Coisas Que Só O Amor Pode Fazer
1 Boas vindas
Notas iniciais
Lembre-se, quando tiver aspas é porque a personagem esta tendo pensamentos próprios.
Boa leitura para todos!
Desculpem os erros!
Boa leitura para todos!
Desculpem os erros!
Era uma noite fria de outubro de 2005 em Iowa, Des Moines, e eu estava atrás de um bar/restaurante descente com as mãos enfiadas nos bolsos da jaqueta de couro, e com o incessante barulho de meus passos... "Ainda bem que não estava de salto", pensei. As ruas eram silenciosas demais e o tilintar de meus All Stars batendo no chão parecia ecoar por todos os quarteirões.
Tinha acabado de chegar nessa cidade, sou estagiária de uma grande revista rock and roll estadunidense, que tem sede no Brasil, da onde vim. Graças à Deus não viajei sozinha, minha grande amiga Catarina e o lindinho do Brian vieram para fazer o mesmo estágio. Mas eles não quiseram dar uma volta comigo, preferiam descansar, e eu queria muito conhecer a cidade, então, aqui estou eu, perambulando sozinha. Depois de andar uns 15 minutos sem rumo achei um lugar agradável. Ao entrar reparei que estava muito cheio para ruas tão vazias. Já fui logo procurando um banheiro para arrumar meus cabelos longos, roxos e cacheados do vento que tomei. Depois de me dar por satisfeita no espelho fui direto para o balcão, subi com certa dificuldade naquele banco enorme, (Detesto meus 1,65 de altura), pedi meu whisky favorito para o barman, ele olhou com cara de dúvida e disse com uma voz grave e serena:- Quantos anos você tem garota?- Você ta de brincadeira né? - Tem documento? Bufei e tirei o documento do bolso.- Prontinho, 24 aninhos. Agora vai perguntar se pedi grana para minha mãe?Um homem muito mais alto do que eu estava sentado ao lado tentando disfarçar o riso. Tentei encara-lo, mas seu cabelo preto e de tamanho médio escondia o rosto, para piorar o cara estava de óculos escuros. Será que queria se esconder? Enfim... Mas tinha um ótimo gosto para roupas, admito. A bebida chegou cheia de gelo e eu encarei o encrenqueiro do barman.- Você sabe que muito gelo no whisky fica aguado não é? Antes de o barman careca responder o homem terrivelmente alto virou o corpo em minha direção e disse:- Se você não se importar pode colocar um pouco do seu gelo no meu copo. O meu está quente demais.Me virei surpresa para ele. Peguei meu copo e estendi.- Agradeço — Sorri simpática — O Senhor é?Ele tirou os óculos e foi ai que finalmente percebi.- James Root. E você é?Puta que pariu! É o James! Guitarrista fodástico da minha banda preferida! O Slipknot! Eu fiz cara de idiota e me perdi completamente. Fiquei em choque pela situação. Ele deve ter percebido e deu um sorriso.- E então, seu nome é? - Ahh sim, sou Eliza Margareth, muito prazer Sr. Root, eu admiro seu trabalho. Estou lisonjeada de estar aqui falando com você!- Obrigado Senhorita Margareth. Digo até que o prazer é todo meu. — Ele me analisou.- Não parece ser daqui... Está passeando?- Não, realmente, estou aqui à trabalho. Comecei um estágio de um ano aqui em Des Moines.- Que interessante! Estágio de quê?- Em uma sede de uma famosa revista. Como jornalista e editora.Depois disso eu precisava me recompor. Estava nervosa demais e não queria espantar o meu ídolo. Decidi ir ao banheiro. Na volta me deparei com ele segurando meu copo encostado na porta me convidando para comer alguma coisa. "Ainda bem que fui me acalmar". E, lógico, aceitei. - Eu conheço um lugar ótimo à uma quadra daqui, vamos? Só balancei a cabeça positivamente com um sorriso enorme no rosto.Chegando lá me deixou escolher o lugar primeiro. Depois sentou e sugeriu batatas fritas com bacon, e, para beber, coca. Enquanto a comida não chegava ele se virou e me olhou curioso. O encarei de volta, mas me distrai com os olhos castanhos com fortes tons de esmeralda.- Já que não é daqui, da onde você é Sr. Margareth? - Sou brasileira, mais especificamente, moro em São Paulo. Por favor Sr. Root, me chame de Eliza.- Isso explica ser tão... Diferente... Me chame de Jim, por favor.- Como assim 'diferente'?- Bem... Não sei colocar em palavras agora. Mas você tem algo diferente.Fiquei muito confusa com aquilo. Não sabia se era bom ou ruim ele me achar 'diferente'. - Você diz isso por causa do meu cabelo roxo?Em meio às risadas ele respondeu.- Não, você tem algo instigante. Estou surpreso por mal te conhecer e te convidar para comer. Acredite, não costumo fazer isso."Huuum então sou especial?". Bem... James é o cara que mais admiro na banda, mas em questão de algo mais profundo como relações nunca se passou pela minha cabeça, além disso ele era muito mais velho que eu. E sempre tem aqueles boatos de que guitarristas adoram mulheres apenas por uma noite em um quarto qualquer... Mas, para ser sincera, ele é um homem bem interessante, conversa super bem, simpático, inteligente e estiloso. Ta bom, ta bom... Não era (nem de longe) o mais bonito, porém eu já estava cansada de homens bonitos e canalhas, jovens e imaturos. Meu coração já foi quebrado tantas vezes por esses otários que... Por que não? Claro, se fosse isso mesmo né. Até agora nada estava muito claro para mim.Conversamos sobre mil coisas naquela noite, ele tinha um humor contagiante e me encantei com isso. Até que olhei no relógio e já eram uma da manhã. Tinha que ir embora, na primeira noite com eles e já chegar tarde assim, meus amigos não iam me deixar em paz depois. Depois de terminar minha bebida falei para ele que precisava ir embora.
- Está tarde, não vou deixar você ir sozinha. Aonde você mora? - Não é longe, umas 6 quadras daqui. Não se preocupe, não quero incomodar.- Que homem eu seria te deixando à essa hora sozinha na rua?Congelei com essas palavras. Que lindo! - Então ok Jim, aceito sua companhia. Dividimos a conta do restaurante, porque insisti para que ele não pagasse tudo. Na porta do estabelecimento ele disse:- Espera aqui na frente para mim pegar minha moto, por favor.Caralho esse cara não existe... - Tudo bem. — Respondi tentado agir naturalmente.Ele veio, mas não com uma moto Bis, era uma Harley Davison! Linda, preta com detalhes vermelho, com aquela potência que só esse tipo de moto tem. E eu, de boca aberta. Subi feliz da vida na garupa, fui indicando o caminho e em dois minutinhos chegamos. "Com esse barulho devem ter acordado." Comecei a rir sozinha já descendo da moto. E ele perguntou:- Do que esta rindo? - Foi isso que quis te perguntar a primeira vez que te vi... — Pensei alto e sorri olhando em seus olhos.- Não entendi. - Lá no bar e tudo mais. Você estava rindo da minha cara.Ele sorriu pensativo e parecendo satisfeito.- Eu gostaria muito de sorrir com você novamente, hoje foi muito divertido. Amanhã você trabalha? - Para minha sorte, não. Quer anotar meu telefone? - Claro! E assim se fez minhas mais maravilhosas boas-vindas à Iowa.
Notas finais
Próximo capítulo em breve!
Beijos e até ;)
Beijos e até ;)
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