Está ferida que está aberta,

dessa eu me atrevo a dizer que nunca vai-se fechar.

Simplesmente porque sem ela não há vida,

ela é a crise existencial que existe em mim.

Ela sem a vida não é nada, e a vida sem ela menos ainda.

Não ser eu agora seria uma coisa legal.

Não pensar como eu, não viver como eu, não chorar como eu.

Apenas ver a vida de um modo, lado diferente.

Eu nunca quis nascer, e o profundo de minha alma se recusa a morrer, mas nunca, nunca,

e isto eu posso afirmar com toda certeza.

Nunca na vida fizeram minha total vontade,

então isto é uma razão justa para me matarem,

para eu me ir morrer.

Posso ter a vida que sempre quis, mas sempre terei motivos pra chorar e me entristecer!

Porque essa ferida nasceu comigo, morrerá comigo.

Eu a consumi, e agora nada mais justo do que ela me consumir e ser consumida por Deus.

É, e foi, a única justificativa que eu encontrei para dor.

Minha dor.