Coisas Sobre Nós
3 Porque era ele que não sabia amá-la_Vanessa-vvf
Notas iniciais
Seja bem vindos os leitores novos, e boa leitura, espero que gostem, apesar do capítulo ter saido bem grandinho.
Capítulo 3: Porque era ele que não sabia amá-la_Vanessa-vvf
O som da forte tempestade era refletido no granizo que se chocava fortemente no vidro da janela, que produzia um barulho ensurdecedor. Mas que não eram mais altos que seus gritos:
– Não me encare desse jeito, Hinata! Por que está aqui?! Deveria estar no seu quarto!
Uma maravilhosa mulher de pele extremamente clara e com enormes olhos esbranquiçados, típicos do clã Hyuuga, era quem gritava. A mesma possuía um rosto extremamente belo, com traços singulares e delicados. Ela usava um kimono branco, extremamente elegante e belo. Seus cabelos estavam presos em um penteado também elegante, mesmo assim, eram visíveis os cabelos sedosos e brilhantes que a mesma possuía. Completando sua exuberante beleza.
Porém a mulher tinha expressões de profunda irritação no rosto, mas havia algo alem disso, talvez fosse desapontamento, dor e até mesmo angustia. Mas que naquela época a pequena e ingênua criança da cena, não conseguia identificar.
Tal criança esticou as mãos querendo entregar uma pequena e delicada flor de cerejeira que segurava com cuidado nas mãos
– Achei tão bonita, eu... Eu apenas queria entregá-la para a mamãe – Informou de forma doce e delicada a pequena criança.
A mulher observou de soslaio e suspirou alto, talvez querendo tranquilizar os nervos.
– Realmente é muito bonita, Hinata... Obrigada – Murmurou voltando a se afastar da criança e a olhar pela janela a forte tempestade que acontecia.
A menina colocou delicadamente a flor em cima da colcha branca da cama de casal, presente no enorme quarto que estava, e enquanto fazia isso, a mulher voltou a falar:
– Agora saia! Preciso ficar sozinha!
– Mas a chuva está forte. E-Eu pensei, que pudesse ficar aqui... – E quando mais um alto e poderoso trovão ecoaram pelo céu, o corpo da jovem garota vibrou de medo.
– Eu disse que saia!
– Mas mamãe...
– Você não me ouviu, garota! Falei QUE SAIA!
Temerosa, a menina deu rápidos passos para trás, mas antes que conseguisse sair do quarto, um homem havia aberto a porta e presenciado a cena.
– Mas o que você está fazendo, Hiromi!?
Um silêncio constrangedor e inquietante se expandiu pelo local. Frustrado, Hiashi se abaixou e pegou a pequena garota no colo, tirando-na do quarto não antes de fechar a porta.
– Mas queria ficar com a mamãe!
– Hoje não é um bom dia, minha pequena. Venha, fico com você até que pegue no sono. Prometo que nenhum trovão irá lhe machucar.
– Mas queria ficar com a mamãe! – Suplicou novamente a doce criança, que apenas recebeu um olhar de repressão do pai – Mamãe... – murmurou novamente não antes de gritar com o novo e poderoso trovão que ecoou pelo céu.
Acordou assustada erguendo o dorso da cama e imediatamente olhou para a janela, presenciando uma forte tempestade que acontecia no meio da noite.
– Não sabia que ainda tinha medo de tempestades, Hinatinha. Achei que isso é algo apenas de crianças – Comentou com humor Naruto.
Atordoada, Hinata tomou um susto ao olhar para o lado e se encontrar com o loiro acordado e que estava deitado de bruços, a encarando, e possuindo um sorriso malicioso no rosto.
Corou violentamente quando percebeu que o corpo que se ergueu com o susto, estava completamente descoberto do lençol, obtendo assim, seus robustos seios nus e levemente avermelhados pela atividade da noite anterior.
Imediatamente a mulher puxou o lençol contra o corpo se cobrindo e quase riu quando Naruto soltou um resmungo pelo ato.
– Que horas são? – Ela rapidamente perguntou para o loiro – Droga! Não deveria ter dormido. – Resmungou enquanto puxava o lençol e se erguia enrolando-no no corpo e recolhendo com pressa as suas roupas.
– Que mancada, Hinatinha. Está frio!
Foi só naquele momento que Hinata percebeu que ela e o Uzumaki dividiam o mesmo lençol, por isso, agora existia um loiro com a pele bronzeada e um bumbum extremamente chamativo esticado na cama. Ficando ainda mais corada, e se negando a olhá-lo naquela forma nua, Hinata imediatamente ficou de costas a ele, e abriu o seu armário, à procura de um cobertor.
– Porque você está tão sem graça? Não sei se percebeu, Hinatinha, mas você já me viu pelado mais do que uma vez – Comentou com humor novamente, não antes de dar uma longa risada ao ver ela corando ainda mais com a sua observação.
Mas se surpreendeu quando foi atirado um edredom sobre o corpo e viu ela recolhendo suas últimas peças de roupas espalhadas pelo quarto indo se vestir na suíte do quarto.
– Pra que você está se trocando no banheiro, Hinata!? Eu já te vi nua mais que uma vez também, e adoraria observá-la se vestir aqui no quarto, na minha frente.
Ele não obteve resposta. Voltando a gargalhar alto, principalmente por saber o quanto Hinata deveria estar sem graça. Para ele não havia sentido algum ela continuar com vergonha sobre algo que ele, e assim como ela, já haviam visto, sentido e tocado quantas vezes. Então, porque esse pudor?
– Você não deveria ter me deixado dormir! – Exclamou irritada no cômodo ligado ao quarto do Naruto.
O mesmo se ergueu e estirou o cobertor pela cama, voltando a se deitar e se cobrir. Afinal ele queria se esquentar rapidamente, logo que agora não havia mais um corpo feminino para fazer isso.
– Você deu um cochilo de vinte minutos. Sem contar que você não vai sair nessa tempestade, Hinata. Pelo menos a espere passar, eu invento uma missão para você, se precisar como desculpas. Falo que ficou no prédio dos kages até tarde para arrumar alguns pergaminhos. Se quiser, realmente te dou essa missão, porque você não tem ideia de como a Shizune está me enchendo o saco sobre a desorganização de relatórios importantes naquele prédio!
– Não pode inventar uma missão cada vez que estamos tendo um... Har, tendo o que nós temos. Não sei o nome para isso. – Respondeu enquanto saia do banheiro completamente vestida. – Alguém pode desconfiar!
Hinata já estava pronta para sair do quarto, quando ouviu o Uzumaki murmurar:
– Bem, na verdade... Há! Esquece.
– O que está falando?
– Há! Nada que deva se preocupar, de verdade Hinata, mas acho certo... Bem, você saber da verdade. Har... Como será que te falo isso?
– Naruto! Diga de uma vez! – O loiro se surpreendeu com as palavras de Hinata, desde quando ela falava daquele jeito? Ou havia se tornado uma pessoa persuasiva?
– Bem, a Shizune já sabe sobre a gente... Não faz essa cara! Relaxa! Estou falando de verdade.
Hinata correu até a sua direção e se sentou na cama, encarando seriamente Naruto esperando aflita por uma explicação:
– Mas o que ela sabe?
– Ela desconfia. Não, acho que na verdade ela sabe, mas finge não saber, sobre bem... O nosso “caso”. Isso! Acho que essa é a melhor palavra – Sorriu ao descobrir o termo que melhor classificava aquilo que ambos tinham, mas seu sorriu morreu ao encarar e perceber a expressão desesperada de Hinata. – Mas é a Shizune! Não precisa se preocupar, Hinatinha! De verdade! Ela não é o tipo de pessoa que espalharia qualquer informação, se não, ela não trabalharia para o Hokage! Sem contar que se existe alguém que sabe de todos os meus podres e o da Tsunade, com certeza é ela! Acho até que ela saiba de mais coisas de todos os Hokages! Eu não duvido nada! To certo!
Ele apenas viu o desespero dela aumentar, observando-na colocar as mãos no rosto enquanto mexia negativamente a cabeça. Envergonhada de mais por descobrir que alguém pudesse imaginar o envolvimento nada puritano que ela possuía com o novo Hokage de Konoha.
Isso poderia se tornar o maior escândalo de sua vida. Pior! Talvez o maior do clã Hyuuga.
Imagine só? A futura líder do grandioso e influente clã Hyuuga tendo um caso com o Hokage!
O que pensariam dela? Provavelmente uma nova vadiazinha que se passava por santa.
Era tudo que ela menos precisava em sua vida! De um problema dessa magnitude!
Talvez pudesse até fazê-la perder o seu futuro cargo de líder do clã! Talvez? É lógico que não! Se essa história realmente se espalhasse por Konoha, ela PERDERIA o seu cargo.
Já fora tão difícil para seu clã aceitar pela primeira vez na história uma mulher governar o clã. Imagine se a verdade fosse descoberta?!
Logicamente Hinata ficou em desespero ao concluir tudo isso, deixando Naruto extremamente desconfortável pelo silêncio angustiante que se formou entre eles, mas mais do que isso, o loiro ficou preocupado com a falta de palavras e expressões de Hinata.
– Hei, Hinatinha. Fala alguma coisa – Murmurou se aproximando dela pela cama e a abraçando sem jeito. Na verdade, Naruto não sabia o que dizer ou fazer naquele momento.
Afinal, se aquilo que ele e Hinata fosse espalhado por Konoha. O que poderia acontecer a ele?
Para um homem solteiro e desimpedido, não havia problema nenhum! Muito pelo contrário, talvez fosse até bom a possível fama de “pegador”.
Para o Hokage e ninja que deveria ser seguido como exemplo, não era nada muito “bonito” ter um casinho com uma mulher. Mas Hinata, não era qualquer uma, não... Ela era a futura líder do clã Hyuuga, sem contar, que uma belíssima solteira de Konoha. O que havia de errado naquilo?
Talvez, no máximo, seu maior problema poderia ser uma rixa com o clã Hyuuga.
Mas que entre todos os futuros problemas causados para Naruto, não chegavam nem aos pés dos proporcionados para Hinata. Mesmo sendo o mesmo ato cometido.
Hinata sempre teve mais a perder. E ambos, sempre souberam disso.
Mas o que ambos se questionavam internamente e deixando aquele clima ainda mais constrangedor era: Valia a pena o perigo?
Hinata tinha Naruto para si, mesmo que por um breve momento e mesmo sabendo que ele não nutria os intensos sentimentos dela. Mas mesmo assim, ele era cuidadoso com ela, até mesmo atencioso. Isso ela jamais poderia negar. Eles tinham um caso sim, sem amor por parte dele, mas em nenhum momento o Uzumaki a tratava mal, muito pelo contrário, o carinho que ele sentia por ela era ínfimo, às vezes até tateável.
Naruto gostava e muito da companhia de Hinata, primeiramente por suas necessidades de homem, assim como Hinata as suas de mulher. Mas ele, mais do que ninguém sabia que Hinata não era como as prostitutas que já se relacionou, ou com qualquer outro casinho no qual já teve. Ele, mais do que ninguém, sabia que como ela era diferente, e sabia que a diferença era causada pelo amor que ela sempre nutriu por ele.
Se aquela era ou não uma atitude certa, ele ainda não sabia dizer.
Mas existia algo que o Uzumaki jamais poderia negar! Ele adorava sentir o amor transmitido por Hinata, mais do que isso, ele precisa sentir aquilo.
Diferente das outras pessoas, Naruto cresceu com carência de amor. Aos pouco ele foi adquirindo respeito e gratidão por muitas pessoas.
Mas aquele amor forte e avassalador que apenas os pais e uma mulher poderiam proporcionar são coisas que jamais foram presentes em sua vida.
Durante a adolescia ele descobriu ambos os dois, mas mesmo sabendo da existência ele nunca havia sentido.
Mas agora, com ela, ele sentia isso. E por mais cafajeste suas ações poderiam parecer, ele necessitava sentir o que Hinata lhe proporcionava.
Pois a falta de amor era um buraco negro em sua vida que o sugava cada vez mais, e Hinata, era quem o puxava, quem o salvava.
Se realmente existia alguém culpado naquela história, esse alguém era ele! E Naruto sabia disso, porque era ele que não sabia amá-la.
Uzumaki Naruto, era quem mais era grato por tudo que ela fazia por ele. E por isso, ele jamais, absolutamente jamais, permitiria que tal história se espalhasse, ou pior, que de alguma maneira prejudicasse Hinata.
Porque aquilo era o mínimo que ele precisava oferecer a ela. Segurança.
– Hinata – Ele a chamou durante o abraço, preocupado de mais com a mesma pela ausência de palavras e de atitudes por um tempo prolongado – Nada vai acontecer, está bem? Eu não vou permitir que ninguém mais saiba sobre isso, e lhe garanto, que Shizune não vai comentar isso com ninguém. Se lhe deixa mais tranquila, logo que amanhecer já terei uma conversa com ela no prédio dos kages o mais discreto possível. Eu não quero que se preocupe com essa história, está bem? Confie em mim, por favor. Não permitirei que isto lhe prejudique em nada, muito menos no seu cargo ou sua imagem. Este é o nosso segredo, lembra-se? – Perguntou gentilmente enquanto puxava os braços que continham as mãos que ainda escondiam o rosto da Hyuuga – Vamos ter que acrescentar um “o nosso segredo, e de Shizune” mas lhe promete que é o único nome acrescentado. Nunca mais haverá outro! – E ele encarou seus olhos, observando-os marejados, mas suas palavras apesar de serem gentis, eram também fortes e destemidas, transmitindo segurança para a assustada mulher – Eu nunca vou permitir que essa história te prejudique, lhe prometo!
Em um gesto gentil e acolhedor. Naruto passava os polegares na face de Hinata secando as poucas lágrimas que escorreram, mas que aos poucos ele sentia a superfície esquentar e torna-se avermelhada. Pois é, Hinata ficava corada, mais uma vez, e tal atitude fez com que ele sorrisse. Por que Hinata, nunca perdia aquele velho habito, e de certa forma, ele adorava provocar aquilo nela. Porque aquilo comprovava que para alguém ele era especial.
– Eu preciso ir...
– Não vá agora, espere pelo menos a tempestade diminuir. Já está tarde, você diz que estava em uma missão, e eu realmente crio aquela missão que tinha te falado.
–Não, Naruto. – E ela se ergue, se afastando dele – Eu realmente preciso ir. Já temos uma pessoa que desconfia do nosso caso. Não precisamos de mais uma.
E antes que ouvisse a resposta de Naruto, Hinata já saia do quarto dele, e não demorou em ele ouvir a porta de saída bater com força.
Era impressão sua ou pela primeira vez Hinata havia lhe dito “não”?
Porque aquele era a primeira madrugada que Hinata realmente tinha negado algo a ele. Porem, Naruto jamais imaginaria que aquela seria a primeira de muitas outras vezes que aquilo aconteceria.
[...]
[Pov Sakura]
Aquele dia era nublado e frio, consequências da tempestade da madrugada. Foi muito difícil sair da cama acolhedora e quentinha. Mas eu ainda não havia recolhido todos os remédios e ervas solicitadas pela lista de Tsunade.
Sim, eu sabia que havia sido ela que pedia aquilo, eu conhecia a letra da minha mestra! Sem contar que aquele conhecimento medicinal só poderia ter vindo dela!
Mas porque tanto segredo? Custava Naruto me contar a verdade?
Enfim, tive que levantar, ir para o hospital e recolher tudo pedido para passar ainda hoje na sala do Hokage.
Enquanto fazia isso, encontrei Ino na sala de medicamentos.
– Bom dia, testuda! – Ino exclamou assim que adentrou no cômodo e procurava o remédio que veio buscar para algum paciente. Pois é, ainda não era tão acostumada com a porquinha tão bem humorada logo de manha, provavelmente uma alegria causada por seu novo namorado, seu colega de time, mais conhecido como Nara Shikamaru. Eu também fiquei muito surpresa quando essa loirinha histericamente veio me contar a novidade, mas o que posso dizer? Até que fazem um belo casal. E se ambos estão felizes... Não poderia ser melhor, não é?
– Achei que ficaria na floricultura hoje, porquinha. – Puxei assunto, querendo ou não, fazia tempo que não conversava com Ino, afinal ela não estava passando muitas horas aqui no hospital como eu.
– Pois é, mas minha mãe está melhor e falou que ficaria lá, afinal, estou com horas devendo aqui no hospital. Mas e você? O que anda fazendo de bom?
Ergui uma sacola que estava cheia de medicamentos.
– Apenas cumprido um pedido do Naruto. Quero dizer... Do nosso novo Hokage!
– Quem diria que aquele loirinho ia se tornar o que se tornou, não é?! Sem contar que depois que foi retirado o Kyuubi no Yoko de dentro do Naruto no final da guerra e aqueles seis risquinhos da lateral do rosto dele saíram, bem que o Naruto se transformou em um homem bem charmoso, ein! Quem diria, um loirinho de olhos azuis, forte daquele jeito e agora com aquele rosto! Pelo amor! Se eu estivesse solteira, meu primeiro investimento seria no novo Hokage de Konoha, porque que partidão!
– Ino! – Rapidamente a repreendi, aquilo eram modos de se referir ao Hokage?
– Há! Qual é, Sakura! Você tem que concordar comigo, temos um gosto para homem muito igual! – certo, eu tinha que admitir que Naruto realmente havia se tornado um homem muito bonito, mas ainda era o Naruto neh gente! – Olha, eu acho, que você, que está sozinha e carente, precisa encontrar alguém que te valoriza. Não custa nada dar uma chance pro Naruto, que sempre teve um tombo por você.
– Espera aí, Ino. Você não quis dizer, uma “quiedinha”? – E dei uma leve risada, essa porquinha está começando a se tornar uma burrinha também?
– Lá vou eu de novo dar essa explicação... Não, Sakura, ele sempre teve um tombo por você, ele tinha uma quiedinha por todas as outras mulheres bonitas. Agora, o que ele viu na testudinha até hoje eu não tenho resposta, acho que ele nunca reparou na sua testona, não é?
– Ino! – Exclamei repreendendo-na irritada de novo, mas ela apenas dava risada se afastando e pronta para ir embora e voltar para o seu trabalho, para a minha felicidade.
– Olha, Sakura – Comentou Ino mudando o tom de voz, e eu sabia que agora ela falaria algo sério, pelo simples fato dela me chamar pelo nome – Sasuke poderia ter voltado depois da guerra, não que ele seria bem vindo à vila, mas ele poderia ter voltado sim! Principalmente com o Naruto como Hokage, mas ele não voltou. Eu só acho que apesar de Naruto não ser o nosso Uchiha Sasuke idealizado, ele pode sim ser o cara certo. – Suas palavras me surpreenderam de tal forma, que naquele pequeno momento de silêncio, não consegui nem abrir a boca para dizer uma simples palavra – Se existe uma coisa que tenho absoluta certeza é que Sasuke jamais seria tão gentil como Shikamaru é comigo. Não somos mais crianças, Sakura. Perceba que príncipes encantados não existem mais, mas sapinhos amáveis sim. E que sapo o Naruto se transformou, ein! – Voltou a comentar com humor, não antes de dar uma piscadela para mim e sair do cômodo, deixando-me completamente sem reação.
Ela me pedia para dar uma chance para o Naruto, o meu antigo colega de time, Uzumaki Naruto!?!?!?
O pedido me atingiu de uma forma, que quando percebi, já estava sentada no chão escorando as costas em uma parede. Refletindo suas palavras.
Seria possível eu com o Naruto?!
[...]
– Harg! É por isso que eu amo o meu país, lá não faz esse frio no meio do dia! – Reclamou uma mulher que dava tranquilos passos em direção da entrada de Konoha.
Agora, mais amadurecida, Temari não usava seu cabelo dividido em quatro partes presas, e sim, completamente solto, apesar de continuar com os cabelos curtos e loiros.
Ela ainda usava o vestido preto que era levemente mais decotado e a faixa vermelha presa na cintura que só acentuava as curvas bem delineadas de seu corpo.
Ao adentrar os portões de Konoha, ela esperava encontrar os guardas e mostrar a autorização da visita em Konoha, mas se surpreendeu em ver que eles não estavam ali, em vez deles, estava um ninja moreno de cabelos presos debruçado preguiçosamente sobre a mesa.
– O que está fazendo aqui, Shikamaru?
Com o chamado, e percebendo quem havia entrado em Konoha, Shikamaru se ergueu lentamente da mesa e encarou a sua loira enigmática.
– Seja bem vinda a Konoha, Temari – Foi tudo o que ele respondeu.
E ela apenas sorriu.
[...]
[Pov Hinata]
Estava no tatame treinando com a minha irmã mais nova, sendo observada pelo meu pai. Ao final do treino, tanto eu quanto minha irmã estávamos afoitas e cansadas.
Fui para fora daquele cômodo e me sentei na escada, de frente ao jardim. Surpreendi-me quando senti uma mão tocando meu ombro, ao me virar, percebi que era o meu pai, que me oferecia um copo de água.
– Estou orgulhoso de você, Hinata – Ele comentou enquanto eu bebia a água, e quase me engasguei com a sua fala – Você melhorou muito na sua luta, e sei que foi gentil com sua irmã. Lutei ao seu lado durante a guerra. E é por isso que você será uma grande líder, porque possui uma sensibilidade que Neji ou Hanabi jamais tiveram, até mesmo eu.
E sem esperar resposta, meu pai partiu. Deixando-me sozinha e surpresa por suas verdadeiras palavras.
Mas mais do que isso, eu estava era orgulhosa.
Sorri e voltei a beber a água que papai trouxe e observei calmamente o jardim.
Rapidamente pensei na conversa que tive com Naruto-kun durante a madrugada, e me pergunto o que realmente aconteceria se o meu segredo fosse exposto a Konoha, pior, ao meu pai.
O que ele pensaria de mim?
Apesar do frio daquele dia, a grama estava bem verde e as plantas exuberantes pelo excesso de água disponível.
Meus olhos recaíram na árvore sem folhas e flores, aquela era a cerejeira. Estávamos fora da época na qual era florescia e se tornava a planta mais bonita daquele jardim, mas que agora, era apenas uma árvore sem exuberância nenhuma.
Lembrei-me do meu sonho na casa de Naruto-kun, e sabia que a flor que havia dado para a minha mãe era daquela árvore. Mas porque sonhar sobre ela logo agora?
Era inevitável esconder a nostalgia que tal lembrança, eu nem ao menos sabia que lembrava do rosto de minha mãe. No sonho eu conseguia visualizá-la, mas nem ao menos tinha certeza se aquele realmente era o aspecto físico dela.
Não depois de...
Era impossível não ver o líquido rubro e imaculado se espalhar pelo chão branco e ultrapassar o vão da porta trancada.
Ter morrido.
Mas meus pensamentos foram interrompidos por um chamado:
– Hinata!
Surpreendi-me em ver Rock Lee aparecer em meu jardim, e me encarar desesperado:
– Lee? – Chamei-o ficando confusa, afinal o que ele estava fazendo ali?
– Hinata, você viu a Tenten? Ela desapareceu desde ontem! Tínhamos uma missão hoje de manha, mas ela não apareceu! Estou preocupada com ela, ontem ela não estava bem!
Na verdade, desde a morte de Neji, Tenten nunca estava bem. Mas uma vez fui com ela ao cemitério visitar a lápide de Neji, o acontecimento era mais recente que agora. Na época não passava de alguns meses sobre a morte dele. Mas Tenten conseguia estar mais abatida do que eu.
Jamais havia visto-na daquela maneira.
– Ela sumiu quando? – Perguntei alarmada e já me levantando.
– Parece que desde hoje de manha mesmo, e a estou procurando a manha inteira também. E agora deve ser o que? Uma ou duas horas da tarde?!
Lee estava certo, já era o horário do almoço, e não era normal Tenten desaparece por tanto tempo, principalmente se ausentar de uma missão.
– Eu não a vi, Lee. Mas também vou procurá-la. – Afirmei me erguendo e me juntando a ele.
Aquilo não era normal, e temia que alguma coisa tivesse acontecido com ela. Pior, que ela tenha feito algo com sigo mesma.
Tenten não era mais a garota sorridente e feliz que conheci, não depois da morte de Neji.
Se havia alguém que realmente tinha mudado desde o tempo da guerra, essa era Mitsashi Tenten.
Durante a procura Lee havia me contado os lugares que já havia procurado, um deles, foi logicamente a casa dela, lá os pais dela informaram que ela havia saído bem de manhãzinha de casa, para ir a missão, a mesma missão que Lee ia e que não foi por não encontrá-la.
Maito Gay, o sensei deles, falou que ia à missão sozinho, e assim que Lee achasse Tenten, voltasse para a missão. Enquanto isso, ele a realizaria para não ocorrer atrasos.
Lee, do jeito agitado que sempre foi, só ficava cada vez mais angustiado e começava a delirar histórias que poderiam ter acontecido com sua companheira, temendo tragicamente o pior.
Mas tentei acalmá-lo, sabendo que pelo menos em Konoha ela estava.
Nos separamos para procurarmos em mais áreas.
Eu estava no centro de Konoha, andando pelas ruas a procura dela, até mesmo dentro das lojas. Mas aquele era o horário do almoço, quem sabe que ela não estava em um restaurante?
Passei em vários, inclusive o Ichiraku Ramen, mas quando entrei, nunca me arrependi tanto.
Porque lá não estava apenas o novo Hokage.
Lá também estava em sua companhia, Haruno Sakura, a melhor médica de Konoha e o grande e sempre sonhado amor de Uzumaki Naruto.
Senti o meu coração sendo apunhalado. Uma dor tão intensa que parecia que meu corpo inteiro era dilacerado.
Os dois estavam ali, conversando, extremamente sorridentes.
Os dois estavam felizes, juntos.
E eu sabia muito bem o que aquilo significava para mim algo muito alem de ciúmes.
Eu ia perder o Uzumaki, rapidamente. Sem que ela tenha feito qualquer grande sacrifício.
Ela o teria em suas mãos assim que quisesse.
Porque Uzumaki Naruto sempre foi apaixonado por Haruno Sakura, e não por mim, a quem ele tinha apenas um casinho.
E eu seria dispensada, assim que não fosse mais necessária, porque me tornaria apenas um estorvo para ele.
Senti minha dor no peito aumentar, e sentia minhas pernas tão frágeis e tremulas que sabia que poderiam cair ao chão. Também não duvidava nada já estar com os olhos marejados e prontos para chorar a qualquer momento.
Mas tudo poderia piorar. Sempre dá.
O tio do Ichiraku Ramen me encarou e perguntou:
– Há! Olha só quem veio também almoçar aqui hoje, está ainda mais linda Hyuuga Hinata.
E a minha presença que até aquele momento não havia sido percebida por ninguém, agora, era notada por todos, principalmente por Sakura e Naruto. Que assim que me encararam, perceberam que havia algo errado.
Continua...
Notas finais
primeiramente, prestem atenção nas memórias de Hinata, e a maneira que Naruto a trata.
Depois, bem, a Ino é uma ótima amiga, mas não pode ficar dando essas ideias pra rosada, neh! Naruto é da Hinata!
Alguém de Suna acabou de chegar, e vai literalmente tornar o relaciosamento de Shikamaru e Inu em algo problematico.
Mas e agora ein, como fica a Hinata?
Esperando reviwes seus lindos, e se inspirem e digam tudo que vocês gostam e não gostam! me deixem feliz e ai eu posto a continuação mais rápido, hehehe.
Já posso esperar recomendações?
bjs e até a próxima, seus lindos!
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