Colégio Interno

30 Tretas - o início.


— Me prepara um café? – pediu Gabriel, pendurando-se em minha perna.

— Por quê?

— Pra ele calar a boca – resmungou Nogueira, me abraçando e me fazendo rir.

— Ok, é um bom motivo.

Levantei-me, preparei o café de Gabriel e o meu e me sentei no sofá. Gustavo aninhou-se em meu colo, me fazendo rir e beijar sua testa.

— Vem buscar, praga.

— Ok!

E ele “caiu”. Jogou-se da minha cama no chão e veio se arrastando até mim. Entreguei-lhe o café e Bruna levantou-se, encarando-o.

— Mas que porra aconteceu com essa criança?

— Eu to bebendo café!

— Ele não parece bem – disse Lucas, encarando-o e levantando-se, desviando de uma Heloise ainda adormecida.

— Ah, eu experimentei uns dois golinhos da sua vodka...

— Você encostou essa tua boca imunda na minha garrafa de vodka?! – gritei.

— Pronto, fudeu – disse Bruna, levantando-se e caminhando até o banheiro.

— Mas o quê...?

Eu já não tinha vodka. Daí aparecia um filho da puta e babava no gargalo da minha! Não se baba no gargalo alheio, mas será possível que a mãe dele nunca o ensinou isso, não? Respirei fundo, massageando as têmporas e me soltando delicadamente de Gustavo, abraçando minhas próprias pernas.

— Mandie, pequena, me perdoa!

— Achei que você a odiasse – disse Natalie.

— Ah, vá pra puta que pariu, você também. Eu não a odeio e não acho que você seja burra o suficiente para achar que sim – disse ele, fitando-a. parecia ter recuperado a sobriedade de um minuto para o outro – Cara. Eu fiquei com você, primeiramente, porque você é gostosa. Depois de um tempo, eu precisava de algo pra esquecer a Amanda, porque ela não gostava de mim. Sabe o que você é? Distração. Sexo fácil. Não passa disso.

Seus olhos triplicaram e a qualquer momento, as lágrimas transbordariam. Rapidamente, me soltei de Gabriel e peguei meu livro, voltando pra minha cama. Como eu sei que sobraria pra mim...

— Sabe de uma coisa? Isso é culpa sua, Amanda! – gritou ela – Eu tava muito bem até você resolver chegar aqui. Eu estava muito bem com o Gabriel, até você, sua vagabunda, apare...

— Como é que é? Você me chamou de quê?