Coisas Que Vem A Minha Cabeça
17 Morta-Viva
E eu não sei se é coisa da minha cabeça.
Talvez não. Não. Eu não posso dúvidar de mim mesma.
De crédito ao que digo.
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Me sinto como uma morta-viva. Estou como uma morta-viva.
Não sinto, não vivo, existo.
E eu vejo. Eu acordei de uma vida fingida, de sentimentos falados e não sentidos.
E a realidade em que eu vivo, a realidade que eu sinto é uma sem amigos, sem pais, e sem a presença de Deus.
Só quem é escolhido vai entender.
E como dói, aliás, e como deveria isso doer.
Mas eu não sinto nada.
Morta-Viva.
Estou num poço. Um poço fundo onde minha alma perdeu o profundo do amor.
Se eu não amo mais mamãe, nem papai, nem ninguém.
O próximo a quem tanto deveria amar.
Nem a Deus... o amor se perdeu, se foi.
Mas se fosse amor mesmo...eu não estaria me questionando desse jeito.
Se aquilo não era amor, era o quê?
Nãao!! Aquilo era amor, ele só se esfriou em uma alma tão escura de pecados e pensamentos obscuros.
O amor não habita aonde há ódio. E o amor não resistiu.
Ele não sabia lidar com ''eu AMO sim. Somente meus pais.
Mas aquele fulano, aqueles ali? ODEIO''.
Como assim? As pessoas odeiam e amam ao mesmo tempo?
Como se fosse tão fácil assim.
Isso não existi. Amor é amor, Ódio é Ódio.
E um é contrario do outro e é há única coisa no mundo em que só um sobrevive. Ou tu sentes amor, ou tu odeias.
Se for pra professar um amor somente por tais pessoas eu prefiro não amar.
E SE FOR PRA AMAR QUE SEJA O MUNDO TODO.
E SE O QUE VOCÊ DIZ QUE SENTE É AMOR, AME O MUNDO TODO.
Ele preferiu ir embora. Ele não perdeu nem desistiu.
Ele só não se misturou, manteve sua essência.
E o amor que é eterno sempre será assim.
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