Colégio Interno

54 Declarações, beijos longos e Ivan


Notas iniciais
Mini capitulo surpresa! Esse é curto pra vocês ficarem curiosas a respeito do que aconteceu aqui agora kk Ah, vou pedir a mesma coisa que pedi na outra fic: comentem, mes amours! Preciso ter um feedback vindo de vocês mesmo que eu não poste muito!

Já estávamos todos podres de bêbados antes mesmo do fim da primeira hora do jogo. Luke já havia quase espancado o garoto novo, Lisandra havia beijado Chloe e eu, Desirèe e Bruna havíamos dado um selinho triplo. A certa hora do jogo, a garrafa parou entre Rodrigo e Gustavo. Meu irmão soltou uma grande e melódica risada.

— Você já gastou seu número de verdades por essa partida, querido Nogueira – disse, sorrindo malicioso – Eu te desafio a beijar a garota que você ama. E antes disso, declarar-se a ela.

— Quanto você bebeu?! – perguntou Thiago, jogando seu chinelo em Rodrigo – Cara, para com isso. Você não precisa...

— Foda-se – disse Gustavo, levemente alterado – Eu to guardando isso há tempo demais. To guardando isso desde a porra do dia em que você o beijou e eu vi. Dói vê-lo com você e não comigo. Dói saber que ele pode te chamar de “minha” e eu não, Amanda. Caralho, eu te amo desde aquele maldito dia em que a gente passou toda a tarde juntos falando bosta. Foi maravilhoso e eu soube naquele dia que eu não gostaria de ninguém tanto quanto gosto de você.

“Não posso pedir pra que a gente tenha nosso conto de fadas agora que você namora, mas ok! Eu posso, ao menos, te dar o último beijo”

Não soube como reagir quando ele me beijou. Foi um misto de sensações; em sua maior parte, muito boas, por sinal. Senti-me na obrigação de empurrá-lo delicadamente ao sentir que deveríamos encerrar por aqui.

Senti os olhares de todos os presentes em cima de mim e minhas bochechas começando a ganhar um rubor indesejado. Cocei a nuca e fitei Gabriel, que não esboçava reação alguma àquele fato. Mas eu sabia como ele se sentia, e me sentia péssima por isso também.

— Desculpe – sussurrei, beijando delicadamente sua testa – Eu te amo.

Ele apenas balançou a cabeça positivamente e me beijou. Um beijo incrivelmente demorado, como se estivesse mostrando a todos os presentes de que eu era dele e só dele e aquilo não mudaria devido a um jogo bobo.

Acho que ele estava tentando provar aquilo mais a si mesmo do que aos outros.

Depois daquilo, não lembro de muitas coisas do jogo, o que é péssimo.

Lembro-me apenas de acordar no meio da madrugada, deitada na cama com... Ivan?!