Notas iniciais
Como prometido, mais um capítulo. Boa leitura!

Santana, Quinn e Rachel ficaram mais meia-hora na enfermaria até que Brittany fosse liberada. As quatro subiram ao quarto 689 e trancaram a porta assim que entraram. Santana deitou ao lado de Brittany na cama da loira, enquanto Rachel e Quinn sentaram na outra cama. O silêncio instalou-se no quarto, até Quinn tomar a palavra.

- O que nós vamos fazer?

- Eu não sei. – Brittany respondeu. – Mas Holly está certa. San e eu não temos sido exatamente discretas.

- E agora temos mais a Megera na nossa cola. – Rachel completou. – É muita gente nos vigiando. Tem que ter alguma coisa que possamos fazer.

O silêncio predominou no quarto mais uma vez. Santana encostou a cabeça no peito da namorada e fechou os olhos. Sentia como se Brittany fizesse seu corpo relaxar novamente.

- Eu tenho uma ideia, na verdade. – Brittany falou, após alguns momentos calada. – Só não sei se você vai gostar muito dela, San.

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Holly massageou as têmporas enquanto tentava se acalmar. Havia sido expulsa da enfermaria, e isso só a irritava ainda mais.

Poucos minutos depois, ouviu batidas insistentes na porta. Abriu e deparou-se com Olivia, olhando-a com receio.

- Posso entrar? – a morena perguntou.

A professora não respondeu, apenas deu as costas e voltou para a cama. Olivia a seguiu, sentando na beira do colchão e esperando que a mulher mais velha tomasse a palavra.

- Você não tinha o direito de me tirar de perto dela. – Holly falou após alguns momentos em silêncio, tentando controlar a irritação na voz.

- Você só estava piorando as coisas, Holly. – Olivia respondeu suavemente. – Foi melhor assim.

- Eu estava piorando as coisas? – A professora se exaltou. – Pelo amor de deus! Elas estavam sendo descuidadas, Olivia!

- Eu não estou dizendo que elas não estavam, só estou dizendo que gritar com elas não vai resolver nenhum problema. – A morena retrucou.

- Isso não é da sua conta. – A mulher respondeu ríspida. – Brittany é quase uma filha para mim. Eu sei o jeito que eu devo falar com ela.

- Holly, ela estava com medo de você! – Olivia gritou. – Seja racional!

- Eu estava sendo racional! Até que eu fui expulsa da porra da enfermaria por você! Mas que merda! Pare de se meter na minha família e cuide da sua!

Holly arrependeu-se das próprias palavras no instante em que viu os olhos castanhos de Olivia se enxerem de lágrimas. A morena deu as costas e saiu do quarto, batendo a porta. Holly enterrou a cabeça nas mãos e ficou em silêncio, se odiando por cada palavra dita.

Não conseguiu ficar no próprio quarto por muito mais tempo. Não passaria a noite brigada com Olivia. Não conseguiria. Não podia. Caminhou com passos largos até a enfermaria, mas, como já esperava, ela não estava lá. Começou a correr em direção ao quarto da morena, esperando encontra-la lá. Bateu na porta algumas vezes, mas ninguém abriu.

Holly deu a volta na escola buscando a enfermeira, mas não a achou. Pensou por alguns minutos onde ela poderia estar e um único lugar a ocorreu. O jardim.

Correu para lá o mais rápido que suas pernas permitiam, ignorando os olhares insatisfeitos das irmãs. Um sorriso fraco apareceu em seus lábios ao perceber que estava certa. Olivia estava sentada num banco, de costas para ela. Mesmo assim, Holly podia dizer que ela havia chorado.

- Posso? – a loira perguntou, a voz mal passando de um sussurro. Olivia apenas assentiu, sem olhar diretamente para ela.

- Eu não quis dizer nada daquilo. – Holly murmurou.

- Eu sei.

- Não, não sabe. – a professora cortou. – Eu fiquei com raiva de Brittany e Santana, com raiva de mim por ter brigado com elas e fiquei chateada porque você me expulsou de lá.

- Você já disse isso.

- E você estava certa. – A loira continuou. – É só que… ninguém parecia estar ligando que elas estavam se expondo assim, e nem você pareceu se importar, e eu te amo tanto que doeu quando você me expulsou da enfermaria. E eu fui uma idiota por te dizer que você não era parte da minha família, porque você é…

Olivia segurou o rosto da mulher e a beijou. Holly se surpreendeu, mas não a afastou.

- Diz de novo? – A morena pediu.

- Que eu sou uma idiota? – a professora retrucou, arqueando uma sobrancelha.

- Não, um pouco antes.

- Eu disse que… — os olhos castanhos de Olivia brilharam, assim como os da loira. – eu disse que eu amo você.

Mais um beijo. Holly abraçou a cintura da morena e enterrou o rosto no pescoço da mulher.

- Eu também amo você.

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- Não. – Santana disse decidida. – Não, não e não!

- Mas San, pode ser a única opção! – Brittany protestou.

- Não, Britt! – A latina cortou, irritada. – Isso já é de mais. Pense em qualquer outra coisa, menos isso. Você é genial, e eu amo você. Mas não tem a menor possibilidade de nós sequer cogitarmos fazer isso.

- Deixa de ser cabeça dura, Lopez. – Quinn reclamou. – É uma ideia boa, e pode dar certo.

- Não!

Brittany suspirou e abraçou a cintura da namorada, fazendo-a relaxar em seus braços. Santana inclinou a cabeça para trás e Brittany capturou seus lábios, fazendo com que ela sorrisse.

- Nós ainda estamos aqui! – Quinn protestou, fazendo Brittany corar.

Santana revirou os olhos e deitou no colo da loira. Brittany começou a acariciar seus cabelos, enquanto a morena se controlava apenas na própria respiração.

- Eu ainda acho uma boa ideia. – Quinn resmungou.

- Se fosse a Berry, você ia mudar de opinião rapidinho. – Santana rosnou de volta.

- Ok! – Brittany interrompeu. – Eu já entendi que nós não vamos fazer isso, e tudo bem. Nós podemos pensar em outra coisa. É só que… bom, eu achei que pudesse funcionar.

- Não. – Santana retrucou. – Vamos pensar em outra coisa. Qualquer outra coisa, pelo amor de deus.

- Eu não sei se temos tempo, San. – Brittany murmurou. – Eu só não quero perder você.

Santana sentiu as mãos da namorada apertarem seus ombros e então voltou a sentar ao seu lado. Massageou as têmporas e voltou-se para Brittany, com uma expressão de derrota no rosto.

- Tudo bem. – Santana murmurou.

- O quê? – Quinn exclamou, sem acreditar no que ouvia.

- Tudo bem. – A morena voltou a dizer. – Nós vamos tentar isso. Mas eu tenho as minhas condições.

Notas finais
E ai, o que acharam?