Coisas Sobre Nós

11 Verdades machucam, mas mentiras podem machucar tanto quanto_Uzumaki Naruto


Notas iniciais
Olá! ESTOU DE VOLTA! E QUASEEE DE FÉRIAS PELO MENOS DA FACULDADE! Bom, finalmente começarei uma nova fase da fic, a inicial acabou! O ínicio de todos os casais foram desenvolvidos, agora preciso realmente é desenvolver as histórias, neh! kkk Enfim, aproveitem, este será um capítulo calmo, sem grandes revelações, mas necessário para o desenvolver da fic. BOA LEITURA

Capítulo 11:Verdades machucam, mas mentiras podem machucar tanto quanto.

FLASH BACK — NARUTO

Em uma madrugada chuvosa há quase um anos atrás eu corria discretamente pelos telhados dos imóveis de Konoha, e acidentalmente quase caí de um telhado escorregadio, por conta da intensa chuva.

A claridade de trovões era a única iluminação que eu possuía, pela minha sorte, a tempestade e o horário proporcionavam ruas vazias. Desde que me tornei Hokage, andar por vias públicas jamais era discreto, e hoje, a única coisa que gostaria era de ficar sozinho.

Cheguei rapidamente ao local desejado, o cemitério de Konoha, e com passos singelos caminhei até a lápide desejada. Durante o percurso sentia as gotas do meu cabelos deslizarem pelo meu rosto e o meu tão famoso casaco de Hokage extremamente encharcado e levemente mais pesado, desta vez carregava diversas flores pelas mãos, flores e outros presentes que por sinal apareciam de repente em minha sala ou em minha casa desde que me tornei Hokage.

As árvores de grande porte protegiam algumas lápides da fortíssima chuva, indícios do raiar do sol e da névoa intensa no local apenas proporcionavam um ambiente mais sombrio do que aquela data já indicava. Primeiramente passei e deixei flores nas lápides de Shikaku e Inoshi, fui também em direção a um memorial criado para pessoas que faleceram durante a guerra, deixando lá boa parte das flores que trouxera. Logo depois pensei em passar em mais lápides importantes, mesmo que a data de hoje não estava diretamente relacionada com suas mortes.

Encontrei uma que não havia nome, mas uma frase “Eu dei o meu melhor para fazer as escolhas certas. Eu acreditei que o destino havia guardado isto para mim. E finalmente achei ter feito a coisa certa. Mas talvez eu estivesse errado novamente. Eu acho que ainda estou no meio de minha jornada.” Fiz um sorriso melancólico ao terminar de ler, não era necessário ter nome para saber de quem pertencia aquela lápide, e mesmo nunca encontrando seu corpo, Tsunade havia feito um memorial para ele. Tirei de dentro de meus vestes seu último livro publicado e deixei sobre a lápide.

— O seu herói, Naruto, ainda tem muitas aventuras para serem narradas, ero-senin.

Deixando o livro para trás, imaginei se era possível haver algo mais de interessante para ser narrado. Além do fato de ter conseguido vencer os vilões e me tornado Hokage, minha vida havia se tornado pacata. Poderia haver alguma outra história a ser narrada?

A chuva permanecia intensa, passei pela lápide do terceiro Hokage, assim como de seu filho e disse enquanto colocava algumas flores sobre a lápide:

— Pelos reis de Konoha.

Logo depois fui em direção da lápide de meus pais, que estavam próximas. Na deles também depositei mais flores e rezei, contei para minha mãe que permanecia a me comportar, mesmo se naquele momento já dava fortes goles de uma garrafa de sake que também carregava comigo.

Garrafa que por sinal, achei por acaso na minha sala de Hokage, provavelmente alguma que Tsunade escondia de Shizune. E que escondeu tão bem que nem mesmo ela achou!

Amuado, levantei-me e me afastei das lápides, odiava aquele dia em que me “reencontrava” com pessoas que amava e que não pertenciam mais ao meu cotidiano.

Por último, passei nas lápides mais afastadas do cemitério, a do clã Hyuuga, que possuíam área própria como um dos maiores clãs de Konoha.

Pela minha surpresa, encontrei não apenas a lápide que buscava, mas sim, alguém com roupas longas e tão encharcadas quanto as minhas. Poderia ser Tenten?

Percebendo a minha aproximação, a pessoa se virou assustada e me surpreendi ao ver que era Hinata.

— Hokage-sama – Gaguejou curvando-se levemente para a frente.

Dei mais um longo gole de sake na garrafa e me aproximei dela.

— Por favor, Hinata. Não seja tão formal, pelo menos não aqui. – Pedi tomando mais um gole.

Ela ergueu o rosto e me encarou com os cenhos enrugados, provavelmente surpresa pelo meu tom de voz.

— Me desculpe... Hoje não é um dia muito bom. Já faz quatro anos...

Hinata acenou voltando a observar a lapide de “Hyuuga Neji”, como se compreende-se o que eu dizia. Ficamos um tempo em silêncio, em nossa própria reflexão, enquanto a chuva apenas parecia se intensificar mesmo com o sol tentando nascer.

— Naruto, porque está aqui tão cedo? – Hinata me perguntou insegura, o som da chuva intensa quase abafava suas palavras.

— Quando venho aqui, visito várias pessoas. Não gosto que me vejam fragilizado, esse horário não deveria ter ninguém – Confessei fazendo meu sorriso costumeiro, mas ela me encarava de um jeito tão piedoso que apenas me fez tomar mais um gole na garrafa de sake. – Mas e você? Acordar tão cedo e ainda mais nessa tempestade...

— Precisava visitar uma pessoa...

— Todos do clã Hyuuga visitam hoje o Neji...

— Não estou aqui pelo Neji. – Ela rapidamente me cortou – Eu... Apenas aproveitei a passagem.

Encarei Hinata que permanecia de pé e ajeitava o sobretudo encharcado no corpo.

Aguardei por uma resposta, que não veio.

— Por quem está aqui, Hinata? – Eu poderia deixá-la aprisionada em seus próprios pensamentos, mas a curiosidade não me permitia.

— Estou aqui pela minha mãe

A revelação me deixou atônito, realmente nunca a vi com sua mãe, sempre era seu pai presente em tudo, mas jamais dei atenção para isto. O clã Hyuuga era tão tradicional que dificilmente mulheres eram destaque ou responsáveis por algo do clã.

— Foi durante à guerra também?

— Ela faleceu logo depois do parto de Hanabi. Prefiro vir sozinha, há anos papai não se sente à vontade quando a visito... Eu apenas... Queria ficar à vontade. – Também confessou em sussurros sem conseguir me encarar.

Percebi que a pesar de conhece-la a anos, não conhecia muito sobre a vida de Hinata. Isto fez me sentir mal, e mais do que qualquer pessoa, entendia como era perder um ente querido durante a infância.

— Beba. – Ofereci a garrafa de sake que segurava, ela me encarou confusa por um bom tempo – Um gole só, te fará se sentir um pouco melhor.

Ela ficou um tempo sem responder, apenas encarava a garrafa em minhas mãos, e finalmente pude visualizá-la direito.

Seu rosto estava completamente encharcado, mas como não usava maquiagem, seu rosto não estava borrado e seus traços eram tão delicados como sempre. Seu cabelo estava também molhado e bem baixo, e suas longas mexas grudadas no corpo, corpo que apesar de usar um sobretudo, acompanhava suas acentuadas curvas. Hinata permanecia aquela mulher de poucas palavras, sorriso delicado e olhar gentil, e mesmo eu nunca ter falado a ela, Hinata era uma das mulheres mais bonitas da nossa idade. Se Jiraya ainda estivesse vivo, com certeza a classificaria como uma das jovens mais bem dotadas da vila. Reprimi uma risada com o pensamento, sentia saudades do jeitão de Jiraya.

— Tudo bem? – Ela me perguntou enquanto aceitava a garrava de sake, eu apenas acenei positivamente com a cabeça.

— Tome só um pequeno gole, é bem forte – Alertei. Se havia uma coisa que sabia era que provavelmente Hinata jamais havia bebido nada alcoólico.

Dei uma longa gargalhada com a careta que ela havia feito assim que bebeu um pouco do sake.

— Não estou me sentindo melhor... – Ela decretou, e Isto apenas me fez rir mais.

Não sei exatamente quanto tempo ficamos lá, apenas o tempo suficiente do sol nascer, da chuva não parar e de que eu, sozinho, terminei com a garrafa de sake.

Não sei exatamente sobre o que conversamos, sobre o que realmente contei a ela ou a que momento fiquei realmente bêbado, mas fiquei.

Não sei como, mas em algum momento ela quase caiu, eu a segurei e seu sobretudo se soltou de seu corpo. Pude ver sua blusa branca grudada no corpo, pude ver ela corada se afastando de mim e pude ainda sim ver como ela era ainda mais linda quando eu estava bêbado.

Não sei como, nem como ela permitiu, mas eu a beijei desajeitadamente na frente da lápide de Neji, enquanto a chuva parecia não parar.

E em vislumbres lembro-me de levá-la até meu apartamento, provavelmente dizendo apenas para ela vestir roupas secas. Provavelmente ela também se permitiu fazer isso, logo que seu clã não era assim tão longe da minha casa.

Apenas sei que em algum momento eu voltei a beijá-la, desta vez direito. Mas não esqueci de como a levei até o meu quarto, de tentar deixá-la o mais confortável possível, mesmo ela estando completamente tímida e admito que isso me fascinava.

Lembro-me perfeitamente de começar a passar a mão em seu corpo e ela permitir. Ah! Lembro que ela também bebia algo, será que não terminei aquela garrafa sozinho? De qualquer forma, estávamos lúcidos sobre o que realmente fazíamos. E não foi surpresa quando vi seus seios nus pela primeira vez, aprendi com o tempo que aquela era a parte de seu corpo que mais me excitava.

A ausência de atitudes dela me alertavam que ela não sabia muito bem o que fazer, por isso, a provoquei o máximo que minha lucidez permitia e no momento que ouvi gemer por meu nome e contorcer suas pernas de baixo das minhas sabia que aquele era o sinal que precisava.

Talvez fosse culpa da embriaguez ou ápice da carência, provavelmente os dois.

“Porque... Eu amo você!”

Mas eu sabia que a única que poderia realmente me fazer bem, era ela, porque era a única que verdadeiramente gostou de mim desde o início, não me importando com as consequências do nosso primeiro ato, mesmo sabendo que eu jamais conseguiria amá-la.

Tentei ser o mais gentil que consegui na primeira penetração, e como esperado não poderia ser o mais saborosamente apertado.

Então finalmente Hyuuga Hinata era inteiramente minha. Na época pensava que aquilo apenas seria o acontecimento de uma noite “embriagada”. Sim, provavelmente está seria a desculpa que utilizaríamos.

Porém a sequência de atos, de palavras sussurradas e de satisfação, principalmente minha, havia sido muito maior do que a expectativa.

Quando percebi já estava viciado neste jogo. Entendi também que a minha teoria estava certa, apenas alguém que realmente me amasse me trataria de maneira tão gentil e amorosa quando estávamos em momentos tão íntimos. Ninguém melhor para fazer isso do que Hinata.

Confesso que foi orgulhoso ouvir meu nome em seus gemidos, senti-la arranhar minhas costas e conseguir fazê-la gosar no nosso primeiro sexo.

Gravei cada pedaço de seu corpo, viciei em seus seios e apreciei seu sexo.

Ao acordar imaginei por um instante que aquele apenas era um sonho erótico, mas ao vê-la adormecida ao meu lado entendi que tudo era real. Até mesmo me orgulhei ao ver uma pequena mancha vermelha entre os lençóis.

Então tudo desmoronava quando nos encarávamos e não sabíamos como agir um perante o outro. Daquela vez eu sai sem jeito, dizendo que estava atrasado para o serviço – e realmente estava – e que Shizune me mataria. Das outras vezes subsequentes, ela partia antes que eu acordasse, ou pelo menos tentava sair o mais discretamente possível.

Desde então nos encontrávamos sem datas marcadas, sem saber se aquela seria a última vez e até então sem data de validade.

Nós encontrávamos as escondidas e apenas quando eu a procurava...

Por meses mantivemos nosso caso sexual. Com o tempo ela também aprendeu técnicas novas. Técnicas que apenas me viciavam ainda mais naquele jogo e que não me permitiam finalizá-lo.

Até que eu entendi que o amor dela era o que eu precisava, mas que a minha falta de amor por ela era apenas uma bomba relógio prestes a explodir a qualquer momento. Hinata merecia mais, muito mais do que eu poderia oferecer. Sabendo disso, sabendo que eu não era merecedor de tanto amor, acabei com o jogo.

Tudo porque era eu que não sabia o que era amor.

FLASH BACK OFF – NARUTO

[Pov Naruto]

Abri meus olhos e encarei o teto branco de meu quarto, olhei para a janela do meu pequeno cômodo e apreciei as estrelas. Tesc! Provavelmente passaria à noite inteira em claro!

Levantei-me e fui até a janela.

Uma enorme lua cheia pairava sobre o céu, a lua que apenas me fazia lembrar mais dela. Ele mal poderia imaginar que não era o único.

[...]

Naquele horário da noite era o momento em que a boate estava mais cheia, pelo som da música alta e das pessoas, Hinata jamais conseguiria dormir, por isso, para tranquilizar a sua alma, ela foi até a janela e observou silenciosamente o luar, que por sinal, era de lua cheia, a sua preferida.

Ouviu batidas nas portas e olhou Sayuri entrar em seu cômodo com roupas comuns.

— Hoje você não está lá em cima trabalhando? – Perguntou Hinata.

— Estou de folga – Informou sorridente aproximando-se ainda mais de Hinata com uma garrafa de sake e dois copos – Trouxe para a gente beber durante o treino.

— Treino...?

— Não venha se fazer de desentendida. Um dia você ainda vai me agradecer por aprender como seduzir um homem! – Exclamou entregando um copo para Hinata e despejando a bebida para ambos os copos — Você nunca tomou sake, não é?

Hinata segurou a risada e olhou para o copo cheio de sake que segurava nas mãos, aos poucos o sorriso se tornou mais melancólico.

— Não, já tomei outras poucas vezes. Eu... apenas não me acostumo com o sabor. – Explicou com um sorriso entristecido que não passou despercebido pela jovem.

— O que foi? Você está bem? – Sayuri perguntou se aproximando de Hinata e encarando seus olhos, percebeu que havia uma emoção contida nos olhos esbranquiçados da Hyuuga.

— Sim, eu apenas... Lembrei da primeira vez que bebi...que seja. Vamos! Está na hora de aprender algo novo – Informou tentando se animar.

Se tinha uma coisa que a jovem Hyuuga realmente queria em sua vida era curar o coração machucado e faria qualquer coisa diferente para ocupar a cabeça ou se curar. Apenas assim poderia um dia voltar para casa, pronta não apenas para encarar Naruto, mas para ser uma grande líder ao seu clã.

[...]

[Pov Naruto]

Passei a noite inteira apenas relembrando do meu passado com ela.

Quando o dia nasceu, tomei um banho gelado para esfriar o corpo e colocar a cabeça no lugar. Nunca fui de me arrepender de algo que fiz no passado, não era agora que iria começar.

Fui até a cozinha preparar um bom café da manhã e me assustei ao ver que Sakura permanecia a dormir no meu sofá da sala, quase havia me esquecido que na noite anterior estávamos assistindo um filme juntos, como amigos.

Dei um sorriso nostálgico ao lembrar da conversa da noite anterior com ela. Agora era mais do que claro que jamais fui apaixonado por ela, como sempre decretava. Mas então, o que era amor?

— Bom dia, baka – Sakura me comprimento indo direto pro meu banheiro.

— Pode usar a toalha que deixei aí dentro para tomar um banho! – Exclamei enquanto fazia o café na cozinha.

Tomei um café da manhã agradável com Sakura-chan. Saímos de casa juntos, logo depois cada um tomou o seu caminho para seus respectivos serviços.

A única coisa que estranhei foi que ela não me perguntou mais nada sobre Sasuke. Tesc! Com certeza deve haver algum motivo, da próxima vez eu pergunto isso para ela.

[...]

Sasuke preparava um chá com tranquilidade, quando de repente sentiu algo tocando o seu ombro.

Quase derrubou o bule de chá quente em cima de si mesmo com o movimento brusco de reflexo.

— Ah desculpe! Não queria te assustar

— Deveria ter chamado pelo meu nome, Kakashi-sensei! – Exclamou irritado Sasuke, que colocou as duas mãos sobre a pia da cozinha querendo se ambientar no cômodo.

— Achei que tivesse me ouvido entrando na casa. – Argumentou Kakashi descontraidamente e pegando um pouco do chá sem nem ao menos pedir. – Fazia tempo que não passava aqui, então vim visitá-lo – Informou pegando uma torrada e já se sentando à mesa da cozinha confortavelmente – Precisa de ajuda? – Perguntou vendo a dificuldade do moreno de achar o bule sobre a pia, já sabendo que feriria o orgulho Uchiha.

— É óbvio que não – Respondeu Sasuke, que mesmo que não gritasse estava presente o aborrecimento em sua voz.

— Você deveria pedir ajuda a Sakura...

— O que?! – O interrompeu como se a ideia fosse absurda.

—... sobre um tratamento aos seus olhos, conversei com Naruto, ele me informou que ela já sabe que está aqui em Konoha, inclusive que ela deve ter vindo visitá-lo um dia qualquer. Sakura é realmente uma ótima médica, tão boa quanto Tsunade...

— Perder a minha visão foi o preço que tive que pagar por vencer Kaguya, talvez seja também o preço pelos erros que cometi no passado – Informou seriamente, localizando finalmente o bule de chá e despejando cuidadosamente o liquido em sua xícara.

— Bem, a decisão é sua, possivelmente um tratamento para recuperar a visão pode nem ao menos ser possível, mesmo assim, melhor buscar a cura do que aceitar a situação. Se prefere ver a perda da sua visão como martírio do que como uma consequência ocasional a escolha é unicamente sua, Uchiha.

Um silêncio absoluto reinou entre os dois. Vencido, Kakashi pegou mais uma torrada e voltou a tomar seu café da manhã, sabendo que o orgulho do Uchiha jamais permitiria pedir ajuda.

— Por que tem que ser justamente a Sakura?

— E por que não poderia ser ela? – Kakashi rapidamente questionou estranhando a reação do Uchiha – Se eu não o conhece-se tão bem, acharia que você está fugindo dela.

— Não diga idiotices! – Argumentou rapidamente Sasuke, rápido até demais segundo Kakashi.

[...]

Enquanto Naruto revisava e assinava vários documentos, Shizune adentrou em sua sala com um novo documento, que imediatamente Naruto já assimilou que era para ser também assinado, porem ele foi jogado de tal forma em sua mesa, que imediatamente ele sabia que havia algo errado.

— Se vocês não tem nada, imagina se tivessem... – Comentou ironicamente Shizune.

Naruto apenas leu a pequena manchete escrita naquele papel, que imediatamente ele reconheceu como o Jornal de Konoha.

Admiradoras do Rokudaime Hokage ficaram enlouquecidas com a notícia! Apesar de Uzumaki Naruto e Haruno Sakura negarem a existência do namoro “secreto”, foi presenciado hoje, quarta-feira (16/11/2016), o casal saírem juntos do apartamento do Rokudaime, local que Haruno Sakura permaneceu à noite inteira.

Apesar do casal tentar ser o mais discreto possível é incoerente a negação de ambos...

Naruto nem terminou de ler e já amassava com raiva o jornal e o jogava no lixo.

Em um movimento brusco levantou-se da poltrona e foi em direção da janela, apenas encarando os portões de Konoha de um jeito tão intenso que rapidamente Shizune percebeu que ele não olhava para os portões, e sim, para além deles.

Por um bom tempo o silêncio perambulou entre eles, até que finalmente Naruto se justificou, com um semblante menos irritado.

— Não importa o que eu diga, este jornal sempre vai dizer e comprovar da maneira deles que eu e Sakura estamos nos relacionando, e ainda há algum tempo, mas isto é mentira! Você querendo acreditar ou não. Na verdade, eu nem deveria me irritar com isto! Está fofoca uma hora ou outra vai acabar!

— Então por que está se irritando?

Sem tirar os olhos do portão de Konoha ele respondeu:

— Apenas gostaria de saber até onde está notícia pode se espalhar. Verdades machucam, mas mentiras podem machucar tanto quanto.

Shizune apenas observou o Hokage encarar melancólico os portões de Konoha. Naquele instante se perguntou desde quando Naruto havia amadurecido tanto, observando em silêncio aquilo que o incomodava.

— Você realmente gosta dela.

— Shizune, não me venha sobre suas teorias...

— Não estou perguntando, estou afirmando – Informou convicta e já se dirigindo para a saída da sala – E sim, ela ficará sabendo e isto irá machucá-la, melhor já planejar o que será necessário para reconquistá-la.

Sem esperar resposta Shizune saiu da sala, deixando um Naruto completamente perplexo.

[...]

Uma semana depois.

[Pov Shikamaru]

Já não bastava ser estranho o suficiente eu, Choji e Kiba/Akamaru estarem presentes na sala do Hokage ainda era anunciado que estávamos sendo escalados para a realização de uma missão rank A, rank que apenas poderia significar que um grande problema estava a vir.

—...como o Shikamaru terminou de organizar os preparativos ao exame chunin, achei mais adequado que ele seja o líder da missão e como a Ino não está presente, achei mais sensato chamar o Kiba – Terminava de explicar o mais novo Hokage.

— O Naruto organizando missões, isso é engraçado – Comentou em um murmúrio Kiba para Choji.

— Qual é a missão? – Eu rapidamente perguntei sério.

— Auxiliar a equipe de Suna ao resgate de duas pessoas – Imediatamente travei, obtendo apenas a imagem de uma pessoa na cabeça – Incluindo a princesa de Suna, Sabaku no Temari, que se apresenta em péssimas condições de saúde e é utilizada como refém.

A única coisa que pude imaginar foi como Temari se meteu em mais uma confusa e porque Ino permitiu isso.

Continua...

Notas finais
FINALMENTE NARREI COMO TODA ESTÁ HISTÓRIA NARUHINA COMEÇOU, e confeço que não sabia muito bem como descrevê-la, mas até que saiu! kkk De qualquer maneira sei que muitos gostariam de um Hentai bem QUENTE, e quem já leu outra fic minha, sabe que um hentai é sempre bem vindo, porém achei melhor apenas escrevê-lo quando realmente estivermos falando sobre o presente, mas mesmo assim achei que ficou uma cena satisfatóriamente boa. Bom, agora começo com uma nova fase da fic e as coisas ficarão mais quentes, porque tah muito morninha kkk Ah! Gostaria muitooooo de agradecer aos reviwes do capitulo passado. Alguns leitores fantasmas apareceram e isso foi tão bom! Por favor, se mais alguem quiser se manifestar fique a vontade! Eu adoroooooo novos leitores viu! E aqueles leitores que fazem O COMENTÁRIO! MUITOOOOOO OBRIGADA, vocês me deixam realmente muitoooo feliz - pulinhos de felicidade, é ótimo ver seu trabalho sendo reconhecido :] Muitoooo obrigada à todos que estão recomendando a história! Mereço mais recomendações? bjs Nessa e até a próxima