Notas iniciais
Boa noite! Vocês me convenceram que não ficou tão ruim o cap. anterior, mas isso não significa que eu vá fazer outras cenas assim! Só esclarecendo, hahahah. Boa leitura.

O sol pairava alto no céu. Era uma manhã de sábado, próximo ao meio-dia, o que significa que não haveria aulas. Santana acordou em meio a um emaranhado de pernas e braços, com a cabeça repousando no peito frio de Brittany. Santana esboçou um pequeno sorriso e deitou-se por cima da loira, de maneira que pudesse ver seu rosto. Brittany dormia profundamente, com os lábios entreabertos e um sorriso involuntário no rosto. Santana inclinou-se e beijou o nariz gelado da menina, seguindo para suas bochechas, sua testa e seu queixo, onde depositou uma pequena mordida. Brittany sorriu, com os olhos azuis ainda fechados, e envolveu a cintura de Santana em um abraço apertado.

- Bom dia, princesa – Brittany murmurou, beijando a nuca da namorada.

- Bom dia, loirinha – Santana respondeu, aconchegando-se no peito da loira novamente.

Brittany afagou os cabelos escuros e fechou os olhos por alguns momentos. Flashes da noite passada voltaram em sua mente e um sorriso involuntário formou-se nos lábios da loira. Santana compartilhava das mesmas memórias e do mesmo sorriso, aconchegada na mesma posição em que adormecera.

- Que horas são? – Brittany murmurou, voltando parte da atenção para o sol já alto no céu.

- Não sei. Perto do meio-dia, eu acho. – Santana respondeu, sentando-se na cama – O que significa que perdemos o café e que Quinn vai vir nos infernizar em, eu diria, dez minutos.

Brittany riu e levantou da cama, abraçada na cintura da latina. As duas começaram a vestir-se e a se arrumarem para descer. Santana penteava os cabelos distraidamente, quando seus olhos fixaram-se em uma forte mancha vermelha no pescoço pálido de Brittany.

- Britt... – A morena chamou – É melhor deixar o cabelo solto.

- Ahn? Por quê? – A loira perguntou, virando-se para Santana.

- O seu pescoço... Eu acho que marquei sem querer – Santana respondeu com um sorriso travesso nascendo em seus lábios.

Brittany voltou os olhos para o próprio pescoço e visualizou a grande marca vermelha, arregalando os olhos. Por fim, apenas riu e soltou os cabelos louros do rabo de cavalo habitual, deixando-os cair pelos ombros. Santana abraçou o pescoço da loira e inclinou-se para beijar seus lábios, quando ouviu a porta do quarto bater e uma voz invadir o quarto.

- Estou entrando! É melhor estarem no mínimo vestidas! – Quinn gritou.

Brittany soltou uma sonora gargalhada e puxou Santana pela mão para fora do banheiro. Quinn estava com Rachel sentada na beirada da cama que há algum tempo era habitada por Santana. Brittany az cumprimentou com um sorriso e Santana fez apenas uma careta.

- Bom dia, belas adormecidas. – Quinn cumprimentou – Perderam o café, então pensei com os meus botões, por que não passar aqui e verificar se elas ainda estão vivas? Ah, e supus que depois de ontem vocês fossem estar morrendo de fome, então traficamos comida para vocês.

Santana corou furiosamente, mas estendeu a mão para pegar os sanduíches que Quinn oferecia. Sentou-se ao lado de Brittany e começou a comer silenciosamente, apenas ouvindo a discussão das três. Brittany percebeu o silêncio da latina e abraçou sua cintura, puxando-a para mais perto de si. Santana aceitou o abraço e deitou a cabeça no ombro da loira, mas continuou sem proferir uma palavra.

Mais perto do meio-dia, Quinn e Rachel saíram do quarto das meninas para descerem ao refeitório. Santana e Brittany ficaram para trás, dizendo que precisavam terminar de se arrumar. Brittany abraçou a morena pela cintura e beijou a sua nuca, fazendo com que ela sorrisse.

- O que há de errado? – Brittany perguntou, sussurrando no ouvido da namorada.

- Nada, Britt. Só estou cansada. – A morena respondeu, dando de ombros e afastando-se do abraço.

Brittany apertou a cintura de Santana mais firmemente, fazendo com que ela virasse para encarar as íris azuis. Brittany tinha uma sobrancelha arqueada e uma ruga de preocupação no meio da testa. Santana abriu um meio sorriso e ficou na ponta dos pés para beijar a loira. Brittany não se moveu, apenas esperou a namorada afastar-se e voltou a fita-la com os olhos sérios. Santana tentou mais uma vez soltar-se do abraço, mas Brittany apenas a puxou de volta para a cama, sentando-se ao lado da morena.

- Não minta para mim, Santana. – Brittany disse, usando um tom autoritário que a morena nunca ouvira antes – Eu sei que tem alguma coisa errada. Você mal abriu a boca enquanto as meninas estavam aqui. Deixa eu te ajudar, me diz o que há de errado.

- Não tem nada errado, Britt-Britt. Sério. – Santana mentiu, tentando desviar a atenção da loira.

Brittany suspirou, sem se dar por vencida.

- Quando duas pessoas fazem sexo, não significa alguma coisa. É só sexo, sabe? Mas quando elas fazem amor, é diferente. É porque realmente tem alguma coisa especial entre elas, é porque elas querem construir alguma coisa, é porque elas se amam. É porque tem outro sentimento chamado confiança no meio disso tudo. Então me diz, o que foi que nós fizemos ontem a noite? Eu preciso saber se significou para você o mesmo que significou para mim. – Brittany disse fitando os olhos escuros a cada palavra dita.

Santana não disse nada, apenas ficou fitando as próprias mãos. Brittany balançou a cabeça e levantou da cama, caminhando em direção à porta.

- Britt, espera. – Santana chamou, fazendo a loira parar na porta.

- Eu já entendi – Brittany disse friamente.

- Eu amo você. – Santana disse, aproximando-se e segurando a cintura da loira – E você sabe que significou a mesma coisa para mim. Eu fiz amor com você porque eu te amo, e você sabe muito bem disso. Não vá embora.

- Você confia em mim? – Brittany perguntou, virando-se para Santana.

- Óbvio que sim.

- Então me diz o que há de errado com você.

Santana segurou as mãos de Brittany e puxou-a de volta para a cama. A morena sentou-se, pousando as mãos da namorada em seu colo.

- Eu só... Eu estava pensando, o que você vai fazer quando nós nos formarmos? – Santana perguntou.

- Não me diga que você quer que eu faça faculdade. Você sabe muito bem que eu...

- Não é isso, Britt. Para onde você vai? – Santana perguntou, reformulando a questão anterior.

- Eu não sei bem. NY eu acho, vou ver quanto dinheiro eu tenho na minha conta e depois vou procurar um emprego como professora de dança. – Brittany respondeu – Mas por que a pergunta?

- E o que vai ser de nós quando sairmos daqui, Britt? – Santana perguntou – Porque, sinceramente, eu não tenho a menor ideia de para onde eu vou ou do que eu vou fazer. E eu não quero te forçar a fazer nada que você não queira por minha causa. Eu só tenho medo do futuro, porque eu não consigo ver nada a frente que me tenha. Era isso que havia de errado.

Brittany puxou Santana para mais perto, acariciando seu rosto.

- Santana, eu só vejo o meu futuro com você. O meu futuro, o nosso futuro, é lado a lado. É normal você estar insegura, San. Eu também ficava assim, mas passa. Você vai achar alguma coisa que seja a sua cara, que você consiga se encaixar. E independente do que seja, eu vou estar com você. Eu vou te ajudar a descobrir alguma coisa que te faça feliz. Não importa quanto tempo demore, não importa quantas vezes você tenha que tentar, eu vou estar ao seu lado, sempre te apoiando. Não há a menor possibilidade de você se livrar de mim. – Brittany completou com um sorriso.

Santana retribuiu o sorriso, sentindo uma bigorna levantar de seu peito. Afastou uma lágrima solitária que rolava por sua bochecha e aproximou-se de Brittany.

- Eu te amo tanto, Brittany – Santana sussurrou, abraçando-se ao pescoço da loira.

- Eu te amo ainda mais – Brittany respondeu – Mas eu realmente estou com fome agora. Você me deixou exausta, Santana Lopez.

Santana gargalhou e estendeu a mão para Brittany, descendo junto da loira ao refeitório.

Notas finais
Aprovado?