no corredor. Quinn sentia que suas pernas não aguentariam o peso de seu corpo por mais muito tempo. Santana mantinha-se estática, focando-se apenas em sua respiração e aonde colocava suas pernas. Chegaram em frente à porta e, com um suspiro pesado, a abriram.
O coração de Santana quase parou. Seus músculos ficaram rígidos e ela cerrou os punhos com força, fazendo os nós dos dedos ficarem brancos. À sua frente, um homem com cerca de cinquenta anos, cabelos escuros e profundos olhos verdes a encarava. Jason sorria cinicamente para ela, o que deixou seu corpo com uma raiva incontrolável. Ao lado dele, sua mãe, uma mulher da mesma faixa etária, com cabelos negros e olhos iguais aos de Santana a observava dos pés à cabeça. Mas o que prendia a maior parte da atenção de Santana não era nenhum dos dois. Uma menina magricela, com cerca de doze anos a encarava curiosamente. Era uma mini-Santana. Olhos escuros, cabelos negros e compridos, a mesma expressão.
- Annie. – Santana disse, um sorriso formando-se em seu rosto.
A menina sorriu de volta e correu até ela, jogando-se em seus braços. Santana apertou a pequena contra o peito e beijou o topo de sua cabeça. Annie abraçou o pescoço de Santana e enterrou a cabeça no ombro da irmã.
O casal as olhava sem demonstrar nenhuma emoção. Santana colocou a irmã no chão e voltou a fitar os dois.
- Vejo que você cresceu. – Jason disse, mantendo a expressão cínica no rosto.
- Hola madre. Jason. – Foi tudo o que ela conseguiu dizer.
Do outro lado, Russel Fabray fitava Quinn. A menina não sabia o que dizer ou o que fazer. Estava estática. Precisava de um empurrão, precisava de Rachel. Ela saberia como tirar Quinn de seu transe. Rachel sempre sabia o que se era certo a fazer.
Ela abriu a boca, mas nenhum som saiu. Queria dizer que estava com raiva, que ele era um monstro, ou que o odiava, mas não conseguiu. Não conseguia proferir tais palavras contra seu pai. Por mais que estivesse magoada e que soubesse que haviam certas feridas em aberto que nunca iriam se curar, ela simplesmente não pode. Ele era a sua família, no fim das contas.
- Quinn. – O homem falou.
- Oi, pai. – a menina respondeu, a voz quase em um sussurro.
Holly olhava para as famílias com dó das alunas. Precisava tirá-las dali o mais rápido possível. Mas para isso, seria preciso uma ideia.
- Bem, vejo que vocês tem muito que conversar. – ela disse ironicamente. – Mas agora, que tal um tour pelo colégio?
Fale com o autor