Colégio Interno - Brittana
39 Conversas
Notas iniciais
Santana entrou no quarto e trancou a porta. Esperou que Brittany puxasse a sua cintura e a beijasse, como sempre fazia. Mas ela não o fez. Quando se virou, encontrou Brittany a observando timidamente. Sorriu para ela e estendeu os braços, puxando a loira pelo pescoço. Brittany agarrou a cintura de Santana e tomou seus lábios com urgência. No meio do beijo, Brittany tropeçou nos pés de Santana e caiu na cama, levando a morena com sigo.
Santana gargalhou do vermelhão no rosto da loira e pôs-se a beijar toda a extensão de seu rosto. Brittany riu e ajeitou-se melhor na cama, puxando Santana para cima de seu corpo. As duas se encararam por um breve momento, sem trocar nenhuma palavra, apenas com sorrisos em seus rostos. De repente, um raio cortou os céus, seguido de um estrondoso trovão. Brittany encolheu-se na cama e escondeu o rosto no pescoço de Santana. A morena beijou o topo dos cabelos louros antes de levantar-se da cama e caminhar em direção ao banheiro.
Brittany encolheu os ombros ao ver a morena sair, mas por fim começou a trocar de roupa e vestiu seu pijama. Deitou-se e fechou os olhos com força ao ouvir outro trovão mais alto. Odiava dias de tempestade, sempre se assustava com os sons altíssimos produzidos por ela.
Tentava inutilmente pegar no sono quando sentiu sua cama pesar. Abriu os olhos azuis e deparou-se com Santana ajeitando-se na cama ao seu lado.
- O quê está fazendo? – Brittany perguntou enquanto a morena a puxava para deitar em seu peito.
- Dormindo com a minha namorada que tem medo de temporais? – Santana retrucou com um meio sorriso. – Posso?
- C-c-claro que sim. – Brittany apressou-se em responder.
Santana riu da gagueira da loira e afagou seus cabelos ondulados, esperando que ela pegasse no sono antes de poder descansar novamente.
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Santana foi acordada com fortes batidas na porta. A chuva ainda era forte do lado de fora, e não dava sinais que pararia tão cedo. As batidas aumentaram, acordando Brittany. As duas levantaram-se juntas da cama e caminharam até a porta, deparando-se com Quinn já arrumada para as aulas.
- Vocês deram sorte que faltou luz hoje. – a loira disse. – Francamente, já são dez horas. Pretendiam dormir o dia inteiro?
Santana abriu a boca para responder, mas calou-se. Não era a primeira vez que dormiam demais.
- De qualquer maneira, eu trouxe um presente para vocês. – Quinn disse puxando o gato de sua mochila. – Mais cuidado da próxima vez, Britt.
- Lord Tubbington! – Brittany gritou alegre, erguendo os braços para pegar o animal.
Quinn sorriu com a alegria de Brittany e puxou a amiga para o corredor.
- Sabe que não pode mantê-lo no quarto. – A loira disse à Santana.
- Sei. E já sei o que fazer com ele. Não se preocupe, Q. – Santana respondeu.
Assim que ela virou-se para voltar ao quarto, Quinn segurou em seu braço. Santana virou-se novamente para encarar a amiga.
- Vocês estão bem? – Quinn perguntou.
- Ah, sim. A Megera deu seis chibatadas em cada uma, mas sobrevivemos. – Santana respondeu vagamente.
- Bom saber, eu acho. Mas não foi isso que eu quis dizer. Vocês estão bem... Como antes? – Quinn explicou.
- Não. Na medida do possível, mas não completamente. – Santana respondeu. – Eu a amo, mas... Sei lá, Fabray. É difícil.
- Mas vocês vão ficar bem? – Quinn disse.
- Vamos. Sempre ficamos.
Quinn assentiu e acenou para a amiga, saindo do quarto. Santana voltou e fechou a porta silenciosamente, deparando-se com Brittany conversando com o gato, baixinho.
- ... E ela é especial, Lord T. Não estranhe a sua outra mamãe agora, ela ainda está triste comigo. Eu fiz uma coisa muito ruim sem querer, então não a aborreça. Eu a amo muito mesmo, Lord T. E e-eu quero que ela me ame novamente, então nós três vamos poder voltar a ser uma família feliz. Seja bonzinho com a mamãe, ok?
Santana escorou-se na parede por alguns minutos e ficou ouvindo a conversa dos dois. Caminhou lentamente em direção à Brittany e abraçou sua cintura, depositando o queixo em seu ombro. A loira virou-se surpresa e corou instantaneamente, fazendo Santana sorrir.
- Há quanto tempo está ouvindo? – Brittany perguntou em um sussurro.
- Um pouquinho. – Santana respondeu no mesmo tom, puxando o rosto de Brittany e capturando seus lábios.
Brittany virou-se para abraçar melhor Santana e escondeu o rosto em seu pescoço. Santana enterrou a mão nos cabelos louros e pôs-se a acaricia-los.
- Eu não estou triste, Britt-Britt. – Santana murmurou no ouvido da loira.
- N-n-não? – Brittany gaguejou.
- Claro que não. Você é perfeita. – Santana respondeu com um sorriso.
Brittany retribuiu o mesmo, inclinando-se para beijar a namorada. Santana perdeu-se por alguns momentos nos olhos azuis da loira, mas depois um estalo ocorreu em sua mente.
- Britt, Lord Tubbington não pode ficar aqui. – Ela falou, ajudando a namorada a levantar. – Eu não duvido que elas venham revistar o nosso quarto mais seguido agora, é muito arriscado.
- Mas San, onde ele vai ficar? – Brittany perguntou com um olhar magoado.
- Ei, não faz essa carinha. – Santana disse apertando as bochechas da loira. – Vamos leva-lo para a sala do coral. Você pode ir vê-lo quando quiser, Britt-Britt.
- Promete?
- Prometo.
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Olivia acordou com insistentes batidas na porta. Já passara das duas da manhã, então demorou alguns instantes para acordar.
Saltou da cama e correu para a porta, deparando-se com Holly Holiday. A mulher estava com o nariz vermelho e os olhos inchados. A enfermeira sorriu e abriu passagem para a mulher.
- Temos que parar de nos encontrarmos assim, Srta. Holiday. – Olivia observou com um sorriso.
- Concordo plenamente, Olivia. – A mulher disse após um alto espirro. – Sinto por aparecer novamente, mas acho que só você pode me curar mesmo.
- Tudo bem. – a mulher respondeu – Estou aqui para ajudar de qualquer maneira.
Holly não esperou um convite para encaminhar-se a uma das camas. Deitou-se e esperou que a enfermeira voltasse com algum tipo de remédio.
- Sempre a da janela... – Olivia comentou, referindo-se à cama.
- Sempre. – Holly concordou com um sorriso.
Olivia entregou uma pílula à loira e uma caneca com um chá quente. Holly agradeceu com um sorriso e sorveu a bebida lentamente, apreciando o calor que preenchia seu corpo. Olivia a observava com um olhar desconfortável, atiçando a curiosidade da professora.
- Olivia, quer me dizer o que está pensando? – A loira perguntou, deixando a caneca de lado.
- D-d-desculpe? – A mulher gaguejou.
- Sei que algo está correndo pela sua cabeça neste momento, o que é? – Holly insistiu, fazendo a mulher suspirar.
A mulher abriu um sorriso amarelo para a professora e aproximou-se um pouco mais.
- Você me lembra do meu marido. – Olivia explicou.
- Perdão? – Holly retrucou. – Hm, isso é algo bom ou ruim?
- Não decidi ainda. – A morena retrucou.
- O que exatamente eu tenho que te lembra dele? Não quero ser grossa, mas eu estou no melhor dos quarenta, e você tem o quê? Trinta e dois, trinta e três? Seu marido deveria ter bem menos do que eu, estou certa? Não vejo muito que poderíamos ter em comum.
- Confie em mim, vocês tem. – Olivia garantiu – O jeito que você fala, que você se mexe... O jeito que me faz sentir.
A morena calou-se abruptamente, certa de que falara demais. Holly franziu as sobrancelhas confusa, como se esperasse que ela continuasse.
- Eu... Eu acho que estou me apaixonando por você, Srta. Holiday.
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