Coisas do Destino
10 Capítulo 10
Notas iniciais
HOTCH: Quem me garante que posso confiar em você?
XX: ''Mark não tirou somente de você uma pessoa importante. Quero acabar com ele e sei que você quer o mesmo.''
HOTCH: Me diga o que quer.
XX: ''Logo retornarei o contato.'' — disse antes de desligar.
GARCIA: Ligação curta demais.
ROSSI: Vocês perceberam que ele falou somente sobre Mark?
HOTCH: Sim. Peter pode ter mentido para ele também sobre seu verdadeiro nome.
TARA: Peter deve estar tramando algo contra Hotch, ou realmente pode ser que Nathan esteja querendo vingança pela morte do irmão. Peter assassinou Charles e David.
ROSSI: Será difícil saber do lado de quem Nathan está de verdade.
REID: Precisamos estar preparados para a próxima ligação. Com certeza ele irá querer encontrá-lo.
HOTCH: Ele está me ligando novamente. — disse.
PENELOPE: Esperto. Está fazendo ligações curtas para que não possamos rastrear.
HOTCH: Vou atender. — disse e todos assentiram.
NATHAN: ''E aí, agente. Vamos fazer um acordo?''
HOTCH: Diga o que quer.
NATHAN: ''Quero que me ajude a acabar com a vida de Mark. Descobri que ele é da Interpol. Quero que ele pague pelo que fez com meu irmão.''
HOTCH: Me passe o endereço. Irei te ajudar e posso assegurar que vou fazê-lo pagar por tudo o que fez. — disse.
NATHAN: ''Em uma hora estarei te esperando neste local. E é bom vir sozinho. Senão nada feito. Sei que quer minha cabeça também. Mas se não cooperar sua namorada morre.''
HOTCH: Em uma hora estarei aí.
NATHAN: ''Vou te enviar o endereço. Até logo, agente.'' — disse antes de desligar.
TARA: Você não pode ir sozinho.
HOTCH: Eu sei, será irresponsabilidade minha ir sozinho, mas eu não vejo outra saída.
JJ: E se for uma armadilha? Ele pode estar fazendo a mando de Peter.
HOTCH: Eu preciso arriscar. Não posso deixar Emily nas mãos dele.
ROSSI: Tara e JJ tem razão. — disse.
REID: Precisamos de um plano.
ROSSI: Se você for se encontrar com ele, nós iremos com você.
HOTCH: Essa é a única pista que temos, e se esse encontro vai me levar até Emily, é isso o que vou fazer.
ROSSI: Coloque uma escuta.
PENELOPE: Eu tenho um mini dispositivo rastreável. Vou buscá-lo. — disse saindo apressada.
ROSSI: Assim que ele disser o local seguiremos para lá.
PENELOPE: Aqui senhor. Eu trouxe mais de um.
HOTCH: Boa ideia, Garcia. Obrigado. — disse. — Vou colocar um deles em um lugar comum e de fácil acesso, e os outros dois colocarei em algum lugar de difícil dedução.
ROSSI: Ficaremos por perto do local que vocês se encontrarão. Se ele marcou lá, o cativeiro deve ser pelas redondezas.
HOTCH: Eu preciso ir até minha sala. — disse saindo.
ROSSI: Hotch? — disse o seguindo.
HOTCH: Sim Dave?
ROSSI: Aaron, não faça nada que possa lhe trazer algum arrependimento.
HOTCH: Eu não vou, Dave. Pode ter certeza que não vou. Já encontro vocês. — disse antes de dar as costas ao amigo e sair em direção a sua sala.
(...)
Peter parou o carro no local enquanto Mark observava com curiosidade.
PETER: Mark? Tudo bem?
MARK: O que está acontecendo, cara?
PETER: Tenho uma coisa incrível pra você.
MARK: Como é? — o olhou curioso. — Por que estamos aqui?
PETER: Você já vai saber.
MARK: O que você está aprontando, Peter? Você está muito misterioso. Não é uma coisa boa, é?
Peter apenas lhe lançou um sorriso.
(...)
Emily permanecia sentada no chão, com os braços amarrados na barra de aço. Cabeça baixa. Seu corpo começava a demonstrar sinais de cansaço e fraqueza. Em seu estômago havia apenas o café da manhã que tomara com Hotch antes de sair de casa. A pequena janela que antes trazia claridade no cômodo, agora mal podia ser vista. Já havia anoitecido.
Sozinha no local, Emily só conseguia pensar em Hotch, e se ele estava bem devido ao acidente. Se estivesse, com certeza estaria a sua procura. Com esse pensamento, Emily começou a fazer força afim de tentar se soltar das cordas que prendiam seus braços, mas elas continuavam do mesmo jeito.
Um barulho no outro cômodo e a luz sendo acesa a fez parar, e então logo a porta foi aberta.
PETER: Surpresa. — disse com um sorriso.
MARK: Emily? — disse assim que entrou.
EMILY: Mark? Você?
MARK: Peter? O que você...
PETER: Venha... — disse puxando o amigo para fora do cômodo.
MARK: Você ficou louco?
PETER: Tem momento melhor que esse para se vingar dela?
MARK: Eu não posso acreditar nisso, eu...
PETER: Mark, você se esqueceu de tudo o que ela fez com a gente?
MARK: Não, mas...
PETER: Olhe para ela, sozinha ali dentro, completamente vulnerável. Você pode fazer o que quiser com ela.
Mark olhou para Peter pensativo. Em seguida ele seguiu até onde Emily estava e se aproximou dela.
EMILY: No fundo eu sabia que aprontaria algo assim... Por que tudo isso? O fato de uma mulher não querer ficar com você é motivo para fazer tudo isso? — ela o fitou. — Me arrependo muito de ter me deixado levar e ter me relacionado com você.
MARK: Ah é? — ele se agachou ficando de frente para ela. — Aaron Hotchner foi uma escolha melhor? — ele riu. — Aonde ele está agora?
EMILY: Espere só até ele por as mãos em você!
MARK: Pare com esse jogo! — ele segurou o pescoço dela. — Ele nunca colocará as mãos em mim. Já eu, quando pegá-lo... — sorriu. — Você irá perceber que fez a escolha errada.
EMILY: A cada momento percebo o quão certa foi a escolha que fiz.
MARK: Sua... — ele se levantou e saiu do cômodo deixando a sozinha.
PETER: E aí? Estamos juntos nessa?
MARK: Com certeza.
(...)
JJ: Hotch está demorando.
ROSSI: Vou até a sala dele. — disse.
Rossi saiu da sala de reuniões, mas logo retornou.
TARA: E aí?
ROSSI: Ele foi se encontrar com Nathan sozinho.
PENELOPE: Oh, meu Deus.
JJ: E agora? Estamos de mãos atadas?
ROSSI: Pessoal, vamos ficar calmos. — disse. — Vamos encontrá-los.
TARA: A única coisa que vamos ter são as evidências das cenas de crime.
ROSSI: Garcia, continue rastreando o celular de Hotch enquanto puder. Eu e Tara vamos atrás dele. JJ e Reid quero vocês dois de volta a cena do crime. Conversem com o pessoal dos arredores.
PENELOPE: E isso vai ajudar em alguma coisa?
ROSSI: Eu espero que sim. — disse.
JJ: Estamos indo. — disse saindo com Reid.
ROSSI: Garcia, procure por todas as ruas que dão acesso ao local e veja se a câmeras de segurança funcionando. Foque em carros grandes, algo que dê para transportar dois corpos, mas que não traga suspeitas.
PENELOPE: Deixa comigo! — respondeu ela antes que Rossi e Tara deixassem a sala.
(...)
Hotch parou seu carro assim que avistou um carro preto parado no local. Permaneceu no mesmo lugar, e então viu Nathan descer do carro.
NATHAN: Olá, agente. — disse olhando em direção ao carro.
Hotch o fitou por alguns segundos, pegou sua arma e então desceu do carro.
HOTCH: Me diga aonde eles estão.
NATHAN: Calma aí, cara. — disse.
HOTCH: Quero que me diga aonde eles estão.
NATHAN: Você não dá as ordens aqui. — disse colocando a mão no bolso.
Hotch atirou em sua perna esquerda fazendo-o cair. Em seguida ele se aproximou, o algemou e pegou a arma dele.
NATHAN: Desgraçado! O que pensa que está fazendo?
Hotch o puxou pela camisa fazendo-o ficar de pé e o pressionou contra o carro.
HOTCH: Você acha que eu sou idiota? — disse. — Eu sei que você não quer me ajudar. Eu sei que tudo isso é armação do Peter.
NATHAN: Peter? Do que você está falando?
HOTCH: Eu sei que o mandante de tudo isso é o Peter. Ele e Mark estão juntos nessa. — disse. — Você me ligou achando que eu iria cair, fez um acordo, mas sua intenção desde o início era entregar minha cabeça para eles, não é? Eu chegaria lá pensando que o pegaria, apenas um deles, mas lá estaria os dois, me esperando para acabarem comigo.
NATHAN: Pense o que você quiser! — disse. — Minha perna... — ele gemeu de dor.
HOTCH: Entre aí. — disse.
O agente abriu a porta e jogou Nathan dentro do carro no lado do passageiro.
HOTCH: Se cooperar cuidaremos dessa perna.
NATHAN: Esquece!
HOTCH: Vamos ver... — ele pegou o GPS. — Mais fácil do que eu esperava.
NATHAN: O que está fazendo?
HOTCH: Cala essa boca. — disse e acessou o histórico obtendo os lugares por onde Nathan passou.- Esse é o histórico do lugar em esteve nas últimas horas. Tem um lugar aqui que é bem afastado. É esse não é?
NATHAN: Claro que não.
Ele desceu do carro e puxou Nathan para fora.
NATHAN: Ei, ei... minha perna.
HOTCH: Cala essa boca. — disse abrindo o porta malas.
NATHAN: O que vai fazer? — perguntou. — Podemos fazer um novo acordo.
HOTCH: Sem essa! — disse o jogando para dentro. — Você acha que eu sou idiota? Acha que vou fazer um acordo com você?
NATHAN: Espera!
HOTCH: Sem essa... Não comigo. — disse e fechou o porta malas.
Hotch entrou no carro e seguiu refazendo o mesmo caminho que Nathan fizera horas atrás.
(...)
PENELOPE: ''Rossi, o celular do Hotch está ativo, vou mandar para você o lugar para onde ele está indo.''
ROSSI: Faça isso, Penelope.
TARA: Nesse momento, Hotch já está com Nathan. Não é estranho o celular dele continuar ativo?
ROSSI: Sim! — disse pensativo. — Porque se for mesmo uma emboscada, Nathan iria se assegurar para que não conseguíssemos rastrea-los.
TARA: A não ser que Hotch tenha virado o jogo.
ROSSI: Isso é algo que só descobriremos quando encontramos eles.
(...)
Mark conversava com Peter.
MARK: Peter, quero que me responda duas coisas.
PETER: Pode perguntar. — disse.
MARK: Como você conseguiu fazer tudo isso? E por quê?
PETER: Amigão, eu te devo essa! Depois de tudo o que fez por mim em todos esses anos... — sorriu. — E além disso, por causa dela eu não consegui minha promoção, e era a coisa que eu mais queria na vida. Ela não se importou em passar por cima de nós para conseguir o que queria. Comigo foi no lado profissional, e com você no pessoal.
MARK: Quando vão trazê-lo?
PETER: Já cuidei disso. Daqui a pouco ele estará aqui.
MARK: Ótimo. — sorriu. — Vou ver como ela está. Se importa se eu tiver uma conversa particular?
PETER: Desde que deixe o melhor para mim. — sorriu. — Quero ver o sangue dela em minhas mãos.
MARK: Feito. Mas, o Hotchner...
PETER: Será todo seu.
Mark entrou no outro cômodo e fechou a porta.
MARK: Olá, querida! — ele sorriu.
EMILY: Até quando vai me manter aqui.
MARK: Eu não sei... Pode ser por dias, meses , anos...
EMILY: Oh, sim... Como se fossem capazes de me manterem aqui por tanto tempo.
MARK: Você se acha forte, não é Emily? — ele riu. — Mas sei que no fundo você está preocupada, com medo do que pode te acontecer.
EMILY: Você não vai ficar livre dessa, Mark. — disse.
Ele se agachou ficando de frente para ela.
MARK: Sabe Emily, eu estava me lembrando das noites que passava na minha casa, como a gente se amava. Porque eu Emily, eu sempre te amei. Sempre te amei de verdade.
EMILY: Eu tentei, eu realmente tentei fazer dar certo.
MARK: Mas na primeira oportunidade, você acabou com tudo.
EMILY: Quando terminamos, no início eu senti pena de você, não queria tê-lo feito sofrer, mas hoje vejo que foi a melhor coisa que aconteceu.
MARK: Ao meu lado você seria feliz.
EMILY: Com certeza não.
MARK: Eu senti tanta sua falta. — ele acariciou o rosto dela. — Do seu corpo... — deslizou a mão pelo pescoço, pousando em mão sobre seu seio.
EMILY: Para Mark, para por favor.
(...)
Hotch avistou a casa a alguns metros de onde estava. Parou o carro ali mesmo. Chegaria de surpresa. Desceu carro com a arma em mãos. Se aproximou lentamente. Antes que pudesse abrir a porta foi surpreendido por Peter saindo do local.
PETER: Ora, ora! Agente Hotchner, é muito bom vê-lo aqui.
HOTCH: Coloque as mãos na cabeça, ou eu vou atirar em você.
PETER: Bem que o Mark me disse que você é um chato.
Peter levantou os braços lentamente, e em um ato rápido pulou em cima de Hotch. Os dois caíram no chão e Hotch perdeu a arma. Peter deu soco no rosto de Hotch que revidou ficando por cima dele. Peter puxou a arma de sua cintura destravando-a.
PETER: Não vai vencer essa. — riu.
Hotch rapidamente segurou a mão de Peter virando-a em direção a barriga do mesmo e apertou o gatilho. Duas vezes.
PETER: Ah... Desgraçado...
Hotch se levantou e olhou Peter que gemia de dor. Ele guardou a arma de Peter e recuperou a sua. Entrou na casa logo em seguida.
MARK: Você vai ser minha, querendo ou não! — ele segurou a blusa dela e puxou rasgando-a e deixando seus seios ainda cobertos pelo sutiã a mostra.
HOTCH: Saia de cima dela ou eu mato você!
Mark fingiu não ouvir e continuou a acariciar e beijar Emily.
EMILY: Para, por favor! — pediu chorando.
E então Hotch puxou o gatilho. O tiro pegou Mark.
MARK: Desgraçado!
Hotch puxou Mark o jogando no chão e começou a soca-lo.
Emily se desesperou. Uma figura masculina apareceu, ela olhou em direção à porta e viu a pessoa mais que conhecida adentrar o local.
ROSSI: Aaron! Aaron! Pare, vai matá-lo. — disse o tirando de cima de Mark que estava fraco.
Hotch se afastou dos dois e correu na direção Emily. Ele tirou de seus pulsos a corda que a prendia e a puxou para si a abraçando e beijando logo em seguida.
EMILY: Meu amor. — ela encostou a cabeça no peito dele, o abraçando mais forte. — Sabia que não me deixaria.
HOTCH: Jamais, meu amor. — ele beijou a cabeça dela. — Estou aqui... Vai ficar tudo bem.
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