E eu não sei se é coisa da minha cabeça.

Talvez não. Não. Eu não posso dúvidar de mim mesma.

De crédito ao que digo.

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Me sinto como uma morta-viva. Estou como uma morta-viva.

Não sinto, não vivo, existo.

E eu vejo. Eu acordei de uma vida fingida, de sentimentos falados e não sentidos.

E a realidade em que eu vivo, a realidade que eu sinto é uma sem amigos, sem pais, e sem a presença de Deus.

Só quem é escolhido vai entender.

E como dói, aliás, e como deveria isso doer.

Mas eu não sinto nada.

Morta-Viva.

Estou num poço. Um poço fundo onde minha alma perdeu o profundo do amor.

Se eu não amo mais mamãe, nem papai, nem ninguém.

O próximo a quem tanto deveria amar.

Nem a Deus... o amor se perdeu, se foi.

Mas se fosse amor mesmo...eu não estaria me questionando desse jeito.

Se aquilo não era amor, era o quê?

Nãao!! Aquilo era amor, ele só se esfriou em uma alma tão escura de pecados e pensamentos obscuros.

O amor não habita aonde há ódio. E o amor não resistiu.

Ele não sabia lidar com ''eu AMO sim. Somente meus pais.

Mas aquele fulano, aqueles ali? ODEIO''.

Como assim? As pessoas odeiam e amam ao mesmo tempo?

Como se fosse tão fácil assim.

Isso não existi. Amor é amor, Ódio é Ódio.

E um é contrario do outro e é há única coisa no mundo em que só um sobrevive. Ou tu sentes amor, ou tu odeias.

Se for pra professar um amor somente por tais pessoas eu prefiro não amar.

E SE FOR PRA AMAR QUE SEJA O MUNDO TODO.

E SE O QUE VOCÊ DIZ QUE SENTE É AMOR, AME O MUNDO TODO.

Ele preferiu ir embora. Ele não perdeu nem desistiu.

Ele só não se misturou, manteve sua essência.

E o amor que é eterno sempre será assim.

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