Coisas que eu queria dizer, mas nunca disse.
1 Um ano atrás
11/04/2016
Primeiramente, me acho tão idiota por comemorar a data de um ano desde que comecei a namorar meu primeiro grande amor... Espera, acho que faltam algumas aspas nisso: “comemorar”/ “namorar”/ “grande amor”.
Talvez eu devesse te chamar para conversar e não tocar nem uma vez nesse assunto, mas aposto que você saberia a minha intenção. Conhece muito bem a pessoa para quem lhe escreve. Prefiro deixar algumas indiretas e esperar que você me chame antes, mas ainda sim te trataria mal por lembrar que, poxa, faz um ano e isso se tronou tão importante para mim, infelizmente.
Fico tentando decifrar meus sentimentos. Se o que eu senti foi realmente um amor, porque, como posso saber que nunca amei antes? Como vou saber se aquele sentimento era amor? As pessoas costumam dizer que você terá certeza quando acontecer. Mas eu acho que não, por mais que você sinta alguma coisa por alguém, nunca terá a certeza que aquilo é o amor mais forte que você possa sentir por alguém, como um casal, eu digo.
Mas enfim, não sei se você sabe desse meu lado, mas gostaria de marcar a data, já que não estamos mais juntos e mesmo se estivéssemos, não seria do jeito que eu queria.
Sempre sonhei com algo grandioso, romântico, que pudesse contar para minhas amigas e para quem se sentasse para ouvir. Mas eu também tento imaginar se teria sido diferente, se qualquer oportunidade de voltar no tempo, se eu voltaria. Tentei não pensar, mas muitas vezes me peguei imaginando se tivesse sido diferente, não só alguns momentos, mas tudo. Como se o nosso “eu e você” nunca tivesse existido. Também tento aceitar o que aconteceu e aceitar o fato de que nada vai mudar também; isso parece certo? Não fazer nada pelo pensamento de que algumas coisas acontecem porque realmente tem que acontecer?
Eu poderia dizer também que imaginei a gente voltando, tendo um final á procura do feliz. Mas eu não imaginei, talvez por não lembrar como éramos antes da minha “dor do primeiro amor”. Não quero — dê mais uma vez um olá para o meu orgulho, ter que voltar e dizer que sinto saudades, dizer que te amo. Eu sei que eu sinto um carinho e coisas do tipo, mas amor? Realmente foi amor? Eu não sei, mas penso também que quando achar outra pessoa, poderei ver que o que quer eu vá sentir, se é mais forte do que eu senti quando tinha você para conversar a noite toda, ou se, quando acabar, sentirei uma dor maior e a recusa da aceitação quando foi a nossa vez.
Talvez seja normal alguém ficar assim com o fim de alguma coisa que foi a primeira ao mesmo tempo, pelo menos a pessoa que teve o seu coração e o partiu mesmo assim deveria sentir a mesma coisa.
Um momento de reflexão... Eu não estava comemorando? Pois bem.
Feliz um ano para nós e por mais que em todos os momentos do meu dia você apareça nos meus pensamentos para deixar lembranças, quero que você encontre alguém e fique com essa pessoa até o dia final da sua vida. Eu sei, agora, que não era para ser. E na minha conclusão de palavras não ditas, eu aceito o fim disso, ou estou tornando essa idéia possível. Pois então, eu gostaria de propor um brinde ao meu, seu e o nosso “meu e seu” final. Que isso não venha se repetir para mim, que por mais que eu ache que não foi um amor suficiente, de ambas partes, não quero sentir a dor que eu senti por saber que perderia você.
Um brinde.
*levanto a taça e sorrio para todas as pessoas sentadas que ouviam minha história com atenção.*
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