Coisas Que Eu Nunca Te Disse
17 Show Parte I
Notas iniciais
Camus estava em seu quarto quando ouviu batidas na porta.
Camus: já vai!
Ele abriu a porta dando de cara com o indiano que estava com uma expressão terrivelmente séria.
Camus: Aijima? O que está fazendo aqui? Pensei que tivesse treinando suas cordas vocais e…
Cecil: eu já vou voltar para os ensaios. Mas preciso falar com você antes do show.
Ele entrou decidido no quarto, Camus fechou a porta meio incrédulo.
Camus: bom, o que é?
Cecil tomou folego para conseguir dizer tudo que estava engasgado em sua garganta.
Cecil: Camus… a partir de amanhã, não precisará mais tomar conta de mim.
O conde ficou perplexo.
Camus: hã? Como assim?
Cecil respirou fundo.
Cecil: eu não quero mais ser seu kouhai!
Disse de uma vez só chocando o maior que não conseguia acreditar no que ouvia.
Camus: que palhaçada é essa Aijima?! Não temos tempo para brincadeiras estupidas como essas e-!
O menor começou a rir deixando Camus mais incrédulo.
Cecil: é justamente por isso! Eu te irrito… não tem logica em você continuar sendo meu sempai! Você nunca quis esse trabalho não é?? Pois agora estou o deixando livre da responsabilidade de me aguentar!
Camus ficou o fitando e viu que Cecil não estava brincando.
Camus: i-isso é sério?
Cecil: sim.
Camus: por que você ta agindo assim? O que aconteceu Aijima?
Cecil: você me detesta não é? Afinal eu o irrito profundamente e odeia ser meu sempai. E se eu quiser ficar ou não com o Kisuke o problema é meu.
Camus arregalou os olhos, ele havia escutado a conversa com Reiji?!
Camus: Aijima sobre isso que eu falei… não era-!
Cecil: não importa! Vai ficar livre de mim Camus! Não era isso que sempre quis?! E não se preocupe, eu direi ao Saotome que não quero mais ser seu kouhai, não acusarei você de nada!
Camus: não seja ridículo!! Você precisa de um sempai!
Cecil: o Kisuke vai ser.
Camus: o que?!
Ele estava visivelmente irritado.
Cecil: ele se importa comigo!! E não vai me tratar como se odiasse até ouvir o tom da minha voz como você!!
Camus: ele quer muito mais do que ser só seu sempai idiota!
Cecil: e daí?! Se eu quiser ir pra cama com ele, isso é problema meu! Você mesmo disse isso ao Reiji!
Camus paralisou.
Camus: é por isso que está querendo ele não é?! É porque já estava afim dele e queria apenas uma oportunidade de ficar a sós com aquele desgraçado! Aproveitou esse momento pra fazer o que queria há tempos e ainda se passar por vítima!
O indiano o olhou indignado.
Cecil: você pensa que eu sou o que Camus?!! Se eu fosse afim do Kisuke, você seria a última pessoa do mundo que poderia me impedir!!
Ele passou pelo conde em direção a porta.
Camus: Aijima nós não terminamos-!
Cecil parou antes de sair e se virou novamente para o conde.
Cecil: na verdade Camus… você seria a única razão pra eu não ficar com o Kisuke. A única.
Camus: como assim?
Ele se virou ao menor. Cecil sorriu fracamente.
Cecil: você… realmente nunca notou?
Ele deu um passo na direção de Camus.
Camus: notei o que?!
Cecil: o jeito como eu passei a te olhar de um pouco mais de um ano pra cá? O jeito como eu reagia a sua presença? O jeito que corava quando você ficava perto demais? Ou quando desviava meus olhos do seu porque meu coração acelerava drasticamente quando me olhava?
Camus arregalou os olhos, já começando a entender o que se passava ali.
Cecil: como eu ficava feliz nas raras vezes que me elogiava ou quando dava um sorriso direcionado a mim, nem que fosse pequeno. Como quando se preocupava e até mesmo cuidava de mim como fez no hospital. Nunca percebeu que você sempre foi a pessoa que eu mais quis orgulhar?? Me esforçava ao máximo pra ser bom por você! Pra ganhar seu merecimento! Me tornei um ídolo por você! Queria ficar perto de você!
Cecil mordeu o lábio reprimindo o choro.
Cecil: eu me apaixonei por você!! Eu te amo Camus!
Os olhos azuis do conde alargaram em choque pela confissão do indiano.
Camus: o-o que? M-Mas por que não disse-?
Ele até gaguejou pela surpresa.
Cecil: você me recusaria! Sentiria nojo e diria que sou um completo imbecil não é?! Eu vinha… eu vinha me confessar, mas… você tava ocupado dizendo o quanto me odeia para o Reiji.
Ele abaixou o olhar e limpou algumas lagrimas que desciam. Camus queria dizer algo, mas não conseguia. É como se sua língua tivesse travado, as palavras de Cecil rodeavam sua mente e causava sensações estranhas em seu peito. O indiano se aproximou.
Cecil: nós nunca mais precisaremos lidar um com o outro, então… eu vou fazer por último… algo que sempre quis.
Camus: o que-?
Cecil passou o braço em torno do pescoço do maior o puxando para si, calando o conde com os lábios. Camus foi pego de surpresa pelo beijo, mas mesmo com todo o susto o correspondeu no mesmo instante. Cecil não esperava que o veterano correspondesse, pensava que ele iria o empurrar, bater… mas Camus abriu sua boca e a língua encontrou a do indiano que se arrepiou com o choque delas se entrelaçando pela primeira vez. O beijo a cada segundo se intensificava e as mãos deles exploravam o máximo que podiam do corpo um do outro, Camus puxava o corpo do menor para si, colando ao seu. Eles se separaram pela necessidade de respirar, mas as testas continuavam se tocando. Cecil respirava ofegante, o beijo foi incrível… ele imaginou diversas vezes como seria o beijo do conde e já sabia que o mesmo deveria beijar bem, só não imaginou que tanto. O indiano abriu os olhos e eles se perderam nos orbes azuis do veterano, Camus desceu seu olhar para a boca avermelhada e entreaberta do kouhai e não resistiu em mais uma vez beija-lo, dessa vez o levando contra a parede e encaixando seu corpo melhor ao dele.
Cecil não segurou um gemido abafado quando as mãos fortes de Camus desceram vagarosamente pela lateral de seu corpo, o indiano tava ficando nas nuvens com aquelas caricias, mas então se lembrou que não podia. Ele estava decidido em tirar o conde da cabeça, havia cansado de sofrer em vão.
Cecil: não! Chega-! Não podemos…!
Ele empurrou Camus com força, o menor tava incrivelmente corado e nem conseguia olhar para o veterano que estava ofegante.
Camus: Aijima me deixa explicar e…
Cecil: eu não vou mudar de ideia Camus!
Ele encarou decidido as orbes do outro.
Cecil: esse é nosso último dia como sempai e kouhai.
Ele saiu pela porta sem dar tempo do maior responder.
Camus: Cecil-!!
Ele tentou argumentar, mas não conseguiu. Camus só então se tocou que havia acabado de beijar o garoto que ele sempre alegou o tirar do sério.
Camus: o que eu fiz…?
Ele sentou na cama colocando as mãos na cabeça. Seu peito tava doendo… doía e ele não sabia o porquê. A ideia de Cecil se envolver com Kisuke, dele ama-lo corroía o conde por dentro, o matava… ele- mesmo odiando admitir- sentiria falta do menor que de um jeito ou de outro conseguia o divertir no dia-a-dia.
A porta foi aberta e Camus levantou a vista levemente para ver quem era.
Camus: você ouviu não foi?
O albino estava sério.
Ranmaru: sim.
O Kurosaki trancou a porta.
Ranmaru: por que não disse a ele que também o ama?
Camus o olhou incrédulo.
Camus: o que te faz pensar que eu-??
Ranmaru: então por que o beijou?! Eu te conheço há séculos Camus! Você não beija alguém… a não ser que seja do seu interesse! Agora por que beijaria seu kouhai?
O loiro não respondeu.
Camus: eu não posso estar apaixonado por ele… posso?
Ele olhou para o albino que suspirou e foi se sentar ao lado do colega de banda.
Ranmaru: o amor é traiçoeiro… ele sempre aparece quando menos queremos, no entanto é sempre quando mais precisamos.
Camus o olhou de esguelha.
Camus: falando assim vou achar que está apaixonado por alguém.
Ranmaru não disse nada e Camus sorriu de canto.
Camus: é o Kotobuki?
Ranmaru arregalou os olhos.
Ranmaru: mas por que raios todos acham que é ele?!
Camus riu de leve.
Camus: porque ta escrito na sua testa.
O albino entrou em choque.
Ranmaru: ta tão escancarado assim??
Camus: completamente. Só o Kotobuki que não percebe.
O Kurosaki bufou.
Ranmaru: eu tinha que me apaixonar por um baka!
Camus riu mais.
Camus: quem diria que ia ver você apaixonado… ainda mais por uma pessoa como o Kotobuki que é completamente seu oposto.
Ranmaru soltou um muxoxo.
Ranmaru: ele é tudo o que odeio em outras pessoas, mas não consigo odiar nele.
Camus o observava.
Ranmaru: é engraçado como as coisas acontecem. Em um ano você não sente nada por ninguém e no outro… sente tudo por uma única pessoa.
Ele levantou da cama.
Ranmaru: ninguém além de você tem que saber o que sente pelo Cecil, e aconselho que descubra logo. Porque o Kisuke vai investir pesado nele quando se torna seu sempai oficial.
Camus passou a mão no cabelo irritado.
Ranmaru: ouviu o que ele disse. Você é a única pessoa que pode impedir o Cecil de ficar com o idiota do Kisuke. Se mexa conde.
Disse sarcástico indo em direção a porta.
Camus: e você vá falar logo com o Kotobuki, porque ele com certeza também gosta de você.
Ranmaru se virou pra ele chocado.
Ranmaru: o que??
Camus se levantou da cama.
Camus: até o ser mais retardado do universo percebe o clima que existe entre vocês Kurosaki, se declara que com certeza ele corresponderá.
Sorriu minimamente ao albino.
Ranmaru: mas-!
Camus: agora cai fora do meu quarto que eu preciso pensar.
Saiu expulsando o albino.
Camus: obrigado “cachorro”.
Ranmaru: de nada “barbie”.
Disse sarcástico saindo do quarto.
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Quando Ranmaru foi expulso do quarto de Camus, ouviu uma voz no mesmo instante.
Reiji: Ran-Ran!!
Ranmaru estremeceu, não queria falar com o moreno, não pelo menos naquele momento.
Ranmaru: err… Reiji eu to ocupado agora.
Reiji estreitou o cenho.
Reiji: com o que?
Cruzou os braços.
Ranmaru: não é da sua conta.
Disse seco e tentou andar, mas o Kotobuki o puxou pelo braço com força e o jogou dentro de seu próprio quarto.
Ranmaru: m-mas o que você ta fazendo idiota?!
Ele tentou sair, mas Reiji colocou a mão na porta.
Reiji: você ta me evitando!
O albino paralisou.
Reiji: por que?? O que foi que eu fiz?
Ranmaru: você não fez nada! Agora me deixa sair!
Reiji: você ta estranho! É por causa do meu caso com o Kisuke??
Os orbes do albino alargaram com a pergunta.
Ranmaru: é claro que não!! Por que eu ficaria com raiva disso?!
Exclamou irritado. Reiji ficou o olhando.
Reiji: é isso que eu quero saber.
Ranmaru bufou.
Ranmaru: você pode ter um caso até com o Buda se quiser ok?! Eu não to nem aí! Agora me deixar voltar para o meu quarto!
Reiji não moveu um único dedo para destravar a porta.
Ranmaru: que saco Reiji!!! Dá pra sair da-?!
Ele foi interrompido pelos lábios do Kotobuki, Ranmaru tentou afasta-lo, esperneou um pouco, mas acabou por fim cedendo. A língua dele encontrou a de Reiji em um beijo lascivo, as mãos do menor rodearam a cintura do albino o trazendo pra ele. O beijo foi se encerrando aos poucos, com muitos selinhos do moreno antes de se afastar de vez do Kurosaki.
Ranmaru: p-por que fez isso?
Ele perguntou ofegante.
Reiji: err… era a única forma de desarmar você.
Disse corando, na verdade era mentira, ele queria mesmo é tomar os lábios do maior para si novamente.
Ranmaru: eu já disse que não to com raiva, tira essa neurose da sua cabeça.
Disse emburrando um pouco.
Reiji: tem certeza?
Ranmaru: sim.
Reiji se aproximou olhando diretamente nos olhos do maior.
Ranmaru: por que ta me olhando assim?
Reiji sorriu.
Reiji: só quero ver se está dizendo a verdade. Eu não suportaria ver você… longe de mim.
Corou outra vez, Ranmaru ficou surpreso com aquilo.
Ranmaru: sou tão importante assim?
Indagou e dessa vez quem se aproximou foi ele. As maças do Kotobuki ficavam a cada segundo mais vermelhas.
Reiji: err… b-bem… eu…
Ele olhava para o albino e queria dizer o que sentia.
Reiji: na verdade Ran-Ran eu…
Ranmaru: você…?
Ele insistiu se aproximando.
Reiji: eu queria dizer que eu…
Quando ele ia dizer que estava apaixonado, o produtor do STARISH bate na porta.
Reiji: já vai!
Ele abriu a porta.
Produtor: Reiji os seus alunos estão o chamando, disseram que era importante.
Reiji bufou, logo agora que ele tinha tomado coragem de se declarar.
Reiji: já to indo.
O moreno fechou a porta e olhou para Ranmaru.
Ranmaru: eu vou… ver como o Jinguji e o Hijirikawa estão. Nos falamos depois.
Ele passou pelo menor e saiu, quando a porta se fechou Reiji bufou.
Reiji: eu vou matar o Toki e o Otoyan!! Agora minha coragem foi embora de novo! Merda!!
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Em Tóquio…
Suien estava em seu escritório com um velho conhecido.
Miyagi: você realmente nunca notou?
O garoto sorria debochadamente ao outro que estava explodindo de ódio.
Suien: eu não podia imaginar!! Eu sabia que o chibi problemático sentia algo pelo Ai… mas nunca poderia sonhar que o Ai correspondesse!!
Miyagi: não só corresponde, como também namora com ele. Mas fiquei surpreso quando você disse que tinham terminado.
Suien: sim, o Ai tava todo desiludido, algo que mostra que esse término foi recente.
Miyagi: então o Syo ta solteiro é?
Ele sorriu adorando a notícia.
Suien: mas não faz sentido… Ai tava todo preocupado com esse moleque! Se ele acabou de terminar com ele e ainda teve o coração partido… por que se importaria tanto?!
Miyagi: porque o ama. Eu vi os dois juntos no ensaio fotográfico Suien, eles… realmente se amam. Ai morria de ciúme dos meus olhares ao Syo, olha que ele é bem na dele. Mas tava quase me assassinando com os olhos.
Suien apertou a caneta com força.
Suein: aquele fedelho!! O que esse maldito tem que fez o Ai se apaixonar por ele??!!
Miyagi sorriu de canto.
Miyagi: o garoto tem seu charme. E você não pode negar que ele é bem bonito.
Suien o fuzilou com os olhos.
Miyagi: ei, calma! Só to falando a verdade.
Suien: não vejo nada demais em um anão com a língua afiada!
Miyagi riu.
Miyagi: Ai viu. Afinal… o Syo em dois anos e meio conquistou algo que você levou quase 10 e nunca conseguiu.
O sorriso maldoso era evidente na face.
Suien: então se ele realmente é o ex do Ai… isso significa que ele não desistirá fácil do mesmo. Eu vi na boate, ele foi capaz de encher a cara até cair só pra afastar o Ai de mim.
O mais novo riu.
Miyagi: o garoto é pirracento mesmo. Mas eu gosto assim.
Suien arqueou a sobrancelha.
Suien: você realmente é afim dele, ou é só capricho?
Miyagi: eu sou afim do Syo Suien, e se ele me quisesse… eu faria ele esquecer o Mikaze rapidinho.
Suien sorriu.
Suien: então você fica com o moleque, o que fará com ele pouco me importa. Eu quero mesmo é o Ai, ele tem que ser meu. Não aceito perde-lo para aquele fedelho anão!
Miyagi riu.
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Em Nagoya…
Reiji: EEEEEEEEEEHH?!!
Ele tava chocado com a ideia dos seus kouhais.
Otoya: por favor, Rei-chan!!
Implorou ao maior.
Reiji: mas-! Mas-!
Ele não conseguia inventar uma desculpa rápido.
Tokiya: essa música é linda sempai, nos deixe canta-la junto com você.
Reiji: mas a terminei em tão pouco tempo, nem ensaiei direito e…
Otoya: nós sabemos que você ensaiou, não minta Rei-chan! E nem é tão difícil canta-la, os músicos acertarão tocar a melodia.
Reiji abaixou o olhar, era a musica que Ranmaru havia o dado, ele fez a letra pensando nele… como poderia cantar a musica na frente do publico inteiro e pior… na frente de Ranmaru.
Reiji: por que querem isso?
Indagou olhando fixamente nos olhos dos juniores.
Tokiya: nunca cantamos uma música juntos.
Otoya: e essa música é tão tocante… que queremos canta-la com você. Nós sabemos que fez para o Quartet Night, mas nos deixe estreia-la com você Rei-chan!
Reiji suspirou.
Reiji: tudo bem. Vamos nos preparar.
Se levantou pegando a letra da música. Tokiya e Otoya se olharam e sorriram cumplices se lembrando do que haviam combinado. Eles dois, com mais Ren e Masato combinaram de se unir para fazer Ranmaru e Reiji ficarem juntos logo, um dos dois tinha que tomar a inciativa de se declarar e eles dariam o empurrãozinho que fosse.
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A hora de irem para a arena chegou rapidamente, eram 20h00min e o show seria ás 21h30min. Todos começaram a se arrumar e se posicionarem no estacionamento a espera do ônibus que os levaria ao local.
Ranmaru: Camus, ta na hora!
Ele bateu na porta do quarto do conde avisando.
Camus: já to indo!
O loiro suspirou se olhando no espelho.
Camus: tudo bem… eu gosto dele.
Ele mordeu o lábio inferior.
Camus: não dá mais pra fugir desse sentimento. Eu nunca me senti assim em relação a ninguém…
Camus lembrou do beijo, da declaração do menor e das palavras a qual ele dizia que não o queria mais como sempai.
Camus: Kisuke maldito…!
Se ouviu batidas mais frenéticas.
Reiji: Myu-chan vamos!!
Ranmaru: anda logo barbie!
Camus bufou.
Camus: eu já disse que to indo!!
Ele gritou irritado pegando seu celular e antes de sair disse algo em frente ao espelho.
Camus: eu não desisto fácil Cecil… muito menos de você.
Ele sorriu.
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Quando a banda chegou, foi direcionada rapidamente ao camarim onde vestiriam suas roupas. Os sempais estavam em uma sala privativa com comes e bebes somente para eles.
Reiji: eeehh??? Cesshi realmente disse tudo isso??
Ele estava pasmo com que havia ouvido de Camus.
Camus: sim.
Ai: pelo menos ele tem coragem de dizer o que sente, não são como uns que fogem.
Comentou naturalmente recebendo um olhar fulminante de Ranmaru e Reiji, Camus sorriu de canto.
Ranmaru: e descobriu o que sente por ele?
Perguntou quebrando o clima tenso que havia ficado.
Camus: eu gosto dele, descobri um pouco tarde. Mas eu gosto.
Reiji sorriu.
Reiji: nunca é tarde para o amor Myu-chan!!
Disse dando forças ao loiro.
Ai: então você pensa isso Reiji?
Perguntou com um sorriso maldoso, Reiji corou.
Reiji: e-eh… bem, sim. O amor em qualquer idade vale a pena.
Ai: interessante. E você Ranmaru? Acha que quando gostamos de alguém devemos arriscar e lutar pela pessoa?
O albino se pudesse matar alguém com o pensamento, a vitima escolhida seria o bluenette com aquelas perguntas.
Ranmaru: sim… no entanto, nem todos valem a pena.
Falou meio seco. Reiji o olhou.
Camus: eu discordo. Porque se você se apaixonou por ele… algo ele tem que os outros não tiveram que o conquistou. Não acha?
Ranmaru: amor nem sempre é tudo, precisa de uma boa dose de confiança.
Ai: se não se permitir entregar, nunca saberá se a pessoa vale a pena ou não.
Ranmaru: pode ser. Mas o amor nos deixa vulneráveis demais… a pessoa que amamos tem o poder de nos machucar como nenhum outro.
Jogou as mãos por trás da nuca.
Reiji: não dá pra escolher se você vai ou não se ferir nesse mundo… mas é possível escolher quem vai feri-lo.
Ele completou olhando diretamente para Ranmaru que não desviou o olhar dele também. Camus e Ai se entreolharam.
Ai: eu já escolhi o meu. Complicado ou não… eu amo o Syo.
Sorriu de leve.
Camus: e pelo visto, o único que faltava do grupo pra se ferrar no quesito amor era eu. Agora eu to realmente gostando de alguém pra valer.
Ranmaru: o único não… ainda tem eu.
Reiji: e eu também! Eu… não to apaixonado por ninguém.
Ranmaru: idem.
Eles ainda se encaravam, Camus e Ai bufaram.
Camus, Ai: “dois imbecis!”
Pensaram juntos.
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Todos do Starish estavam juntos no camarim do grupo esperando a hora de entrar.
Tokiya: tem certeza que você ta bem Cecil?
Cecil: sim.
Respondeu calmo.
Otoya: nee Cecil… você parece deprimido.
Cecil: eu vou ficar bem, farei o show e esquecerei o que sinto por ele.
Disse decidido olhado para seus amigos.
Natsuki: mas…
Ele não pode terminar porque o rapaz contratado para atender a banda entra.
Rapaz: garotos faltam 15 minutos!
Os meninos assentiram.
Syo: ok! Vamos nessa!
Sorriu animado. Os membros do Quartet Night entram.
Ranmaru: preparados?
Masato: nervosos.
Reiji: vocês vão arrebentar!
Disse os encorajando.
Camus: eu quero falar com Cecil, por favor.
Todos olharam pra ele e depois para o indiano.
Ai: Natsuki e Syo, venham comigo.
Reiji: Toki e Otoyan precisamos falar sobre “aquilo”.
Sorriu aos juniores. Ren e Masato nem precisaram ser chamados, Ranmaru apenas os olhou e rápido entenderam que era pra todos sair.
Cecil: eu não quero falar com você.
Falou secamente sem olha-lo. Camus suspirou.
Camus: eu não queria dizer aquilo Cecil… Kotobuki tava me enchendo dizendo que estava com ciúmes de você com o Kisuke, acabei falando aquilo de cabeça quente.
Cecil o olhou.
Cecil: ok, pode até ser. Mas eu não mudarei minha decisão Camus, eu te irrito e isso é obvio a todos. Fora que decidir te tirar da minha cabeça… você precisa ta longe para que isso aconteça.
O loiro estreitou os olhos.
Camus: realmente quer ficar com o Kisuke?
Cecil: eu quero esquecer você, mas ficar com o Kisuke como uma forma de me libertar desse sentimento não é meu objetivo. Eu preciso de um sempai, ele é o mais indicado.
Disse o olhando decidido. Camus se aproximou.
Camus: então estar realmente decidido?
Cecil: sim. Cansei de sofrer por alguém que nunca gostará de mim!
Eles ficaram se olhando.
Cecil: eu tenho que ir, ta chegando a hora de entrar.
Ele tentou passar pelo conde que o segurou pelo braço com força.
Cecil: me solta!
Camus: eu não disse o que quero ainda!
Cecil: isso não importa! Eu já disse que vou parar de te amar!
Camus: hm… e consegue fazer isso?
Cecil: consigo! Eu te conheço tão bem que me dá mais raiva ainda por ter me apaixonado por você!! Eu vou esquecer todos os meus sentimentos não correspondidos!
Camus não dizia nada, apenas observava atentamente o indiano que fazia esforço pra não chorar de novo. Camus arqueou a sobrancelha.
Camus: então irá me esquecer?
Cecil deixou uma lagrima teimosa cair.
Cecil: claro que sim! Nem que eu precise morrer por dentro, mudar ou me envolver com alguém! Eu com certeza esquecer-!
Camus: então… vá em frente e tente.
Ele o interrompeu, selando seus lábios aos dele. Cecil arregalou os olhos com a iniciativa do maior. O beijo começou lento e intensificando a medida que o tempo passava, Camus abraçava o corpo do menor com força colando ao seu.
Cecil: p-p-por que fez-?
Ele tava corado.
Camus: quer me esquecer, tudo bem… tente. Mas eu não facilitarei as coisas pra você. E você Kisuke…
O menor arregalou os olhos quando viu Kisuke entrar pela porta.
Camus: não ficará com ele.
O ídolo estreitou o cenho.
Kisuke: quer comprar essa briga Camus?
Camus: eu já estou nela. Você não fica com ele… a não ser que seja capaz de conquista-lo.
O loiro olhou para Cecil.
Camus: no entanto, eu não vou deixar que o amor dele por mim se acabe.
Cecil estava completamente atônito.
Cecil: C-Camus… você…?
Camus se aproximou dele.
Camus: bom show e… eu também te amo.
Sussurrou no ouvido do indiano que estremeceu. Camus saiu deixando Cecil e Kisuke sozinhos.
Cecil: Kisuke-sempai… eu…
Kisuke: é difícil competir com o que você sente por ele.
Sorriu fracamente.
Kisuke: toma uma agua e respira fundo Cesshi. Bom show.
Sorriu dando um beijo na testa do indiano.
............................
Ai, Natsuki e Syo estavam do lado de fora conversando.
Natsuki: eu quero que o Myu-chan sempai fique com o Cecil-kun!
Ai: todos queremos, basta o Cecil perdoar o Camus.
Syo: mas o que ele ta sentindo pelo Cecil é sério mesmo? Ou apenas ego por causa do Kisuke?
Ai revirou os olhos.
Ai: Camus não diria que ama alguém apenas por ego chibi. Ele é meu amigo, o conheço bem.
Syo: é bom mesmo. Não quero ver o Cecil sofrendo mais do que já sofreu pelo Camus.
Natsuki: ok… só não briguem por isso.
Eles se olhavam fixamente.
Ai: Natsuki…
Natsuki: sim?
Ai: eu preciso te avisar de uma coisa, o Quartet Night só soube agora. Saotome não nos avisou nada.
Natsuki: que foi?
Ai suspirou.
Ai: a banda que ta fazendo o show de abertura… é os Heavens.
Natsuki arregalou os olhos.
Natsuki: o N-Nagi ta aqui??
Ai: sim, eles já devem ta descendo do palco.
Natsuki mordeu o lábio inferior nervoso.
Syo: fala com ele Natsuki!
Natsuki: mas ele ta me odiando!
Abaixou o olhar triste.
Ai: acho que você deve tentar. Afinal o ama e ele também te ama, só está magoado.
Natsuki: o senhor acha sempai?
Ai: sim.
Nesse momento o loiro maior arregalou os olhos quando eles cruzaram com os orbes de alguém que conhecia muito bem.
Natsuki: Nagi…
Ai e Syo olharam na direção e viram Nagi saindo do portão escoltado por alguns seguranças da agencia dele.
Syo: vai falar com ele.
Natsuki engoliu em seco.
Natsuki: ok.
O loiro saiu deixando Syo e Ai sozinhos.
Syo: nunca fui com a cara desse desagradável… mas Natsuki o ama, então torço pra que voltem.
Ai: é…
Syo o olhou.
Syo: bem, err… eu vou me juntar aos outros. A hora de entrarmos ta chegando e…
Ai: espera.
O bluenette o segurou.
Syo: que foi?
Ai: eu quero falar com você… sobre nós dois… depois do show.
Disse corando levemente fazendo Syo sorrir.
Syo: tudo bem, onde?
Ai: hm, faremos o seguinte… você termina o show e conversamos.
Syo concordou. Ai se aproximou e deu um beijo na bochecha dele, bem perto da boca.
Ai: boa sorte no show.
Syo corou.
Syo: obrigado.
.......................................
Natsuki: Nagi!
O menor estremeceu ao ouvir a voz do loiro.
Nagi: N-Natsuki?
Natsuki: eu queria falar com você.
Nagi mordeu o lábio.
Nagi: err… eu não sei. Nós temos que…
Natsuki: por favor!
Ele implorou chegando mais perto.
Nagi: você tem show agora Natsuki!
Natsuki: depois do show!
Nagi: mas vocês vão terminar só de madrugada… e eu to indo para…
Natsuki: você não vai pegar estrada agora que eu sei Nagi! Por favor!
Ele fez menção de se ajoelhar.
Nagi: o-o que esta fazendo baka?? Tem paparazzi aqui!
Natsuki: então aceita sair comigo que eu paro.
Nagi bufou.
Nagi: o que tanto quer?
Natsuki: eu quero conversar sobre a gente! Nagi-chan… por favor…
Nagi ficou o olhando.
Nagi: tudo bem.
Natsuki: onde você ta hospedado?
Nagi: eu fico esperando aqui o show acabar.
Natsuki: mas não vai demorar muito?
Nagi balançou a cabeça negativamente.
Nagi: o Eichi e o Kira queriam ficar mesmo, só eu que ia embora para o hotel. Recebemos convite do Saotome pra ficar no camarote vip.
Natsuki sorriu.
Natsuki: ótimo! Então eu te procuro depois que acabar.
Nagi: ok.
...............................
Reiji, Otoya, Tokiya, Ranmaru, Ren e Masato estavam perto do camarim conversando.
Reiji: ninguém merece os Heavens fazerem o show de abertura!
Otoya: mas eles são incríveis Rei-chan!
Reiji: mas o Kira é um porre!!
Disse irritado.
Ranmaru: se ele te odeia a culpa é sua. Roubou o namorado dele.
Reiji o olhou.
Masato: err… mas isso é passado. O Kira já ta até com o Eichi agora.
Reiji: ah é mesmo… o Eichi, o seu ex companheiro que se apaixonou não é?
Indagou sarcasticamente.
Ranmaru: sim, algum problema?
Perguntou meio irritado. Os juniores se entreolharam e suspiraram.
Eichi: Ranmaru! Quanto tempo!
Passou o braço em torno do albino o trazendo para mais perto. Reiji arregalou os olhos vendo Eichi e Kira.
Ranmaru: tudo bem Eichi?
Eichi: tudo ótimo!
Ele olhou para Reiji.
Eichi: hm… você é o novo integrante do Quartet Night não é?
Reiji: err… sim.
Kira: só cuidado com o Reiji, se não ele te agarra entre um ensaio e outro.
O moreno estreitou os olhos.
Reiji: fica na sua Kira!
Kira: disse alguma mentira? Se não gosta da sua fama de galinha, não devia fazer por merecer.
Reiji o puxou pelo colarinho da blusa.
Reiji: se você não teve a capacidade de segurar seu namorado, não me culpe por ele ter achado algo melhor!
Kira: é meio difícil competir com alguém que vai pra cama com uma pessoa que conheceu na mesma noite não é Reiji?
Tokiya: Kotobuki-sempai se acalme!
Otoya: Rei-chan!
Eichi: Kira para com isso! Brigar por ex-namorado pode significar fim do atual relacionamento.
Disse sério o olhando. Reiji o largou.
Ren: não sejam tão escandalosos. Tem repórteres pra todo canto.
Disse os alertando. Reiji bufou.
Reiji: ele que me irrita.
Ranmaru: você fez por merecer.
Disse seco.
Reiji: vai ficar do lado dele??
O albino não respondeu, apenas virou a cara.
Kira: vamos embora Eichi, Nagi está nos esperando.
Eichi ainda estava abraçado ao albino, o que estava irritando Reiji profundamente.
Eichi: tudo bem.
Kira se despediu de todos e foi na frente, mas antes de Eichi ir disse algo ao moreno.
Eichi: falando em “avisos”. Quero dar um a você Reiji.
Reiji: a mim?
Eichi sorriu de canto.
Eichi: cuidado com Ranmaru. Ele pode não “dar em cima” como você, mas é capaz de arrebatar seu coração por um bom tempo ou pra sempre.
O moreno arregalou os olhos.
Ranmaru: Eichi menos!
Eichi: por que?? Até hoje não teve um membro do Quartet Night que não se apaixonou por você, talvez você não seja uma exceção Reiji.
Piscou ao Kotobuki que corou de leve. Os kouhais deles se entreolharam.
Eichi: cuidado Reiji, porque o Ranmaru é do tipo que não divide nem a cama com ninguém, muito menos o coração.
Ele riu.
Eichi: ah e… bom show Starish.
Acenou aos juniores e foi embora.
Otoya: err… acho melhor nós irmos para o portão né?
Masato: concordo!
Tokiya: vemos vocês mais tarde.
Ren: não esqueça de ficar na primeira fila do camarote Ran-chan.
Eles foram embora rapidamente deixando a sós Reiji com Ranmaru.
Reiji: o que ele quis dizer com aquilo?
Ranmaru deu de ombros.
Ranmaru: ta falando da cama?
Reiji afirmou.
Ranmaru: eu tenho duas regras pra relacionamentos. E uma delas é nunca dividir a cama com ninguém.
Reiji ficou chocado.
Reiji: mas e quando namora??
Ranmaru: eu durmo na cama dela, mas minha cama é só minha. Eu não deixo ninguém dormir nela.
Reiji estava ainda perplexo.
Reiji: algo difícil pra quando casar.
Ranmaru: e quem disse que eu quero casar? Se eu me firmar com alguém… ficaremos em camas separadas.
Reiji abaixou o olhar.
Reiji: e a outra regra… qual é?
Ranmaru engoliu em seco, não poderia dizer que já havia a quebrado com ele.
Ranmaru: sem importância. Vamos logo para o camarote Reiji.
Passou por ele, indo na frente.
Reiji: “ele nem ao menos quer compromisso… pior ainda se apaixonar. Ainda mais por mim que sou tão taxado como cafajeste.”
Reiji bufou.
Reiji: tenho a impressão que nunca vou conseguir conquista-lo.
Comentou baixo.
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