Notas iniciais
Oi. Eu vou viajar hoje de madrugada, então acho que não posto mais. Enfim, sem comentários sobre o Cory. Mas bem que eu queria que fosse mentira.
Obrigada pela recomendação:)

- Srta. Fabray?

A loira abriu um sorriso amarelo e ajeitou Beth em seus braços. A porta fora aberta e ela entrou no quarto amplo. Era muito diferente do dela. Uma cruz pregada na parede, uma cor clara nas paredes e uma janela ampla com um vaso de flor. Lembrava um lar, ou algo parecido. Era aconchegante.

- Srta. Fabray, o que posso fazer por você?

- Eu preciso de um favor. – Quinn falou, enquanto brincava com a alça da mochila rosa de Beth. – Eu preciso que a esconda aqui.

- U-u-uma criança?

- Beth, diga olá. – a loira pediu.

- Oi. — A menina cumprimentou com um sorriso envergonhado nos lábios.

Quinn mantinha os olhos na menina, ainda admirada com ela. Não conseguia acreditar que ela fosse sua filha. Muito menos de Puckerman. Parecia tão doce, tão o oposto dos pais.

- E-eu não sei se é uma boa ideia…

- Will, por favor… você disse que estava do nosso lado. – Quinn suplicou. – Eu a deixaria com a Srta. H ou até com Olivia, mas não é exatamente seguro. Aqui é mais isolado, não existe a menor chance de qualquer pessoa encontra-la.

- E-eu não sei, Srta. Fabray. – O padre gaguejou. — De quem é esta criança para começo de conversa, e por que eu preciso escondê-la?

- Ela é minha filha. – A loira explicou, fazendo o padre engolir em seco. – Shelby a salvou de meu pai quando ela nasceu, e nós nos reencontramos hoje. Meu pai não sabe que ela está viva, e nem pode saber. Por favor, eu preciso de sua ajuda. A família de Santana e a minha estarão vindo nos visitar esta semana, e eu preciso que alguém a proteja. Eu não sei o que eu faço, eu estou desesperada! Você foi a minha melhor opção, e mesmo que a fama de padres com crianças não seja das melhores, eu não tenho escolha Will. Por favor, só até eles irem embora. Eu preciso que você a mantenha a salvo.

- Eu vou ignorar o seu último comentário, Srta. Fabray. – Ele disse coçando o cabelo. – Ok, eu fico com ela. Mas eu não sei nada sobre crianças.

- Ela não é nenhum monstro, Will. Ela fala. – Quinn disse com um sorriso. – Obrigada.

O homem assentiu e tomou a mochila rosa das mãos da loira. Quinn ajoelhou-se e afastou os cabelos louros do rosto da filha.

- Beth, escute. – Ela pediu. – Você vai passar um tempo aqui na casa do tio Will, ok? Mas eu volto para te buscar. Eu prometo.

Dito isso, Quinn abraçou a menininha e beijou-lhe a testa. Deu um breve aceno para Will e preparava-se para sair quando sentiu Beth agarrar-se à sua perna.

- Tchau, mamãe.

Xxxxxxxxxxxx

Santana mantinha a cabeça deitada no peito de Brittany enquanto cantarolava baixinho. A loira apenas fechara os olhos e apreciava o som da voz de Santana dançando suavemente em seus ouvidos enquanto brincava com os cabelos da latina.

O repertório da morena era longo. Ela passara de The Beatles para Rihanna e de Maroon 5 para Coldplay. Brittany sorria com as músicas que a namorada cantarolava. Conhecia a maior parte, e em algumas até arriscava cantar junto. Mas em uma específica, sua voz travou na garganta e seu sorriso dobrou de tamanho.

I don’t mind spending every day

Around your corner in the pouring rain

Look for the girl with the broken smile

Ask her if she wants to stay a while

Brittany esperou que Santana terminasse de cantar a canção e a puxou para mais perto. A morena a olhava com um sorriso bobo no rosto, sabendo o que se passava na mente de Brittany.

- É a música do nosso…

- Primeiro beijo. – Santana completou.

- Eu estava nervosa. – Brittany confessou após alguns segundos. – Eu estava com medo de você não gostar de mim ou do beijo e depois não querer mais.

- Eu também fiquei nervosa. – Santana disse, acariciando o rosto da namorada. – Eu estava tão boba por você… eu achei que você não gostasse de mim, e eu fiquei com medo de que depois que eu me entregasse você passasse a me odiar.

- Impossível. – Brittany falou. – Eu nunca odiaria você. Eu acho que te amei desde o dia em que você entrou nesse quarto e acendeu a luz, me encontrando completamente descabelada e com cara de sono.

- Você parecia um anjo. – Santana retrucou, fazendo a namorada sorrir. – O anjo mais lindo que eu já tinha visto. Mesmo com o rosto inchado de tanto dormir, com o cabelo bagunçado e com uma carinha de sono. Eu te amo desde sempre, Britt-Britt. Acho que eu só precisava de um tempo para descobrir isso. E de um empurrão da Srta. H.

- Ela é a melhor. – Brittany concordou rindo.

- A melhor. – Santana repetiu.

As duas voltaram ao conforto do silêncio. Em poucos minutos, a voz de Santana voltou a ecoar no quarto. A mente da morena ainda estava um turbilhão, completamente confusa. Ela queria que aquela carta nunca tivesse chego. Queria que tudo não passasse de um pesadelo. Ela precisava proteger Brittany, e por mais que seus desejos internos fossem mantê-la por perto, ela não poderia se dar ao luxo de manter suas vontades egoístas na frente do bem-estar da namorada. Ela precisava afastar Brittany por um tempo. Para o bem das duas. Por mais que fosse contra a sua vontade, seria mais seguro assim. Talvez assim, ela estivesse a salvo. Talvez assim, elas conseguissem ficar juntas no final.

Uma lágrima solitária escorreu pela bochecha de Santana. Brittany observou a grossa gota caindo no cobertor, mas não teve forças para afastá-la. Não conseguiria entrar na bolha de Santana, não podia perturbar ainda mais a inquietude que a mente da latina se encontrava.

A voz de Santana ecoou no quarto, um último verso, uma última música. Nunca uma música parecera tão certa para o momento, nunca uma estrofe parecera tão precisa.

Nobody said it was easy

Oh it’s such a shame for us to part

Nobody said it was easy

No one ever said it would be this hard

Oh take me back to the start

Notas finais
Eu quero o Cory de volta:(