Coisas Que Eu Nunca Te Disse
5 Inesperado.
Notas iniciais
Ranmaru e Ren estavam voltando para o Saotome Master Course.
Ren: me pergunto que fim deu do chibi e do Mikaze-sempai…
Ranmaru deu um sorriso malicioso.
Ranmaru: algo me diz que eles fizeram as pazes em grande estilo.
Ren olhou para o mais velho e não conseguiu evitar um sorriso.
Ren: seu amigo poluiu a mente do chibi, ele não era assim.
Ranmaru riu.
Ranmaru: o Ai? É mais fácil aquele chibi ter poluído ele, Ai era a “inocência” do Quartet Night.
Ren sorriu e depois pensou em algo que o fez suspirar pesadamente.
Ren: me pergunto quando eu e o Masato iremos ter nossa reconciliação.
Ranmaru o olhou pelo canto do olho e quando ia falar algo, viu duas pessoas que o fez dar uma freada brusca no carro assustando Ren.
Ren: aí! O que foi sempai?
Ranmaru olhava pra frente e o mais novo acompanhou seu olhar vendo Reiji e Tokiya. Reiji abraçava o kouhai calorosamente.
Ren: Reiji-sempai e o Ichi? O que eles estão fazendo essa hora aí?
Quando olhou para Ranmaru o viu apertando o volante do carro com certa irritação.
Ranmaru: esse é o prédio onde o Reiji mora, o que o Tokiya ta fazendo essa hora aí?! Ele devia ta na academia!
Seu rosto estava estampado que não tinha gostado nada de ver aquilo, Ren sorriu de canto cinicamente.
Ren: não tinha ciência que era tão ciumento sempai.
Ranmaru arregalou os olhos e o encarou mais irritado.
Ranmaru: quem esta com ciúmes?! Estou apenas fazendo uma observação!! O Reiji é o sempai dele, tem que se comportar como um e não atrapalhar os estudos do Tokiya.
Ren sorriu mais.
Ren: desde quando o estudo do Ichi o preocupa tanto?
Ranmaru se irritou mais ainda e quando ia responder ouviu batidas no vidro da janela do carro.
Reiji: Ran-Ran! O que esta fazendo aqui??
Ele estava debruçado sobre a janela do lado do motorista, deixando seu rosto e do ídolo mais alto bem próximos. Ranmaru estava em choque por vê-lo tão perto e não conseguia responder.
Reiji: aah já tava com saudade Ran-Ran?
Falou em um tom brincalhão e isso despertou Ranmaru.
Ranmaru: que saudade o que idiota! Fui levar o Ren a sessão de fotos para o desfile e estava apenas passando na frente do seu prédio na volta!
Esbravejou irritado, Reiji ainda mantinha o sorriso no rosto.
Reiji: sempre ocultando seus sentimentos Ran-Ran.
Ele pressionou levemente seu dedo indicador na boca do ídolo a sua frente, fazendo o mesmo corar levemente.
Ranmaru: o que pensa que esta fazendo?!
Reiji riu.
Reiji: você é muito fru-fru corado.
Falou sorrindo mais abertamente.
Ranmaru: fru-fru sua bunda!!!
Reiji começou a rir enquanto Ranmaru gritava com ele. Ren e Tokiya olhavam aquilo com expressões incrédulas.
Ren: e esses são os exemplos que precisamos seguir.
Falou sarcasticamente, Tokiya sorriu de canto.
Tokiya: idade mental não bate com a física.
Eles se olharam e riram.
Ranmaru: do que estão rindo?!
Ren: nada, nada.
Falou dando de ombros.
Reiji: Ren-chan você poderia pegar um taxi junto com o Toki?
Ren: hm? Por que?
Reiji: eu preciso tratar uns negócios com o Ran-Ran sobre a banda, eu ia na casa dele mais tarde mesmo.
Ranmaru: hã?! Nem pensar! Eu preciso me concentrar na nova musica que estou fazendo e você lá vai me desconcentrar!
Falou encarando o moreno que voltou a sorrir e se inclinou mais sobre a janela.
Reiji: então… eu desconcentro você é?
Ranmaru arregalou os olhos e depois fechou a cara.
Ranmaru: essa sua cara de idiota atrapalha qualquer um!!
Reiji: Ran-Ran você é cruel!
Falou manhosamente. Ren deu um sorriso cínico.
Ren: tudo bem eu pego um taxi.
Ranmaru o olhou.
Ranmaru: nem pensar! Pode ficar no carro! Tokiya entra, dou uma carona a você também.
Reiji: não, não! Toki não esqueça de fazer o que combinamos.
Piscou ao moreno que corou ao lembrar o que tinha que fazer.
Tokiya: ok.
Reiji: voltem em segurança meninos.
Falou gentilmente já indo para o lado carona e logo entrando no carro quando Ren saiu.
Ranmaru: mas…!
Reiji: anda logo Ran-Ran. Quanto mais cedo chegarmos a sua casa, mais cedo vou embora.
Sorriu a ele. Ranmaru suspirou derrotado.
............................
Camus estava no quarto que antes dividia com seu kouhai, Cecil. Estava há mais ou menos quase uma hora o esperando.
Camus: onde aquele idiota se meteu?
Falou olhando pela 20º vez a hora em seu relógio. Camus estava meio impaciente de esperar tanto, antes ainda tinha um passatempo que era a nova canção que estava compondo, mas agora já havia terminado a mesma e não tinha mais nada pra fazer.
Camus se levantou da cadeira e começou a caminhar de um lado para outro no quarto espaçoso e viu algo que chamou sua atenção. Havia uma caixa um pouco grande debaixo da cama, porem aparecia um pouco dela, resultado de alguém que não a escondeu direito.
Camus: por que ele coloca uma caixa dessa debaixo da cama?
Resmungou suspirando pesadamente e caminhou até a caixa e a carregou, era bastante pesada e isso o fez ficar curioso sobre o conteúdo dela, mas reprimiu o desejo de abri-la, afinal seria falta de ética dele. Ele iria colocar a caixa dentro do closet quando a porta abriu e Cecil entrou por ela sem camisa e suado.
Cecil: Camus? O que você ta…?
Ele paralisou quando viu a caixa na mão do veterano e congelou.
Cecil: o que você ta fazendo com essa caixa?! Me dê ela!
Ele correu até o mais velho e tirou a caixa com certa rapidez dele. Camus estava o olhando surpreso.
Camus: ia apenas coloca-la dentro do seu closet. É um desperdício joga-la embaixo da cama.
Cruzou os braços entediado.
Camus: se ela é tão preciosa assim, pelo menos a esconda melhor.
Ele o olhou sério. Cecil estremeceu e balançou a cabeça confirmando.
Cecil: eh… foi erro meu. Sai apressado e esqueci de guarda-la bem.
Sorriu envergonhado. Camus estreitou os olhos mais curioso ainda sobre o conteúdo, mas resolveu deixar quieto.
Cecil: bem… o que esta fazendo aqui?
Perguntou se recuperando do susto e deixando a caixa sobre a cama.
Camus: vim falar com você sobre uns trabalhos que recebeu e também sobre a turnê. Seus companheiros receberão as notícias em breve dos respectivos sempais.
Falou suspirando e se sentando novamente na cadeira.
Camus: antes disso…
Ele olhou irritado para o mais novo.
Camus: onde esteve durante esse tempo inteiro?! Me fez ficar esperando aqui por quase uma hora! Você acha que eu não tenho mais nada importante pra fazer?!
Gritou com o indiano que se encolheu.
Cecil: etto… eu tava com a Haruka e…
Camus estreitou os olhos.
Camus: eu já disse que relações românticas são proibidas nesse meio Aijima!
Cecil: não estávamos fazendo nada!
Ele protestou.
Cecil: ela apenas estava me dando uma nova canção.
Camus o olhava desconfiado e sem querer passou seu olhar sobre o físico do mais novo, vendo o quanto ele estava suado, sua pele bronzeada brilhava levemente, seu peitoral definido. Ele parecia tão… delicioso, sua pele era convidativa e…
Camus arregalou os olhos sobre o próprio pensamento e acabou corando, desviou seu olhar rapidamente do moreno e girou a cadeira ficando de costas ao indiano para que ele não visse seu rosto corado.
Camus: no entanto eu sei que gosta dela, ficar perto daquele que você ama todos os dias faz com que fique quase impossível controlar os instintos.
Tentou parecer o mais firme possível. Cecil suspirou e o olhou.
Cecil: “você tem toda razão…”
Pensou pra si mesmo.
Cecil: eu não gosto da Haruka Camus.
O veterano arregalou os olhos levemente e girou novamente a cadeira para encarar o indiano.
Camus: o que disse?
Cecil: eu não gosto dela.
Repetiu com firmeza.
Camus: você quando chegou aqui a amava, ate tentou beija-la.
Novamente cruzou os braços e o olhava desconfiado.
Cecil: eu realmente era apaixonado por ela, e…
Ele corou.
Cecil: teve uma época da minha vida que… eu fiquei dividido entre ela e outra pessoa. Mas depois descobrir quem realmente amo.
Camus arqueou a sobrancelha.
Camus: quem seria?
Cecil corou furiosamente e sua língua travou, não poderia dize-lo a verdade. Camus jamais o perdoaria, sentiria nojo dele.
Cecil: eh… eu prefiro deixar isso em segredo. Talvez um dia eu te conte.
Camus suspirou.
Camus: contando que não seja ninguém do seu meio, ótimo. Perder tudo que conquistou, fama, dinheiro, a música, banda, tudo por causa do amor… seria a coisa mais idiota que faria.
Disse isso secamente. Cecil entristeceu o olhar.
Cecil: será que…?
Camus: o que?
Cecil desviou o olhar daqueles azuis tão gélidos e penetrantes.
Cecil: será que realmente vale a pena… deixar o amor passar por causa da fama?
Camus o olhou incrédulo.
Camus: não é a fama idiota. Será que não aprendeu nada durante esses dois anos que te ensino?!
Camus: é o amor pela música.
Cecil arregalou os olhos voltando a prender seu olhar no dele.
Camus: é você amar o que faz, amar subir no palco e cantar para uma multidão que te aplaude e espera ansiosamente por sua entrada, amar ver seu rosto estampado em cada cartaz de fãs que te amam apesar de nunca ter falado com você antes, isso não tem explicação. A música… também é um amor, esse amor sim você não pode deixar passar. Outros… sempre te decepcionam, é perda de tempo.
Cecil estava perplexo ouvindo tudo. Camus tinha razão, ele amava a música, amava cantar, amava fazer outros felizes, mas e a sua felicidade não contava? Ele também queria ser feliz, queria amar e ser amado. Queria Camus mais do que qualquer coisa na vida, se ele pudesse ter ele e a música, seria o homem mais feliz do planeta.
Cecil: nee Camus… você já amou antes?
O veterano o olhou como se ele tivesse dito a maior barbaridade da sua vida.
Camus: e eu tenho cara que me apaixono?
Cecil sorriu.
Cecil: não.
Camus: pelo menos você sabe.
Sorriu de canto.
Camus: já namorei diversas vezes, mas nada relacionado a amor.
Cecil: e… você já teve alguma experiência com…
Ele tava corando.
Cecil: homens…?
Camus arregalou os olhos.
Camus: é claro que não!!
Gritou irritado.
Camus: por que pensa isso?!
Cecil: não, nada! Apenas curiosidade!
Sorriu constrangido.
Camus: eu não tenho, nem tive e pretendo não continuar tendo nenhuma experiência assim. Nada contra quem gosta, mas eu tenho minhas preferencias.
Falou serio. Cecil o olhava e por dentro seu coração doía como se tivesse levado uma facada.
Cecil: “ele nunca vai me amar…”
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Em um certo lugar…
Um homem lia uma manchete digna de primeira pagina de todos os jornais nacionais, varias revistas de grande porte também deram destaque a noticia, fora sites e mais sites de entretenimento. Todos falavam sobre o mesmo assunto…
?: “O mais novo membro da banda de febre mundial, Quartet Night”.
Cerrou os punhos de ódio.
“Foi decidido há uma semana o novo integrante da banda de maior sucesso mundial, com mais de 90 milhões de copias vendidas, campeão nas rádios, a banda mais bem paga dos últimos tempos e com o maior Record de shows por mês: o nosso tão querido Quartet Night.
Banda composta por Ranmaru Kurosaki, Ai Mikaze e Camus. Agora eles terão um mais novo companheiro, Reiji Kotobuki, já bastante conhecido por seus sucessos na carreira solo, mais um estudante brilhante da academia Saotome. Mas o que levaria esse ídolo a largar sua carreira e entrar para uma banda? Será que ele fez o teste ou foi convidado a entrar? Muitas perguntas que ainda estão sem respostas, a banda ainda não marcou uma entrevista oficial para esclarecer as duvidas dos fãs desses ídolos, no entanto eles já estão trabalhando duro no seu próximo álbum e também na turnê pela Europa daqui a dois meses. Fontes confiáveis disseram que eles estão se dando muito bem juntos, uma sincronia que o Quartet Night nunca tivera antes com nenhum membro antigo, músicas inéditas estão sendo formadas e gravadas pelas vozes magnificas dos nossos “príncipes pioneiros” e podemos aguardar por mais um sucesso da banda mais querida do mundo.
Eles estão em uma correria diária, sessão de fotos, ensaios, presenças em eventos, trabalho com seus kouhais do Master Course, o STARISH e vivem nos estúdios de gravação, regravando os maiores sucessos da banda, entre eles Poison Kiss e Quartet Night, na voz do novo integrante, Reiji. Por essa razão não tiveram tempo de responder as perguntas da impressa oficialmente, esperamos ansiosos por essa entrevista e desejamos sucesso a banda que sempre esteve em alta nos rankings mundiais”.

O homem cerrou os dentes irritado.
?: novo membro hein?
Ele deu uma risada maldosa.
?; veremos por quanto tempo você aguentará na banda Reiji Kotobuki…
.......................
Ranmaru tentava há meia hora escrever alguma coisa em sua nova música, mas não saia nenhuma linha. Ele suspirou derrotado. Camus havia o entregado há três dias essa nova música e ele precisava escrever as letras, mas sua inspiração havia ido para o além, não conseguia pensar em nada que prestasse e tinha uma semana para entregar essa musica senão o “conde” o esfolaria vivo. Havia conseguido escrever metade dela, mas a outra metade estava vazia e pra completar sua desgraça Reiji ainda estava em sua casa o perturbando.
Ranmaru: Reiji você não disse que iria embora quando terminasse de falar o que queria sobre a banda?
Perguntou sem tirar os olhos da folha que estava em sua mão. Reiji soltou um muxoxo.
Reiji: você ta me expulsando Ran-Ran??
Ranmaru sorriu de canto.
Ranmaru: se essa foi a impressão que teve… sim. Estou expulsando.
Falou fitando o moreno que estava deitado em seu sofá, Ranmaru estava no mesmo, porem estava debruçado sobre o braço do sofá.
Reiji: você é cruel Ran-Ran.
Falou tristonho.
Ranmaru: você já disse isso.
Reiji: porque você continua sendo!
Falou o encarando, Ranmaru suspirou.
Ranmaru: você não tem que escrever a música que Camus te deu?
Reiji: já terminei ontem.
Falou naturalmente. Ranmaru o encarou surpreso.
Ranmaru: já?!
Reiji: sim.
Ranmaru: mas… mas… como?! Como fez tão rápido?! Eu to há três dias no mesmo empasse!!
Estava irritado consigo mesmo. Reiji riu.
Reiji: sei lá. Nunca tive dificuldade pra escrever… flui naturalmente.
Falou sorrindo ao mais alto.
Ranmaru: eu também não tenho dificuldade… mas nesses últimos dias…
Reiji: talvez você precise de uma inspiração. Algo que te faça “sentir”, aí essa emoção você passa para a musica.
Ranmaru: a única coisa que to sentindo agora é vontade de matar alguém.
Falou irritado. Reiji sorriu.
Reiji: mas você não pode escrever uma musica dark, vai assustar as fãs.
Tirou sarro com a cara dele. Ranmaru suspirou e voltou a se concentrar na musica.
Reiji: nanananana…
Ele cantarolava enquanto comia seu sorvete, porem uma hora acabou derrubando em sua própria camisa.
Reiji: droga!
Ranmaru revirou os olhos.
Ranmaru: você come igual a uma criança de 5 anos, só podia dar nisso.
Reiji se levantou do sofá e tirou sua camisa, Ranmaru estremeceu e acabou automaticamente encarando a pele exposta do moreno a sua frente.
Ranmaru: “mas que merda…!”
Ele estava meio que fascinado pela beleza de Reiji, como ele conseguia ser tão sexy e ao mesmo tempo tão espontâneo?
Reiji pegou a camisa e foi até a lavanderia do apartamento.
Reiji: Ran-Ran vou passar uma agua na blusa, senão ela vai manchar.
Ranmaru: hã… ok.
Ele respondeu ainda nervoso. Reiji voltou e se sentou no sofá de novo, um pouco perto demais de Ranmaru.
Reiji: vou ficar aqui até ela secar ok?
Piscou ao cabeça de prata e voltou a tomar seu sorvete. Ranmaru estava com seus batimentos acelerados e ele não entendia o porque estava sentindo aquilo perto do moreno. Será que…? Será possível ele estar atraído por Reiji?
Ranmaru balançou a cabeça afastando tais pensamentos. É claro que ele não estava atraído! Eles eram homens! Ele não poderia estar… poderia? Ele tentava inutilmente afastar os pensamentos e tentar se concentrar na musica, mas Reiji não deixava, ele não calava a boca e pra completar estava sem camisa a poucos metros dele.
Reiji: então Ran-Ran o que acha?
Fitou o maior curioso, esse não respondeu.
Reiji: vamos Ran-Ran! Não me ignore! Eu perguntei o que você acha do…?
Reiji não conseguiu terminar sua pergunta, pois Ranmaru o tinha calado com os lábios dele. Reiji arregalou tanto os olhos que pensou que eles fossem aumentar com o ato, ele encarava Ranmaru que estava com a boca colada a dele e de olhos fechados, o maior estava meio debruçado sobre ele. Reiji sentiu seus olhos se fecharem quase que automaticamente e sem querer acabou pressionando os lábios dele contra os de Ranmaru também.
Ranmaru estremeceu quando sentiu o moreno o corresponder e abrir levemente sua boca como uma permissão para Ranmaru aprofundar aquele beijo. E assim ele fez. Ambos roçavam seus lábios um no outro com lentidão enquanto a língua de cada um explorava sem pressa a boca do outro, Reiji gemeu baixinho quando sentiu a língua quente do maior entrar mais em sua boca e explora-la como se fosse propriedade sua, ele agarrou a nuca do ídolo maior o trazendo mais para si e entrelaçando seus dedos nos fios pratas dele.
Uma corrente elétrica passava pelo corpo deles a cada vez que suas línguas se encontravam, seus corpos estremeciam pela sensação que o beijo proporcionava, eles se sentiam quentes, na verdade pegando fogo. O beijo estava mais urgente, voraz e cheio de desejo e malicia, Ranmaru já havia o empurrado contra o sofá, deitando o moreno e se colocando em cima dele. O cabeça de prata foi incapaz de segurar o gemido quando o moreno colocou sua perna direita no meio das pernas dele e acabou tocando seu membro levemente, Ranmaru já estava ficando duro e não conseguia pensar em mais nada a não ser beijá-lo, tê-lo. Já Reiji estava vendo estrelas, constelações… sua mente girava… pelos deuses… Ranmaru beijava muito bem, ele era enlouquecedor. Ranmaru apertou a coxa do mais novo firme fazendo o moreno gemer novamente e isso o despertou do transe que estava.
Ranmaru saiu de cima do moreno e se afastou o máximo que pode. Eles estavam ofegantes pela força do beijo e com os rostos vermelhos, seus corpos ainda ardiam de desejo e o clima ainda tinha aquele ar sexual.
Reiji: R-an…
Ele foi o primeiro a se pronunciar. Ranmaru escondeu o rosto, sabia que estava corado e não queria que o moreno continuasse o vendo assim.
Ranmaru: agora você cala a boca.
Falou mais como um sussurro e tentava inutilmente justificar aquele ato dele. Reiji ficou o olhando, seu coração batia tão rápido que pensava que iria sair pela garganta.
Reiji: eh… acho melhor eu ir.
Ele levantou envergonhado e quase cai, suas pernas estavam fraquejando. Ranmaru não conseguia olha-lo e Reiji pegou sua carteira e saiu rapidamente mesmo sem camisa fechando a porta.
....................
Reiji se encostou a porta do elevador e deslizou até o chão.
Reiji: o que foi isso?
Ele tocou os lábios ainda sentindo o gosto de Ranmaru.
...................
Ranmaru estava paralisado no mesmo lugar.
Ranmaru: o que eu fui fazer??? Por que eu simplesmente não o dei um soco ou o mandei calar a boca?! Era o que eu faria com outra pessoa.
Ele também tocou seus lábios.
......................
Reiji e Ranmaru: “acabamos de nos beijar”…
Eles pensaram juntos.
....................
Ranmaru: pior é que eu não consigo ficar realmente arrependido.
Ele sorriu.
................
Reiji: foi perfeito…
Ele fechou os olhos.
......................
“Ran-Ran…”
“Reiji…”
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