Colégio Interno
20 Exceção à regra.
Notas iniciais
— O idiota que você mais ama no mundo? – sussurrou, olhando em meus olhos e mordendo os lábios.
— Isso tá errado – resmunguei – E a Natalie, idiota?
— Amanda, eu não sei que merda eu to fazendo com ela, mas o caso é que você a odeia, ela te odeia e eu amo você.
— Foda-se – disse, tentando convencer a mim mesma – Você namora.
— E eu não to nem aí pra ela.
E ele tentou me beijar de novo, mas coloquei a mão em seu peito. Aquilo era errado. Errado demais até pra mim.
— Não. – sussurrei. Livrei-me de Gabriel e saí caminhando pelo campus.
— Ande você vai?
— Não sei.
— Eu vou junto.
Rolei os olhos, desacreditando da cara de pau dessa criatura, que sal me arrastando até a cafeteria e tirou a carteira do bolso.
— E aí, pequena? O que vai querer?
— Pequena – murmurei com desdém – Ok, que seja. Recusar sempre é pior. Eu quero o de sempre.
— Dois cappuccinos e quatro croissants, si vous plait — murmurou para a garçonete, sorrindo doce.
Ele pediu, pagou e me entregou a sacola. Caminhou comigo até encontrar um banco e se sentou de lado, abrindo as pernas e indicando o meio delas para que eu me encostasse. Daí eu encostaria a cabeça em seu ombro, cantaria “My heart will go on” e viveríamos felizes para sempre.
— Não – disse, séria.
— Por favor, Mandie, o que custa? Poxa, eu lhe paguei um lanche!
— Quer o dinheiro de volta?
— Você ainda não entendeu que tudo o que eu quero é você?
Rolei os olhos, porém senti minhas bochechas ferverem. Gabriel sorriu e as apertou levemente, mordendo os lábios.
— Admite.
— O que?
— Que você, no mínimo, sente atração física por mim – sussurrou.
— Com certeza – ironizei – Lhe desejo loucamente.
— Sabe que toda ironia esconde uma verdade, né.
— E eu sou exceção à regra.
— E é por isso que eu te amo.
Ele veio me abraçar e eu desviei de maneira sutil.
— Vai desviar mesmo? – sussurrou, aproximando-se devagar enquanto eu andava para trás, até que, num movimento brusco e extremamente ágil, ele me puxou para si – Diz isso agora.
— Não – sussurrei.
— Dizer o quê?! – interrompeu Natalie.
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