Notas iniciais
Amo escrever sobre o Hakuouki, meu anime favorito e que sou apaixonada. Obrigada a quem irá ler. Boa leitura.

Hajime Saitou se encontrava sentado em baixo de uma árvore, a espada estava depositada de forma confortável sobre seu colo, os olhos encontravam-se perdidos em alguma parte daquele céu perfeito. Poderia ser perfeito para todas as pessoas, menos para ele naquele momento, pois um pouco antes de se dirigir aquele local acabará sem querer ouvindo a conversa de Okita Souji com Yukimura Chizuru, descobrirá que ele tinha uma doença que jamais poderia ser curada, tuberculose. Preferia mil vezes ou mil espadas atravessando-lhe o corpo do que ter descoberto, sem ter a intenção, algo que não lhe agradava nem um pouco, já não se sentia tão útil e agora, naquele momento, se sentia um nada.

– H-A-J-I-M-E-san! — A voz debochada de Okita o despertou de seus pensamentos.

Os olhos azuis se voltaram para o outro a sua frente, que parecia perfeitamente bem, porém sabia da verdade. Ele esconderia aquilo até onde desse, até onde aguentasse. Hajime sempre fora bom em esconder o que sentia, homem de poucas palavras desde jovem, sempre julgou que precisava de somente sua espada e um doujo, porém isso mudou quando conheceu aquele a quem estava a sua frente.

– Parece perdido, Hajime-san. — Novamente o ar debochado tomava conta do outro.

– Não estou. — A atenção do outro fora voltado a espada que ainda estava em seu colo e então a pegou, a colocando dentro da bainha. Não estava com a devida paciência para cuidar da mesma. — O que quer?

– Oh, Hajime-san de mau humor, isso é algo raro. — Então o mesmo aproximou o rosto do outro, sorrindo forma debochada. — Não dormiu bem?

Ignorando a pergunta, ergueu-se de forma brusca e adentrou a base, indo em direção onde todos jantavam juntos. Toudou e Yukimura estavam preparando as coisas para o jantar, ambos pareciam surpresos ao avistarem o outro parado em frente a porta.

– Hajime-san, que ar sombrio é este que lhe acompanha? — Toudou se aproximou do outro e o mesmo levou uma cutucada um tanto forte com a bainha da espada do outro. — Maldito! — O outro gemeu e o então estressado Hajime virou as costas para ambos.

Andou por toda a base afim de encontrar um lugar de paz até que, se cansou, escorando-se contra a porta de seu próprio quarto, ainda mantinha-se perdido em pensamentos. Quando se dera conta de seus sentimentos 'amorosos' para outro do mesmo sexo? Não sabia responder tal pergunta, porém preferia não ter que falar e se lembrar de tal coisa, aquilo lhe causava algo que não sabia definir. Onde já se vira, dois homens juntos!

– Isso só pode ser brincadeira! — Deixou que seus pensamentos fossem expressados nessa pequena frase, que fora ouvida por um outro que havia chegado ali e até então, não notará sua presença.

– Aconteceu algo, Hajime-san? — Outra coisa que tentava inutilmente entender era o maldito motivo por ele sempre falar seu nome em um tom debochado. Apenas o olhou pelo canto do olho e voltou sua atenção para qualquer ponto a sua frente, estava nevando e a neve era algo que sempre apreciava. — Levarei isto como um sim.

O silêncio entre ambos foi instalado. Hajime estava olhando para os flocos de neve que caia lentamente sobre as plantas, estavam adentrando no inverno, sua estação do ano favorita. Fechou os olhos e deixou que seu corpo aproveitasse aquele momento de paz, talvez o único que teria desde aquele momento.

– Acredito que seja melhor irmos jantar ou a Chizuru-chan pensará que eu lhe sequestrei para algum local indevido.

– E tem essa intenção? — A pergunta sairá mais rápido do que pôde notar e então observou o mesmo, não era de fato, algo para se sentir envergonhado.

– Nunca se sabe. — O mesmo já havia virado as costas e seguiu em direção a ala onde todos jantavam, logo então seguiu o mesmo.

Depois daquela última conversa, nada entre ambos fora diferente, Hajime não contou a ninguém que sabia que ele tinha tuberculose, logo tudo a veio a tona, juntamente com a noticia de que o estado dele estava apenas piorando e o que acabou por piorar, de vez com sua saúde, fora o oshimizu que tomará, acreditando na mentira de Kaoro. Tivera imensa vontade de pegar todas as coisas e jogar-lhe em direção daquela oni maldita, que havia terminado de piorar o estado de saúde daquele que queria tanto que sobrevivesse mais tempo. Fechando os olhos, encontrou sua calma novamente e então passou a agir como normalmente agia, pedindo a Hijikata missões, pois queria se manter ocupado, o mesmo não lhe perguntou o motivo e lhe dava quase todas as missões, das mais fáceis as mais difíceis. Não se importava com aquilo, apenas queria ficar o mais longe possível, não queria ver o outro se aproximando cada vez mais de seu terrível final, não queria ver e saber que nada poderia fazer.

Depois de um tempo, quando fora buscar o reforço que o Hijikata havia pedido, já que quase todos do Shinsegumi, ou haviam sido mortos ou haviam os deixado, ficará sabendo que Okita Souji havia morrido em batalha, aquilo lhe trouxe um enorme vazio no peito e então resolveu proteger outras pessoas além do shinsengumi, tanto é que sua derrota fora feita no campo de batalha, porém, morrerá com honra, protegendo aquilo que para si tornou-se importante em pouco tempo.

Notas finais
Bem, eu realmente amo o Hajime Saitou, meu personagem favorito. Mesmo que eu veja outros animes, ele continuara sendo meu personagem favorito. Eu espero que gostem, pois eu realmente amei faze-la com todo o meu coração para vocês.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!